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domingo, julho 05, 2026

vi a Annabelle no sonho (relato )





Ultimamente, acordo às 3h da manhã, sem querer, e todos os meus sonhos são "estranhos", logo, contarei o de hoje:
Em uma mansão vermelha e preta vitoriana, olhei para um altar, vi a Annabelle, fui pegá-la, porém, uma mulher de meia-idade, corpulenta e com papéis me interrompeu:
"Você está grávida de 7 meses de um bebê negro."
"O meu marido é negro, ^^."
"Esse bebê vai nascer porque o capeta quer."
No espelho, vi o meu cabelo castanho claro, entristeci-me e pensei no trabalho que daria para voltar ao natural (loiro claro), todavia, ela:
"Vá ao litoral para fazer um trabalho e disfarce-se para os seus fãs não te reconhecerem."
"Sou mestra dos disfarces; rainha dos heterônimos, pseudônimos e personas; doutora em purpurinar, portanto, farei um legal, hue."
Prendi o cabelo em coque e usei boina, óculos escuros, roupas góticas, coturno, hue.
Antes de ir, falei com a minha advogada (não lembro o assunto).
Acordei.

quinta-feira, agosto 18, 2022

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sábado, junho 13, 2020

presença de espiritos, (RELATO)

 

 

 

sempre ao visitar minha avo saio da casa dela como se estivesse "carregada". A casa é muito esquisita, desarrumadíssima, escura, o clima é muito pesado, tenho a sensação de estar sendo observada pelo oculto. As pessoas que moram lá (com excessão da minha avó e meu tio) são ruins. Sinto a presença de espiritos, acredito que moram muitos lá, inclusive meu tio relatou ter visto uma pessoa estranha na casa do vizinho, no qual nunca foi vista por ninguém. Percebe-se que esta força cerca até a vizinhança. É muito estranho.

acreditava em espiritos (RELATO)

desde criança eu via algumas pessoas andando, coisas que ninguem via, eu achava estranho mas nuna falei nada com meus pais porque a resposta iria ser que é fruto da imaginação, mas não é. Passei um tempo sem ver essas coisas, mas um dia eu fui na casa de uma amiga e do lado da mãe dela tinha uma menina de cabeça baixa sempre ao lado dela, brilhava um pouco, outro dia eu fui lá de novo e a menina continuava lá brilhando menos e eu fiquei sem entender, perguntei a minha amiga e ela disse que nao estava vendo nada. Passada exatos uma semana a mãe dela morreu em casa, dormindo. Fiquei muito assustado com isso. Eu nao acreditava em espiritos mas agora eu comecei a acreditar ja que eu vi um... Isso aconteceu ontem, eu estava chegando na escola quando vi um menino que brilhava tambem um pouco, eu fiquei com medo mas eu cheguei lá e sentei perto, perguntei a ele se queria ser meu amigo, ele sorriu e depois sumiu, fiquei muito arrepiado. Quando fui pegar o caderno tinha uma folha branca dentro em que estava escrita "quero". Será que hoje esse garoto ainda vai estar lá? Não creio que isso continue sendo coisa da minha cabeça pois é muita coincidencia isso, e também o que aconteceu com a mae da minha amiga me deixou bastante assustado. Preciso de conselhos!

espíritos que atuaram sobre mim (RELATO)

Em minha mente tem atuado muitos espíritos que se autodenominam 'espírito santo' e que me pediram para blasfemar o espírito santo...
Na Bíblia tem uma passagem em que Jesus diz assim:

"Ou, como pode alguém entrar na casa do homem valente, e furtar os seus bens, se primeiro não maniatar o valente, saqueando então a sua casa?
Quem não é comigo é contra mim; e quem comigo não ajunta, espalha.
Portanto, eu vos digo: Todo o pecado e blasfêmia se perdoará aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada aos homens.
E, se qualquer disser alguma palavra contra o Filho do homem, ser-lhe-á perdoado; mas, se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado, nem neste século nem no futuro.
Ou fazei a árvore boa, e o seu fruto bom, ou fazei a árvore má, e o seu fruto mau; porque pelo fruto se conhece a árvore".

Mateus 12:29-33

Bem... pondo-me na condição de 'valente' dessa passagem bíblica, tenho certeza de que fui manietada por esses espíritos; pondo-me na condição de 'discípulo de Cristo', esses espíritos comigo não ajuntam, mas espalham as minhas dores e aumentam meus problemas.

Logo, se esses espíritos que atuaram sobre mim, tirando a paz do meu próprio ser, me conduzindo a fazer o que não é bom, aquilo que só vai promover a indústria e o comércio me mantendo mergulhada em cada vez mais sofrimentos se autodenominam 'santos' eu os blasfemo sim e dispenso o seu perdão e a sua atuação sobre minha vida e sobre a vida de minha família, pois tem tornado ainda mais contaminada a minha árvore e doente o seu fruto.


Louvo, adoro e me submeto ao Espírito Santo de Deus.
Abomino o espírito que o mundo chama 'santo'.

quinta-feira, junho 04, 2020

Derramar sal. Má sorte,


 Derramar sal.



Má sorte, se isto lhe ocorre ao segurar o saleiro, a não ser que se apresse a pegar uma pitada e jogá-la acima do ombro esquerdo diretamente na cara do diabo. Porquê este é o local onde o cramulhão aguarda paciente para que nossa natureza pecadora renuncie a alma para sempre.



O sal jogado não tem outro fim que o de cegar temporariamente, para que o espírito tenha tempo de voltar a ficar afiançado pela boa sorte. Desde a Grécia antiga, o sal teve um grande poder simbólico: procede da Mãe Terra, do mar; as lágrimas e a saliva são salgadas, e conserva, condimenta e enriquece os alimentos.








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quinta-feira, agosto 29, 2019

Maitê Proença fala sobre o santo Daime


Maitê Proença fala dâ experiência com o santo Daime




 fonte-
http://www.45graus.com.br/blogdasestrelas/43436/maite_proenca_fala_de_experiencia_com_o_santo_daime.html

É o início de uma noite de sexta-feira. Maitê Proença chega à Casa de Cultura Laura Alvim, em Ipanema, no Rio, exausta. “Vim direto do Projac. Estava gravando desde as 7h da manhã”, diz a atriz, que está fazendo uma participação especial em Caminho das Índias. Namorando há três meses o designer Alexandre Colombo, de 39 anos, e se aproximando dos 50, ela garante que não sofre de crise de idade. E ainda se diverte com a filha, Maria, de 18 anos, que não perde a chance de brincar com a mãe sobre a idade do novo namorado. “Quando vou sair, ela pergunta: ‘Vai para o play?’”, conta a atriz, rindo. Sempre cuidadosa com as palavras, mas sem fugir das perguntas, Maitê fala, nesta entrevista a QUEM, sobre inveja, sexo e sua experiência com o Santo Daime, chá místico-alucinógeno que ela pretende voltar a usar em algum outro momento da vida.




QUEM: Lygia Fagundes Telles a acusou de ter roubado o título do livro dela, As Meninas, para colocar na sua peça. Em texto para o jornal O Globo, intitulado “Fica brava, não, Lygia”, você explicava que tentou mudar o nome, mas não conseguiu. A Maitê de 20 anos atrás diria o quê?
MAITÊ PROENÇA: Talvez eu fosse mais bélica, mais intransigente. Porque o mais jovem não entende tanto o lado do outro. Mas acho que a Lygia é uma mulher muito elegante, não diria essas coisas para mim se não tivesse alguém do lado dela buzinando. Acho que foi isso, pegaram ela numa hora ruim.

QUEM: Depois de ter falado sobre a morte de sua mãe (assassinada pelo marido, o pai de Maitê, em 1970) no livro Uma Vida Inventada, foi mais fácil voltar a tocar no assunto da morte materna na peça As Meninas?
MP:
Talvez fácil não seja a palavra. Mas tampouco foi complicado. Acho que os autores estão sempre mexendo com as coisas que eles conhecem, né?



QUEM: Você fica imaginando a reação dos leitores ou da plateia diante das coisas que escreve?
MP:
Nunca penso no público quando estou escrevendo. Não gosto de programar. Parece que, se eu programar, fico amarrada naquela proposta. E nunca gostei de me amarrar. Quando morei fora, quando era adolescente, não sabia o que iria fazer no dia seguinte. Tenho um problema quase infantil com isso. Não gostava de ter coisas. Só consegui ter uma casa porque me casei com um homem (o empresário Paulo Marinho) que precisava de uma casa. Mas a casa me era algo quase constrangedor, porque significa ter que ter coisas, me enraizar num lugar.

QUEM: Você não gosta de criar raízes?
MP:
Não gostava. Depois descobri que casa é uma coisa maravilhosa. Sou uma pessoa contraditória! Eu não gosto, mas, uma vez que tive e foi bom... O Paulo era uma pessoa muito organizada, tudo no horário, comida na mesa, com jarro de flores, tudo limpo e bonito. Para mim, aquilo era uma tolice. Mas, uma vez que tive, descobri que era maravilhoso.



QUEM: Em As Meninas, a personagem que representa você acaba de perder a mãe e é consolada por uma amiga chamada Luzia. Ela existiu mesmo?
MP:
Não, a Luzia é uma criação total. Ela é o contraponto, absolutamente necessário, porque fala o que não pode ser dito. Ela tem inveja da dor da outra, que está sendo a protagonista de um grande momento (o velório da mãe).

QUEM: A inveja sempre esteve presente na sua vida?
MP:
Eu não tinha noção disso antigamente. Fui detectar muito tardiamente que determinadas coisas vinham daí. Detectei de tanto falarem. Não me ocorria. Porque (sentir inveja dos outros) não era algo que eu reconhecesse em mim. Quando criança, eu estudava numa escola americana, que é supercompetitiva nos esportes. E eu tinha uma melhor amiga que corria mais do que eu. Era um pouquinho melhor. E eu ficava puta. Não sabia que aquilo era inveja. Depois, isso desapareceu de mim, não tinha tempo para ter inveja de nada, estava tão enrolada... Aí, fui viajar pelo mundo, fiquei deslumbrada com tudo, com o outro, saí do umbigo, fui para fora, e ir para fora (de si mesmo) é muito interessante.



QUEM: Quando você percebeu que tinha inveja das pessoas? Já era adulta?
MP:
Quando saquei meus primeiros lampejos, eles foram relacionados a pessoas da minha área de trabalho. Uma vez falei: “Nossa, mas aquela pessoa é mais legal do que eu. Hum, que chato, ela é mais articulada, sabe falar melhor. Depois, quando entra em cena, brilha mais”. E pior que era isso mesmo. Não gostei, lógico. Quando detectei que era inveja, fiquei com tanta vergonha que telefonei para essa pessoa, acredita?

QUEM: Quem era?
MP:
Não vou falar! É uma pessoa que está aí (no ar). Ela ficou muito assustada. Eu era tão tonta que liguei para falar que estava sentindo um negócio, que era uma admiração ruim. A pessoa não entendeu nada, né? Porque sentir inveja é bom, é um motor para você melhorar. É normal, todo mundo sente. Mas, no início, quando senti, achei estranho. Porque machucava. Era ruim. Aí, descobri que é melhor não falar, é melhor resolver sozinha, não é preciso agir em cima daquilo.
QUEM: Mas você também é invejada.
MP:
É, mas vou fazer o quê? Dane-se. Eu só posso mexer no meu lado.




QUEM: Você disse que já foi no fundo do poço e voltou. Como foi isso?
MP:
Não sou depressiva, nem gosto de ficar chafurdando no fundo do poço. Mas já teve situações em que fiquei muito entristecida e foi difícil de sair, só que há um esforço a ser feito. E não é não indo ao fundo do poço, ficar fingindo... Tem que ir lá, mexer no negócio. Viu tudo como é? Mergulhou naquele lugar sombrio de cabeça? Agora sai!
QUEM: Isso foi em que momento?
MP:
Ah, não vou contar. Já estive muitas vezes nesse lugar. Mas saí bem rápido. E também sei que a gente não morre disso. Todo mundo aguenta.

QUEM: Em Caminho das Índias, você faz uma mulher frágil que é vítima de um golpe dos vilões da história. Já foi enganada?
MP:
Já passei por tudo, situações de ter sido ludibriada, de ter me decepcionado com pessoas. E esse tipo de coisa acontecer com uma amiga é muito pior do que com um namorado ou um grande amor. Ter perdido uma grande amiga é uma coisa que até hoje me deixa magoada quando lembro. Fico triste, meio sem entender e achando que talvez pudesse ter feito alguma coisa diferente...

QUEM: Você completa 50 anos em janeiro. Já teve crise de idade?
MP
: Não creio que o peso aconteça numa determinada idade. As pessoas é que começam a se relacionar com você diferentemente do que até um tempo atrás. O declínio do corpo é inevitável, não há muito o que fazer. A não ser que se fique quatro horas fazendo ginástica todo dia. E eu quero que a vaidade tenha a ver com saúde. Não tenho mais tempo para ficar com a minha cabeça na bunda. Não dá!



QUEM: A Maria, sua filha, já disse que aprova seu namoro com o Alexandre Colombo. Como é a relação de vocês?
MP:
Na estreia da peça, vieram perguntar o que ela achava da diferença de idade entre mim e ele (Maitê é dez anos mais velha). E ela mandou: “Olha, acho isso um preconceito tolo e é lamentável que nos dias de hoje vocês estejam preocupados com isso”. E saiu, deixando a mulher falando sozinha. Alguém ouviu e me contou. Fiquei superorgulhosa.

Pesa. Mas lá em casa ela faz todas as brincadeiras para o outro lado. Quando vou sair, ela diz: “Vai para o play?” Às vezes, o Paulo me liga dizendo que a Maria vai dormir na casa dele, e eu digo que não, porque ele tem outros filhos para ficar com ele, e eu só tenho a Maria para ficar comigo. Mas agora ela fala: “Você não tem que reclamar mais com o papai que você só tem uma filha, porque agora nós somos dois”. Ela brinca, mas é completamente no amor. Eu digo para ela parar, mas ela diz que é irresistível (risos). É só para brincar, porque eles (Maria e Alexandre) se adoram.

QUEM: Em seu livro, você afirma que sexo não é fundamental, é apenas delicioso. Ainda acha isso?
MP:
As pessoas supervalorizam o sexo. No Brasil, é bonito falar que se é completamente erotizado, que isso tem a ver com juventude, é uma qualidade. Os homens adoram falar que só pensam nisso, e as mulheres, que estão disponíveis sempre, com tesão o dia inteiro. Eu não acho. Tem horas em que se está menos ou mais interessada.




QUEM: Em fevereiro, você foi fotografada beijando o escritor Miguel Sousa Tavares. Vocês namoraram?
MP
: O Miguel prefaciou meu livro em Portugal, é meu amigo e, todas as vezes que vem ao Brasil, saio com ele. Aquela vez, por acaso, tinha um fotógrafo ali, e na foto estou até com as mãos para trás, dando um selinho. Viram isso e deduziram uma série de coisas. E, naquela época, ele estava separado havia três meses. A mulher dele morava no Porto e ele, em Lisboa. Deduziu-se o que se quis. Eu não vou deixar de sair com o Miguel por causa disso. Ele já veio ao Brasil depois, estivemos juntos, mas, graças a Deus, não tinha paparazzi para ver.

QUEM: No seu livro, você contou como usou e deixou de usar drogas como maconha e cocaína. Mas destaca como especial a experiência com o chá do Santo Daime. Ainda usa?
MP:
Agora faz tempo que eu não tomo, mas tomarei ainda ao longo da vida. Eu tomei durante três anos, fiz por paixão, era a coisa mais importante da minha vida, tinha o Daime de companhia, fiz como autoconhecimento, tirando muitas cascas, muitos mecanismos que a gente tem e acha que é necessário para uso social. Foi um processo demorado e dolorido. As pessoas não continuam no Daime porque aquilo não é divertido, é terrivelmente difícil. Tem que ter muita coragem. E, quando você tem muita coragem, tem momentos de luz que compensam todo o sofrimento. Mas é uma pedreira.



QUEM: Mesmo assim, quer voltar a usar?
MP:
Provavelmente irei de novo. Porque o esclarecimento que ele traz eu nunca consegui em lugar nenhum, muito menos na análise, que, para mim, virou uma conversa de botequim diante do Daime. Eu estava fazendo análise e parei. Falei: “Nossa, isso aqui é tão raso, rasíssimo”. Quinze anos depois, agora, a minha analista me ligou chamando para falar sobre o meu livro, e me deu uma sessão dupla. Quando saí de lá, ela disse: “Se você tivesse vindo para saber se precisava de análise, eu te diria que não”. E eu tinha saído de lá no meio do processo. Então, o Daime deve ter feito alguma coisa por mim. E a vida também.

quarta-feira, agosto 28, 2019

Vai-te com o diabo (relato)

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Há muito tempo atrás havia uma mulher de poucas posses que vivia na localidade do Guadalupe, que ia casar uma filha dentro de poucos dias. Ultimavam-se os preparativos, cozinhava-se o pão, faziam-se os doces, assavam-se as carnes, preparavam-se as coisas para um casamento feito em casa à moda antiga, como era normal nesses tempos.






Com todos estes afazeres a pobre mulher já tinha gasto mais dinheiro do que as suas posses lhe permitiam. Tendo faltado qualquer ingrediente importante para a boda, a filha foi pedir a mãe mais dinheiro para o ir comprar. Já estava farta de tantos gastos, meio chateada, meio furiosa, a mãe virou-se para a filha e disse: "Vai-te com o diabo, rapariga, que me levas tudo o que tenho!"







Era um desabafo e ninguém prestou atenção a estas palavras. No entanto a moça saiu para comprar o tal ingrediente e não voltou mais, começaram a
achar estranho e puseram-se à procura-la, não a encontrando nas
imediações nem nos caminhos que ela deveria ter percorrido.

Todos os vizinhos da vila do Guadalupe foram alertados e se puseram à procurar a moça por todos os lados da vila, de casa em casa, no porto, nos chafarizes, na casa do noivo  que também participava na busca, nos moinhos, palheiros, em todos os locais possíveis.



Depois da vila, expandiram as buscas para as pastagens e para a serra onde havia um lugar chamado de Caldeirinha,
encontraram aquilo que poderia ser os primeiros vestígios. Com a
prescritiva de encontrarem a moça, desceram rapidamente a perigosa vereda que leva até à entrada arredondada que conduz ao fundo da caldeira, e segundo os habitantes da Graciosa, sabe-se lá mais onde...






Na descida encontraram as galochas da moça em cima de uma rocha, fazendo com que todas as dúvidas se dissipassem, se ela
não estava ali, pelo menos devia estar por perto. Se não estava em local
visível, só podia estar dentro da Caldeirinha. Foram então à vila
buscar cordas suficientemente fortes para aguentarem o peso das pessoas,
e atando-as à volta da cintura o noivo desceu à procura da sua amada.

Estavam todos ansiosos pois muitos acreditavam que a caldeira poderia ser uma das entradas do Inferno.
Cheio de medo, aos poucos o noivo foi descendo pela abertura estrita da
caldeira, buraco negro e medonho. Foi lá no fundo que encontrou a noiva. Ela estava tremendo de medo e com um ar apático. Amarrou-a às
cordas que levaram consigo e os dois foram puxados pelas pessoas que
tinham ficado foram da caldeira.






Tinham-na encontrado, estava viva e saudável, e podiam retomar o
casamento. Quando perguntaram à moça o que tinha acontecido e como
tinha ido parar ali, ela pura e simplesmente não sabia. Foi então que a






mãe se recordou da blasfémia que tinha dito ao mandá-la para o diabo.
Ele que, acreditam os povos, anda sempre à procura de almas para levar para o Inferno. Não perdeu tempo e a tinha levado logo consigo, escondendo-a nos fundos da Caldeirinha.
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terça-feira, junho 18, 2019

Feitiço para separar um casal

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Este é um feitiço manipulativo, de separação. Deve ser usado com ponderação, e só é aconselhável quando o próprio praticante do feitiço for um dos envolvidos, ou se o relacionamento em questão apresenta perigo para um dos envolvidos.

Para a realização do feitiço, é necessária uma tranca e uma chave. Com a tranca aberta, sussurre três vezes pela fechadura o nome do casal que você deseja que se separe. Em seguida, coloque a chave e tranque. A paixão entre o casal cessará completamente, até que a chave abra novamente a tranca. Caso isso aconteça, o casal voltará a se apaixonar e o feitiço poderá se voltar contra quem o lançou.




O importante é que os "sussurros" sejam feitos próximos ao cadeado e com forte concentração.

- Tanto o cadeado como a chave devem ser guardados, e não enterrados ou jogados fora. Lembrem-se: a Magia acontece pelo seu poder pessoal e não pelo objeto, que é um ser inanimado e não possui poder algum. O cadeado ou a tranca devem permanecer sob sua posse. Você é a pessoa responsável por essa Magia. Encontre um local secreto para que ninguém tenha acesso a eles. É recomendável que a chave fique separada do cadeado, para que não venha a ser aberto.
Este ritual NÃO serve para separar amigos ou parentes. Também NÃO é recomendado para afastar alguém de si próprio. Apenas deve ser praticado para separar um casal. Devem ser pronunciados os nomes das duas pessoas que o formam o casal.
A chave pode ou não ficar junto ao cadeado. O importante é mantê-lo fechado.

Os resultados e tempo dependem unicamente de quem o pratica, de sua fé e de seu poder pessoal.


sexta-feira, junho 07, 2019

Regras para o uso do tabuleiro OUIJA

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Regras para o uso do tabuleiro OUIJA

Antes de mais nada, é importante lembrar que, acreditando ou não, o OUIJA não deve ser considerado uma brincadeira. As precauções apresentadas aqui são simplesmente para protejer as pessoas que porventura resolvam praticar o jogo do copo.


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  • Nunca jogue sozinho. São necessários no mínimo dois jogadores.
  • Nunca permita que os espíritos levem o ponteiro para as extremidades do tabuleiro de forma que possam sair dele dessa forma. É assim que ocorre a possessão.
  • Se o ponteiro se mover para os quatro cantos do tabuleiro significa que o espírito contatado é mau.
  • Caso se esteja jogando em uma mesa ou local aonde o tabuleiro fique elevado: se o ponteiro cair no chão, o espírito foi perdido.
  • Se o ponteiro apontar o número oito repetidamente, um espírito mau está no controle do tabuleiro.

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  • O tabuleiro deve ser fechado corretamente após a sessão, ou o espírito pode se rebelar e assombrar os usuários.

  • Nunca use o tabuleiro de Ouija quando estiver doente ou enfraquecido, tendo em vista que estas situações o mantém vulnerável à possessão.

  • Não fazer do uso do tabuleiro de Ouija uma rotina. Os espíritos às vezes cativam o jogador a ponto de que o contato se torne um vício.

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  • Os espíritos contatados através do tabuleiro tentarão ganhar sua confiança através de mentiras. Por exemplo: um mau espírito pode alegar ser bom, assim ganhando sua confiança e lhe trazendo mal posteriormente.
  • Procure manter contato sempre de forma respeitosa e só convide para proceder seções pessoas confiáveis, seguras e que o farão seriamente. Nunca irrite o espírito ou lhe faça perguntas com ironia.
  • Antes de sair ou mesmo de entrar em uma seção, peça a permissão do espírito. Caso contrário, se está sujeito à possessão pelo mesmo.
  • Nunca use o Ouija em cemitérios ou locais aonde houveram mortes brutais. Isto pode trazer maus espíritos para o tabuleiro.

  • Às vezes, um mau espírito pode habitar permanentemente um tabuleiro. Quando isso ocorrer, não se poderá manter contato com outros espíritos além dele até que ele decida sair.
  • Se seu ponteiro for de vidro, você deve limpá-lo antes e depois de cada seção, de forma que nenhum espírito possa entrar ali. Para isso, passe-o sobre uma vela acesa.
  • Tabuleiros de Ouija que são jogados fora incorretamente libertam diversos espíritos que voltarão para assombrar seu dono.
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  • Nunca empreste seu tabuleiro a ninguém. Use-o com exclusividade. Se necessário, faça seu próprio e recomende aos colegas que pedem que você o empreste façam o mesmo.
  • Nunca queime um tabuleiro de Ouija. Se o fizer, haverá uma manifestação da tábua. Pode ser um som desconhecido ou a aparição de algum espírito. Depois que você presenciar a manifestação, terá menos de trinta e seis horas de vida.
  • Há apenas uma forma correta de se desfazer de uma tábua de Ouija. Primeiro quebre-a em sete pedaços. Depois, jogue sobre ela água benta e finalmente a queime.
  • Se você puser junto do tabuleiro uma moeda de prata pura, espíritos maus serão incapazes de manter contato.

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  • Nunca deixe o ponteiro sozinho sobre a tábua se não estiver a utilizando. Se o espírito levá-lo para fora do tabuleiro, estará liberto.
  • Às vezes maus espíritos pedirão às garotas para fazerem gestos ou executarem ações obscenas. Ignore-os. Os demais participantes jamais devem rir ou irritar-se nestas situações.

O que não perguntar em uma seção de Ouija:

  • Evite perguntar sobre Deus ou o que se refere a sua religião.

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