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Música Justiça Divina de Tonico e Tinoco

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De cara, muitos de vocês devem estar se perguntando: "Quem é Tonico e Tinoco?" Bem, Tonico & Tinoco foi uma dupla caipira brasileira, considerada a mais importante da história da música brasileira e a de maior referência. Em 60 anos de carreira, Tonico e Tinoco realizaram quase 1000 gravações, divididas em 83 discos. As gravadoras a que eles pertenceram já lançaram no mercado um total de 60 discos. Tonico e Tinoco venderam mais de 150 milhões de cópias, realizando cerca de 40.000 apresentações em toda a carreira.

Eu conheço diversas músicas da dupla de tanto meu pai ouvir no aparelho de som de casa! Na época eu não gostava, mas hoje, agradeço ele :)

Uma das 1.000 gravações que fizeram chama-se "Justiça Divina" e sua letra foi baseada em uma foto sobrenatural.

A música conta a história uma triste história, ocorrida no interior de Minas Gerais no final dos anos 40. Um homem era marido de uma esposa que estava grávida. Só que ele tinha uma amante, que amargurada em ser a outra, convenceu o homem a matar a sua esposa para ficar com ela. Ele, besta que só, foi enfeitiçado pelas palavras da mulher e acabou matando a sua mulher, grávida de 6 meses, sufocada com um lenço. Após o enterro, ele e a amante se casaram, e na foto que era para eternizar o momento, apareceu o corpo de sua mulher morta!


Foto de 1949 mostra o corpo da esposa assassinada.
A foto existe até hoje e você pode vê-la na reportagem de Antônio Pimenta com imagens de Kevson Martins para o Jornal da Vitoriosa de 09/12/11, que conta a história com maiores detalhes:


 



 Declamado

Dois jovem se casava
No Arraiá de São José
Morava a felicidade
No seu rancho de sapé
Um dia por u'a amante
Abandonô sua muié

Cantado

E largô da sua esposa
Foi simbora do povoado
Foi vivê com sua amante
Esqueceu o dever sagrado
Um dia a amante falô
Com seu gesto enciumado
Vai dar fim na sua esposa
Pra nois viver sussegado




Já vencido da paixão
Como quem tá enfeitiçado
E matô sua muié
Enterrô num descampado
Vivero assim muitos ano
Como quem fosse casado
Foro tirá uns retrato
Por lembrança do passado

Quando a foto revelou
No retrato apareceu
Entre a amante e o assassino
A esposa que morreu
Toda coberta de flôr
Num caixáo que ele não deu
E um filhinho do seu lado
Que por crime não nasceu

Vendo isto o retratista
Na policia apresentô
Eles fôro condenado
O assassino confessô
Ficaro os dois na prisão
Conforme a lei condenô
Castigo da providencia
Justiça do Creador.

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