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segunda-feira, agosto 19, 2019

cemitério da cidadezinha (relato)




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Essa história foi contada por meu tio..
Minha falecida avó, morava no interior do Maranhão.
Sua casa fica praticamente em frente ao cemitério da cidadezinha, onde nunca se viu nada de estranho, até nesse dia...
Para que todos compreendam melhor a história, vou entrar mais a fundo em alguns detalhes...
A casa fica em frente a BR 135*, na saída da cidade, não tem portão na frente, só uma varanda e, a maior parte dos vizinhos são parentes.
(* BR-135 é uma rodovia que liga o meio norte do Brasil (Maranhão) e termina em Belo Horizonte (Minas Gerais), sendo concorrente com a BR-040 entre o entroncamento das duas rodovias em Paraopeba e Belo Horizonte, em Minas Gerais.)



Pois bem, estavam sentados na porta da minha avó algumas pessoas conversando tranquilamente, quando ouviu- se gritos vindos do cemitério. Era o coveiro, que além dos gritos saiu correndo desesperadamente para o meio da Br, atravessou a estrada e caiu na porta da minha avó.
Esta e os outros socorreram- lhe rapidamente com um copo de água e abanos.
Depois que ele acalmou-se, contou- lhes o ocorrido.



Disse que estava a limpar em volta das lápides com um facão, tirando todo o mato que estava por cobrir as sepulturas, quando sentiu vontade de fumar um cigarrinho de palha.
Sentou- se em cima de um dos túmulos e colocou a facão de lado, fez o cigarro, fumou, descansou um pouquinho e quando procurou o facão com a mão, disse que o mesmo não estava mais ao seu lado, e quando ele virou- se viu um homem e uma mulher bem sujos e com as roupas bem velhas e rasgadas, quando ele reparou que seu facão estava na mão da dita cuja.
Olhou-a espantado e ela sorriu pra ele.



Ele disse que a boca dela estava podre, os dentes todos quebrados e o cheiro que exalava era muito forte.
Por isso ele havia gritado e saído correndo de dentro do cemitério.
Meu tio e outros homens resolveram voltar lá com o pobre coveiro que não queria de modo algum voltar ao local, mas necessitava buscar seus pertences...
Logo na entrada, tem uma tumulo daqueles que parece uma casinha, onde geralmente coloca- se mais de um membro da familia ( obs.: não lembro o nome do tipo de sepultura).
Meu tio conta que ela era todo fechadinha e que tinha duas janelinhas no espaçamento de



um tijolo, e era todo revestida na cerâmica preta.
Quando o coveiro aproximou- se dela começou a gritar e quando ele armou- se para correr os homens agarraram ele e pediram para que ele se acalma- se e dissesse o que estava acontecendo.
Foiquando ele começou a gritar que a mulher que ele havia visto estava olhando para ele da janelinha da sepultura e estava sorrindo para ele.
O coveiro então perguntou se eles não estavam sentido um cheiro de podre.
Um deles olhou para dentro da janelinha e não viu absolutamente nada.
Eles pegaram as coisas do coveiro e saíram de lá apressadamente.
O pobre coveiro, depois de 12 anos de serviço, demitiu- se e passou alguns dias sem passar por lá.
Até que um mês depois, ao tenta atravessar a Br 135, um carro o atropelou e ele veio a falecer.



Será que tinha sido a morte tentando lhe avisar que sua hora estava próxima?
Isso não se sabe, mas até hoje essa história ainda é contada pelos moradores daquele região.


E aí? Você tem coragem de trabalhar de coveiro?


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