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Quem são os "Mestres do Catimbó"
O termo Mestre é de origem portuguesa, onde tinha o sentido tradicional de médico, ou segundo Câmara
Cascudo, de feiticeiro. Este é o primeiro elemento de ligação do Catimbó com tradições européias,
provavelmente cabalistas e mostra também nestes 2 significados a expressão semântica do trabalho do
Mestre, a cura e a magia.
De forma geral os Mestres são descritos como espíritos curadores de descendência escrava ou mestiça, que
em suma é a característica dos habitantes das regiões onde o Catimbó floresce, mas que não deve ser
tratado como um dogma. Dizem os juremeiros que os Mestres foram pessoas que quando em vida
trabalharam nas lavouras e possuíam conhecimentos de ervas e plantas curativas. Por outro lado algo
trágico teria acontecido e eles teriam se passado, isto é, morrido, encantando-se, podendo assim voltar a
acudir os que ficaram “ neste vale de lágrimas”.
Não existe Mestre do bem ou do mal. O Mestre é uma entidade que pode fazer o bem ou o mal de acordo
com a sua conveniência, a ordem da casa e a ocasião.
A função dos Mestres e do Catimbó
Nesta generalização podemos entender muito bem o como e porque do culto do Catimbó. Em uma região
dominada pela pobreza e falta de assistência a população carece de assistência médica sendo a doença um
temor presente e terrível. Neste sentido os Mestres se apresentam como enviados para socorrer e aliviar o
sofrimento dos desasistidos oferecendo a tradição da medicina fitoterápica, herdade dos índios para assistir
a população. Por outro lado em regiões de pessoas simples mas que são submetidas a poderosos, violentos e
os Mestres são como anjos vingadores que, apesar de ainda fortemente influenciados por suas manias e
imperfeições humanas, se colocam assim mesmo como protetores e defensores de gente desasistida.
Desta maneira podemos entender que os caminhos de Deus são inúmeros e que a espiritualidade se
manifesta da forma como é necessária para garantir uma vida justa e decente aos habitantes desta terra
adicionando a esta base espiritual fortemente calçada em princípios de ética, bondade e misericórdia do
cristianismo a necessidade do dias a dia introduzindo os ritos mágicos de trabalho e o trabalho dos espíritos
acostados.
Quem são os "Mestres do Catimbó"
O termo Mestre é de origem portuguesa, onde tinha o sentido tradicional de médico, ou segundo Câmara
Cascudo, de feiticeiro. Este é o primeiro elemento de ligação do Catimbó com tradições européias,
provavelmente cabalistas e mostra também nestes 2 significados a expressão semântica do trabalho do
Mestre, a cura e a magia.
De forma geral os Mestres são descritos como espíritos curadores de descendência escrava ou mestiça, que
em suma é a característica dos habitantes das regiões onde o Catimbó floresce, mas que não deve ser
tratado como um dogma. Dizem os juremeiros que os Mestres foram pessoas que quando em vida
trabalharam nas lavouras e possuíam conhecimentos de ervas e plantas curativas. Por outro lado algo
trágico teria acontecido e eles teriam se passado, isto é, morrido, encantando-se, podendo assim voltar a
acudir os que ficaram “ neste vale de lágrimas”.
Não existe Mestre do bem ou do mal. O Mestre é uma entidade que pode fazer o bem ou o mal de acordo
com a sua conveniência, a ordem da casa e a ocasião.
A função dos Mestres e do Catimbó
Nesta generalização podemos entender muito bem o como e porque do culto do Catimbó. Em uma região
dominada pela pobreza e falta de assistência a população carece de assistência médica sendo a doença um
temor presente e terrível. Neste sentido os Mestres se apresentam como enviados para socorrer e aliviar o
sofrimento dos desasistidos oferecendo a tradição da medicina fitoterápica, herdade dos índios para assistir
a população. Por outro lado em regiões de pessoas simples mas que são submetidas a poderosos, violentos e
jagunços onde falta a justiça do homem e a única proteção que todos podem contar é a misericórdia divina, os Mestres são como anjos vingadores que, apesar de ainda fortemente influenciados por suas manias e
imperfeições humanas, se colocam assim mesmo como protetores e defensores de gente desasistida.
Desta maneira podemos entender que os caminhos de Deus são inúmeros e que a espiritualidade se
manifesta da forma como é necessária para garantir uma vida justa e decente aos habitantes desta terra
fria. É neste contexto que o Catimbó se insere, absorvendo a tradição religiosa de gente simples e adicionando a esta base espiritual fortemente calçada em princípios de ética, bondade e misericórdia do
cristianismo a necessidade do dias a dia introduzindo os ritos mágicos de trabalho e o trabalho dos espíritos
acostados.
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