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04/02/2011

relatos sobrenaturais A NOIVA QUE CHOVE

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A NOIVA QUE CHOVE

Na estrada, os caminhoneiros, quando falam de histórias incríveis dificilmente esquecerão a da "Noiva Que Chove".
O conto narra que um jovem casal estava de casamento marcado. Ele, um caminhoneiro de nome Jordan, ela, uma linda moça chamada Suzana que cantava num coral de igreja. O rapaz teria que fazer uma viagem para pagar a celebração desta tão esperada união. Na volta, então, juntaria seu coração com o de sua amada. Ela, muito alegre, não falava em outra coisa. Suas manhãs nunca foram tão lindas. Milhares de planos passavam por aquela cabecinha. Teria sua casinha, seus filhos, ficaria à janela, sorridente, quando seu príncipe da estrada estivesse para chegar.
Então, a data daquele dia chegara, mas ele, não se sabia por qual motivo, não conseguira retornar. Ela, esperançosa, de frente ao espelho, via as horas passarem desesperadamente. Aos poucos essa esperança mudou para incerteza. Todos queriam ajudar com palavras, gestos, mas ninguém nada poderia fazer. Suzana correu para as margens da estrada que passava por sua cidade e pôs-se a esperar. Seus pais imploravam para ela vir para casa, mas a pobre flor enfrentaria dias de desespero por aquele que tanto amava. Em uma daquelas tardes uma chuva fria causou a Suze uma pneumonia que ceifou sua vida.
A jovem não realizou o seu sonho e seu amado nunca voltou. Mas, ainda hoje, o caminhoneiro que passar por essa cidade em uma tarde chuvosa, se surpreenderá com uma terrível conclusão: às margens da via se vê uma moça que se foi e que ainda espera um moço que nunca chegará.
Algumas pessoas se recusam a partir do mundo terreno sem realizarem seus sonhos. Violando as leis da vida, a vontade de ser feliz, numa incrível conclusão ilógica, talvez possa enganar a maior força de todas, a da tão temida morte.

SEREIAS EM MANAUS

Três pescadores relatam que numa noite quente de Manaus, eles haviam entrado em um leito de rio, ligaram a lanterna e empunharam seus arpões, foi quando avistaram uma mulher. Ela estava nua, eles relatam que ela ficava como se estivesse em pé, pois podiam ver seus seios e parte de seu abdômen. Os pescadores imaginaram que ela poderia de alguma forma, estar se afogando, e foram em seu socorro. Mas, quando chegaram próximo, ela simplesmente mergulhou e sumiu. Ficaram assustados, pensando se tratar de uma assombração, foi quando eles presenciaram a visão mais aterradora de suas vidas. Uma mulher saltou como um peixe e mergulhou novamente. Foi só então que perceberam que a parte de baixo do corpo da mulher era feito de escamas, semelhante a um peixe. Saíram do local aterrorizados, relataram às pessoas o ocorrido, mas pouco foram levados em consideração.
11/06/2008
Um rapaz foi a um balneário junto a seus familiares, todos nadavam e se divertiam, foi quando o rapaz afastou-se mais, indo em direção ao meio do rio. Chegando lá ele resolveu mergulhar o mais fundo que conseguisse. Chegando até certa parte ele sentiu como se algo nadasse a sua volta. Abriu os olhos e foi aí que viu uma figura sinistra: Uma mulher com a face muito pálida e olhos completamente brancos, olhava para ele. Assustou-se e nadou desesperadamente para a superfície; quando já estava próximo de sair, sentiu o ser segurá-lo pelas pernas. Tentava desvencilhar-se, mas a criatura o puxava, como se quisesse levá-lo para o fundo do rio. Depois de muito esforço conseguiu colocar o braço do lado de fora, alguém percebeu e foi em seu socorro. Ele conta que assim que as pessoas o pegaram a criatura o largou. Seu pai não entendia como seu filho se afogara, já que era um exímio nadador. Depois de salvo o rapaz relatou o ocorrido, mas até hoje é ridicularizado pelas autoridades. Todos dizem que se tratava apenas de uma alucinação de um jovem num momento de embriaguez.
E você, o que pensa a respeito?

A CARROÇA SEM CAVALO

Nas noites de inverno, quando o frio nevoeiro que vinha do mar descia sobre a cidade, as pessoas que moravam em uma certa rua de São Francisco do Sul, eram acordadas nas altas horas da madrugada, com o barulho de uma inconveniente carroça.
Essa carroça se locomovia de forma tão lenta, que os moradores, já irritados, levantavam-se de suas camas para verificar o que estava acontecendo.
Quando abriam as janelas de suas casas para espiar quem era o responsável por tamanho incômodo, tinham um tremendo susto. A carroça não tinha cavalo!
Dentro da carroça, panelas velhas, baldes amassados, chaleiras e bules, alguns pendurados no lado de fora da carroça, eram os responsáveis pelo tremendo barulho.
As pessoas escondiam-se em suas casas, assombradas com tamanha manifestação do outro mundo, esperando que a carroça e o barulho desaparecesse lá longe.

A MULHER DE BRANCO

Isso aconteceu comigo há uns vinte anos atrás. Eu, minha irmã e duas primas estávamos veraneando com nossa família no Laranjal, lagoa no sul do Rio Grande do Sul. Eu sempre gostei muito de causos de assombração, então uma tarde começamos a trocar histórias sobre fantasmas, vampiros, o diabo a quatro... e também rolaram algumas histórias sobre o jogo do copo. Inspiradas, resolvemos tentar.Escrevemos as letras do alfabeto em papel branco, o sim, o não e o talvez, depois recortamos e dispusemos tudo em um círculo com um copo de vidro no meio. Rezamos um pai-nosso na esperança de atrair espíritos bons e cada uma colocou um dedo em cima do copo. Perguntamos se tinha alguém alí e depois de várias tentativas o copo começou a vibrar e - sozinho - ir em direção do sim. Uma das minhas primas se assustou e jogou o copo no muro, mas o copo não quebrou.
Contamos a história para a minha tia, que ficou muito zangada por estarmos "mexendo com essas coisas" e disse que não deveríamos ter cortado a comunicação porque agora o espírito estava preso ali conosco. Voltamos para os fundos da casa, onde estava a mesa onde fizemos o jogo e rezamos pelo espírito e pedimos para o espírito ir para a luz. Depois continuamos com o nosso dia e esquecemos a respeito do jogo e do estranho comportamento do copo.
À noite, depois do jantar, fomos jogar volei do lado da casa. Era uma noite bem clara. Passávamos a bola uma para a outra quando um movimento próximo ao muro, à minha direita, chamou minha atenção. Para o meu pavor, lá flutuava uma mulher, toda vestida de branco, até sua pele e seus longos cabelos eram brancos. O mais pavoroso era que o corpo dela não se mexia, apesar de seu vestido flutuar como se estivesse ventando muito, mas a sua cabeça vinha para a frente se aproximando de nós, com a boca aberta e os olhos arregalados. Deixei a bola cair, minha prima me chamou de "boca-aberta" e foi buscar a bola. No que ela se virou ela viu a mulher e gritou. Então minha irmã e minha outra prima olharam na direção do muro e também viram a mulher. Corremos para dentro e contamos para todos, que não acreditaram em nós. Algum tempo depois comentei a história com uma pessoa de crença espírita e esta me disse que poderia ter sido o espírito de alguém que morreu afogado naquela lagoa.

A CABANA DO DEMÔNIO

Esta é uma lenda bem manauara...
Contam que um rapaz muito humilde vivia como nômade sempre buscando um lugar aconchegante para deixar seus animais. Houve um dia em que ele, rodando por um sitio abandonado, viu uma casinha muito velha, que sem dúvida estaria sem ninguém há algum tempo, lá resolveu ficar por uma noite. Amarrou seu jumentinho e seus dois cabritos, puxou a rede da sacola e na parte externa conseguiu armar sua rede, bem na varandinha, preferiu ficar na parte de fora, não sentia-se bem de entrar na casa. Depois foi até a mata atrás de alguma lenha para que pudesse fazer uma fogueira, já que brevemente anoiteceria e não poderia ficar a mercê do frio.
Como já tinha experiência na mata, acendeu sua fogueira sem muita dificuldade, pegou seu cantil e resolveu curtir a noite estrelada. O céu estava lindo, havia nuvens claras, como as das tardes de verão o vento soprava lentamente fazendo um assobio único, a melodia perfeita do sono. Deu mais um gole na aguardente sentindo os lábios adormecerem, deu mais outro gole e num sobressalto lembrou-se que tinha que alimentar os animais. Puxou a sacola do jumentinho e serviu um pouco a cada um. Os bichinhos estavam bem maltratados, mas eram ótimas companhias, sempre a seu lado, podia ser o tempo ou o local que fosse.
O céu já estava escuro e fazia um frio bem suave, resolveu dormir um pouco, não era muito tarde, mas havia sido um longo dia e precisava descansar. Dormiu quase de imediato, deitado na porta da cabana. No meio da noite acordou meio assombrado, pois sua rede estava embalando-se quase que com uma força descomunal. Aquilo o deixou assustado, parou a rede e lavantou-se olhando em volta a noite era escura, não queria dormir dentro da casa, não tinha coragem de deixar seus animais sozinhos, poderia surgir algum animal selvagem e ele queria estar próximo para proteger seus amigos. Mas então, o que diabos, haviam balançado sua rede?
Puxou sua espingarda e olhou em volta para ver se encontrava algum animal, ou algum engraçadinho, o que seria improvável. Ouviu um barulho, quase que um chiado, parecia pessoas conversando... –seriam índios? - Olhou novamente, mas parou e mais nada, nem um som, nem mesmo os grilos faziam cri-cri, barulho natural. Ele achou aquilo tudo muito estranho, mas resolveu dormir novamente, talvez tivesse ele mesmo balançado a rede dormindo, nunca se sabe.
Deitou-se novamente, mas desta vez com a espingarda entre os braços, pois um homem precavido sabe que é melhor fazer papel de bobo do que de irresponsável. Fechou os olhos e tentou dormir, mas não demorou muito e sentiu como se joelhos estivessem forçando nas suas costas, virou-se quase que de imediato com a arma em punhos, mas nada viu. Neste exato momento achou que não se tratava mais de um sonho e sim de algo muito estranho.
Levantou-se da rede e foi pegar seus animais, e logo que desamarrou o primeiro cabrito suas patas traseiras pareceram flutuar no ar, como se mãos invisíveis a puxasse. O Rapaz começou a gritar puxando o animal de volta, mas o cabrito era puxado com tal força que tornava impossível deter, era como se uns vinte homens puxassem do outro lado. O animal gritava desesperado e suas pernas já sangravam ameaçando romper. Num ato de desespero, e pena do animal, ele o soltou e o deixou ir.
O cabrito foi puxado como se voasse para o meio das arvores, lá ele ouviu um barulho horrível como o de ossos sendo quebrados.
Ficou de joelhos e chorou copiosamente, tentando imaginar o que estava acontecendo.
Mesmo com o pavor a flor da pele foi em busca dos outros animais e percebeu que o outro cabrito estava sendo puxado também por aquela força estranha. Caiu de joelhos e pediu a Deus que poupasse sua vida e a vida de seus animais. Neste exato momento o cabrito caiu por terra, e ele quase que automaticamente o pegou, depois pegou jumentinho, jogou seu animal ferido sobre os ombros e saiu correndo dali.
•Correu em direção a mata e quando voltou os olhos para a casa, viu onde estava sua rede uma velha com uma aparência horrível que sorria para ele.
Ninguém sabe ao certo o que tal mulher disse aquele homem, só dizem que ele saiu correndo é passou quase um dia perdido como que louco pela mata. Só após algum tempo as pessoas encontraram seus animais e ele todo ferido deitado sobre um leito de rio e com os olhos fitando o nada.
Foi muito tempo até ele recuperar-se e contar o que havia ocorrido, ele só não consegue lembrar-se do que aconteceu depois que ele olhou para aqueles olhos, que ele dizia serem totalmente malignos.

CÃES NEGROS

Cães Negros fazem parte do folclore da Inglaterra onde são conhecidos por Barghest que aparecem para anunciar a morte, e são descritos como "cães negros, enormes, com grandes olhos vermelhos e incandescentes, que têm a estranha capacidade de desaparecer em um estalar de dedos". São seres sobrenaturais que costumam ser vistos em encruzilhadas, e são geralmente ligados ao inferno. Entretanto, não é só na Inglaterra, que essa lenda persiste, e sim, em todo lugar não só como “cães negros”, e sim, como “Lobisomens” - que faz parte da categoria canina. Homens que viram lobos (cães), em noite de lua cheia.
Voltando ao assunto. “Cães Negros”, eles são relatados em vários cantos do mundo, como na África do Sul, em 1963: dois homens viram um animal parecido com um cachorro cruzar a frente do carro. Instantes depois surgiu um OVNI. Outro caso de encontro com esses seres misteriosos foi contado por Theodore Ebert, de Pottsville, na Pensilvânia, na década de 50 ele afirma que: “Certa noite quando eu ainda era garoto, caminhava com alguns amigos pela estrada Seven Star e um grande cão negro apareceu do nada e ficou entre mim e um amigo. Quando fui acariciá-lo, ele desapareceu. Desapareceu em um estalar de dedos”. Em outros casos eles nem sempre são vistos como seres do mal. Na Grã-Bretanha, suas lendas contam que os cães negros apareciam às pessoas nas estradas para conduzir as mesmas, como um espírito protetor; Já na Inglaterra, ele surgia para ameaçar as pessoas ou somente para passar um prenúncio de morte.
Em muitas culturas eles são vistos como guardiões dos portões universais, o que não é estranho já que ele protege os portões de sua casa. Em um exemplo, na Mitologia Grega, Cérbero ou Cerberus era um monstruoso cão de múltiplas cabeças e cobras ao redor do pescoço que guardava o portão do inferno, no reino subterrâneo de Hades, deixando as almas entrarem, mas jamais saírem e despedaçando os mortais que por lá se aventurassem; Na “Divina Comedia”, Cérbero aparece no inferno dos gulosos, onde ele come as almas gulosas por toda eternidade com seu apetite descontrolado.
Antigamente associavam o cão a uma das formas do coisa-ruim. Na cultura popular é mais comum ouvir isso do que se imagina. O grande cantor e guitarrista de blues Robert Johnson tinha seu talento atribuído a um pacto feito com um homem vestido de preto (o demônio) que conheceu em uma encruzilhada, fato que ele conta em um de seus blues mais famosos, "Cross Road Blues", que talvez, por conseqüência deste ato o levou a escrever uma outra musica sinistra, que diz:
“I’ve got to keep moving’...Ther’s a Hellhound on my trail.”
Traduzindo: “Tenho que prosseguir... Há um cão do inferno atrás de mim”.
Sinistro não?! Um dos relatos mais antigos sobre a aparição de um destes seres é contado no Annales Franorum Regnum de 856 dC. Neste manuscrito é relatado como uma repentina escuridão envolveu uma igreja durante uma missa e como um grande e misterioso cão negro que soltava faísca pelos olhos apareceu e se pôs a inspecionar o recinto, como se procurasse por alguém ou alguma coisa, até que, de modo súbito, desapareceu.
Outro caso que estranhamente se passou também em uma igreja, aconteceu em 4 de agosto de 1577, em Bongay, a cerca de Norwich, Inglaterra. O manuscrito conta que durante uma tempestade um cão negro entrou na igreja e disparou correndo no corredor. O sombrio animal foi responsável pela morte de dois cidadãos que se encontravam no local e ainda queimou um terceiro. Seriam eles "caçados" como o cantor de blues? Assim como todas as coisas sobrenaturais, não se sabe ao certo. Mesmo assim as aparições são evidentes.
Em Devorich na Inglaterra, numa noite de 1984 um homem em Devonshire, conta o que avistou: “Uma maldita coisa preta e enorme... freei bruscamente e ela, à luz dos faróis, diminuiu o passo e andou na direção do carro. Aqueles seus olhos, eu os vi claro feito o dia, eram verdes e vidrados; ela olhou bem na linha do capô, pois era daquela altura, e foi embora!... Como uma luz que se apaga. Não a vi mais. Não é real como um cachorro comum. Senti meus cabelos se eriçarem na nuca”. Com tudo, não se sabe ao certo o por quê de suas aparições. Na maioria das vezes eles aparecem para procurar algo ou alguém. Caçadores ou guardiões? Talvez os dois. Seja o que for, rezem para não o encontrarem, porque as conseqüências podem ser graves.

A BRUXA DE GWRACH-Y-RHIBYN

O significado do nome Gwrach-y-rhibyn, literalmente é "Bruxa da Bruma" mas é mais comumente chamada de "Bruxa da Baba".
Dizem que parece com uma velha horrenda, toda desgrenhada, de nariz adunco, olhos penetrantes e dentes semelhantes a presas. De braços compridos e dedos com longas garras, tem na corcunda duas asas negras escamosas, coriáceas como a de um morcego. Por mais diferente que ela seja da adorável banshee irlandesa, a Bruxa da Baba do País de Gales lamenta e chora quando cumpre funções semelhantes, prevendo a morte.
Acredita-se que a medonha aparição sirva de emissária principalmente às antigas famílias galesas. Alguns habitantes de Gales até dizem ter visto a cara dessa górgona; outros conhecem a velha agourenta apenas por marcas de garras nas janelas ou por um bater de asas, grandes demais para pertencer a um pássaro. Uma antiga família que teria sido assombrada pela Gwrach-y-rhibyn foi a dos Stardling, do sul de Gales. Por setecentos anos, até meados do século XVIII, os Stardling ocuparam o Castelo de São Donato, no litoral de Glamorgan. A família acabou por perder a propriedade, mas parece que a Bruxa da Baba continuou associando São Donato aos Stardling.
Uma noite, um hóspede do Castelo acordou com o som de uma mulher se lamuriando e gemendo abaixo de sua janela. Olhou para fora, mas a escuridão envolvia tudo. Em seguida ouviu o bater de asas imensas. Os misteriosos sons assustaram tanto o visitante que este voltou para cama, não sem antes acender uma lâmpada que ficaria acesa até o amanhecer. Na manhã seguinte, indagando se mais alguém havia ouvido tais barulhos, a sua anfitriã confirmou os sons e disse que seriam de uma Gwrach-y-rhibyn que estava avisando de uma morte na família Stardling. Mesmo sem haver um membro da família morando mais no casarão, a velha bruxa continuava a visitar a casa que um dia fora dos Stardling. Naquele mesmo dia, ficou-se sabendo que o último descendente direto da família estava morto

EL PETIZO: O ESTRANHO SER QUE ATACA NA ARGENTINA

Fenômenos paranormais são objetos de um estudo para as pessoas que se dedicam a este tipo de investigação, mas também são de interesse para os leitores em geral: a localização em El Duraznito, situada 15 km a sudeste de Rosario de la Frontera, passa a ser um dos os locais onde "El Petizo", um personagem místico descrito como uma sombra que ataca os caminhantes solitários no meio da noite, fez uma reaparição.
Seis créditos já foram documentados no Terminal da Cidade Salta envolvendo pessoas que receberam feridas que foram posteriormente tratados no hospital local. A maneira em que os ataques ocorrem é a mesma em todos os casos. A sombra desaparece quando alguém vem ao resgate da vítima. Estas histórias também coincidem com o fato de "El Petizo" parecer estar imune a feridas de faca, balas também parecem não ter qualquer efeito.
A mais recente vítima de um ataque de "El Petizo" foi a um menino que ia em direção a uma montanha de bicicleta, para visitar amigos e participar de uma caçada. Trazia consigo uma espingarda e uma faca. De acordo com a sua história, depois de adentrar na região, ele foi derrubado de sua bicicleta e descobriu que estava enfrentando uma sombra negra de aparencia visível a um homem em decomposição.
O jovem conseguiu posicionar sua espingarda e disparar dois tiros, mas quando ele viu que este não teve qualquer efeito, prontamente armou-se de sua faca e esfaqueou-o sem causar qualquer dano aparente. Assustado, o jovem tentou fugir. "El Petizo" bateu novamente nele sem dizer uma palavra, arrastando-o pelos cabelos para o lado da estrada. O jovem afirmou que nesse momento ele começou a gritar muito alto , sendo que isso é o que salvou ele: seu choro foi ouvido por um homem que estava próximo e se apressou a prestar assistência. Este homem chegou a ver uma sombra negra arrastando o menino pelo cabelo. A temerosa forma desapareu sem deixar rasto.
Em El Duraznito, o local onde a sombra sinistra aparece é delimitada pela entrada de uma fazenda, uma casa abandonada, e a uns mil metros de distância do local há um lugar conhecido como La Cueva de los Negros - uma formação rochosa ocupada há 800 anos pelos nativos da região.
"Podemos dizer que é uma área mística, uma vez que também houve relatos de luzes estranhas no céu, e muitos não têm dúvidas de que Discos Voadores poderiam estar envolvidos. Esse é o caso de um video foi feito há alguns anos atrás e enviado para a Força Aérea analisar, mas nenhuma resposta oficial foi anunciada pelos orgãos oficiais .Uma cópia deste filme está nas mãos das autoridades locais , explicou José Alvarez, bombeiro voluntário, um residente de Rosario de la Frontera.

A LOIRA DO BONFIM

O Cemitério de Nosso Senhor do Bonfim, inaugurado em 1897 em Belo Horizonte, tem muitas lendas curiosas, como a da famosa Loira do Bonfim. Diz a lenda que uma moça loira aparecia nas imediações do cemitério. Muito bonita e bem vestida - sempre de branco - pedia carona aos motoristas. O destino era o cemitério. Há, ainda, os que afirmam que a moça era vista no centro da cidade e que convidava os rapazes para irem à sua casa. Só que este local era o cemitério, fato que revelado ao chegarem, quando ela, então, desaparecia misteriosamente, como um vulto!
Entre varias versões para o mito vou contar uma que acho a mais assustadora:
Conta-se que a loira era uma mulher muito bonita que acabou sendo assassinada por um taxista, ela fora enterrada no cemiterio do Bonfim e depois ficou aparecendo no ponto de bonde do centro chamando um taxi. Ao entrar no taxi chamava o taxista para um programa mas os levava para o cemiterio, eles fugiam aterrorizados. Ela desaparecia diante de seus olhos!

O Espelho

Nancy Fieldman, uma garota bonita e inteligente, de origem humilde, trabalhava em uma mansão na Inglaterra, juntamente com sua mãe por volta do ano 1870.

Segundo a historia, Os senhor, dono da mansão onde Nancy e sua mãe trabalhavam era um homem com sérios problemas de personalidade, um "psicopata" sem escrúpulos, que tratava as duas muito mal, deixando para elas apenas as sobras de seus frequentes banquetes e um quarto frio onde as duas se acomodavam durante a noite, naquela mansão com inúmeros quartos quentes que ficavam trancados para o uso apenas dos hospedes e convidados.

Devido ao tratamento desumano e também a uma anemia profunda, a mãe de Nancy veio a falecer, deixando para sua filha seus únicos bens materiais, uma pequena boneca de pano e um espelho emoldurado em mármore, deixado por seu pai com o seguinte dizer: "Serei o reflexo de tua alma onde quer que esteja" (entalhado na parte inferior do espelho).

Nancy era uma garota tímida, porem muito sorridente, entretanto, com a morte de sua mãe, Nancy entrou em uma forte depressão e queria abandonar a mansão.

O dono da mansão, sabendo de suas intenções, trancou a garota em um porão, de onde ela não podia sair, e o que era pior, a garota passou a ser violentada todas as noites naquele lugar.

Certo dia, cansada desse sofrimento e sentindo muitas dores, Nancy tentou reagir as agressões a que era submetida, dando um golpe com sua boneca de pano na cara do homem. O dono da mansão, muito revoltado com a garota, esbofeteou-a e a asfixiou com a própria boneca.

A garota derrubou o espelho ao se debater e ainda sem ar disse suas ultimas palavras: "Serei o reflexo de tua alma onde quer que esteja"...

Semanas depois o homem foi encontrado com os cabelos completamente grisalhos, morto sem explicação com um pedaço do espelho entre as mãos.

Ate hoje a morte desse homem tem sido um mistério, dizem que muitas pessoas morreram ou ficaram loucas após se apossarem daquele pedaço de espelho, muitos dizem ver o reflexo da pequena Nancy.

Telefonema Maldito

Elaine até seus 18 anos ganhava a vida com a prostituição, sua mãe nem ligava para ela e os demais familiares moravam no Amazonas.
Na ruas de São Paulo ela conseguiu dinheiro para comprar uma pequena casa em um bairro pobre.
Passaram-se alguns anos, Elaine já tinha 22 anos e sua mãe havia morrido de AIDS já que também se dedicava à vida nas ruas.
Elaine com muito custo deixou de ser prostituta e investiu na carreira de modelo fotográfica já que sua beleza era excepcional.

Ela fazia algumas fotos para pequenas publicidades e ficava em casa esperando algum convite para poder voltar a fotografar.
Alguns meses se passaram, o dinheiro de Elaine estava acabando e ela já pensava em voltar à sua vida antiga para poder conseguir algum dinheiro.
Pensou por vários e vários dias, se sentia muito mal sabendo que novamente poderia ser vítima dos "animais" que pagavam por uma noite. Elaine passava e fazia horrores com esses homens e a lembrança a fazia chorar muito.

Numa quinta feira o telefone toca, Elaine atende e homem com voz firme e confiante dizia que tinha em suas mãos um currículo dela e que suas fotos seriam ideais para serem usadas em uma propaganda na cidade. Elaine se sente aliviada e muito feliz por poder voltar a trabalhar honestamente.
O homem marca com ela em um estúdio fotográfico para que alguns testes fossem realizados.

Na sexta feira Elaine vai para um pequeno estúdio no centro de São Paulo, entra e logo um homem chamado Mário se apresenta como contratante e fotógrafo.
Elaine esclarece algumas de suas dúvidas e começam as fotos.
No primeiro dia foram apenas alguns testes, mas depois de uma semana Elaine já estava contratada.

Com o passar dos dias as fotos que Elaine faziam estavam cada vez mais ousadas e uma outra moça de fisionomia oriental também estava fazendo fotos no mesmo estúdio.

Elaine e Melissa a japonesa, estavam ficando muito amigas e comentavam que o estilo das fotos estava ficando incômodo e sexualmente sugestivo.
Até pensaram em parar, mas a situação das duas era de pobreza e ambas moravam sozinhas e para economizar vão morar juntas na casa de Elaine onde dividiam os gastos.

As amigas partiram em mais um dia de trabalho. Quando chegam ao estúdio, Mário diz que hoje elas farão umas fotos um pouco diferentes do normal. Elas ficam um pouco surpresas, mas aceitam o desafio.
Mário diz para elas retornarem por volta das sete da noite que não iriam se arrepender.

No caminho para casa Melissa fala para Elaine que estaria com medo de retornar. Elaine diz que isso era insegurança.

Às sete horas em ponto elas chegam ao estúdio e Mário já estava aguardando no lado de fora dentro de seu carro, chama as moças e pede para que elas entrem, pois as fotos seriam feitas em um outro local.

As amigas entram no carro com medo e partem para um local desconhecido.
No caminho Mário diz que as fotos seriam realizadas em local aberto, elas se assustam, mas aceitam o desafio.

Mário pára o carro em lugar deserto, Melissa que estava no banco da frente se sente incomodada. Ele pede para que elas desçam e fiquem só de biquíni.
Elaine se revolta e diz que não vai fazer nada, Mário vai pra cima dela e dá um golpe em sua nuca que a faz desmaiar.
Melissa grita por socorro, mas Mário sendo bem mais forte a domina e coloca um pano em sua boca, ela se desespera e começa a se mexer muito, mas estava toda amarrada.

Mesmo com os gritos, Elaine continuava inconsciente.

Mário parecia que estava possuído por alguma coisa e rasga toda a roupa de Melissa, a pobre moça ficou nua e deitada no asfalto da rua deserta.
Sua costa já estava sangrando de tanto ela esfregar no chão. Mário tira sua roupa e começa a ter relações com Melissa, ela chorava muito e tentava pedir por socorro.
Mário parecia incansável e não parava de molestar e agredir Melissa, ela de tanta dor que sofria pelos golpes de estilete que levava que acabou desmaiando também...

O maníaco pega as duas garotas coloca no carro, veste sua roupa e vai para um barraco que ficava em um grande terreno que mais se parecia com uma floresta.
Nesta cabana ele também abusa de Elaine, que ainda dormia.
Melissa acorda e tenta se livrar das cordas, mas tudo foi inútil, Mário fica irritado com a garota oriental e começa a dar golpes de faca em seu corpo que já estava repleto de sangue. Mário nervoso segura bem forte a cabeça de Melissa e com uma faca muito bem afiada corta seu pescoço fora.
O corpo de Melissa foi jogado em um rio e a cabeça já limpa e sem sangue foi largada em uma calçada de um bairro nobre.

Mário retorna para o barraco e amarra os pés e as mão de Elaine de modo que ela ficasse totalmente indefesa.
Elaine começa a acordar e pergunta por Melissa, Mário diz que ela teve o que mereceu e que se Elaine se comportasse nada de ruim aconteceria com ela. Ela gritava desesperada por ajuda, mas de nada adiantou.
Mario passava uma faca em seu corpo, que já estava todo ensangüentado mas ele não parava e parecia sentir prazer com a dor de suas vítimas.
Um corte mais profundo na garganta de Elaine é feito, ela com tanta dor consegue soltar uma das mão e tenta limpar o sangue do pescoço.
Elaine pensa em sua morte.
Mário ficava com mais prazer quando podia sentir o sangue de sua vítima escorrendo. Ele sentia-se realizando passando a língua no corpo ensangüentado de Elaine
que agonizava de tanta dor que estava sentindo.
Mário dá mais uma pancada na cabeça de Elaine e esta a faz desmaiar, ele estava completamente sujo com o sangue de sua vítima.
Elaine é desamarrada da cama onde estava e arrastada até o banheiro onde Mário continuava a estuprar a pobre moça.
Após dar um golpe fatal em Elaine, Mário reúne alguns materiais que ele utilizava para magia negra e em cima do cadáver começa a fazer algumas "orações", conforme ia falando as palavras parecia sentir mais sede de sangue e por um dos cortes no pescoço ele sugava o sangue de Elaine.
Após terminar este ritual ele pega o corpo e joga dentro da banheira que ainda estava com água.

Ali Elaine permaneceu por dois dias, seu corpo já entrava em estado de decomposição.

Mário voltou a sua rotina normal, mas atormentado com o que tinha feito começou a ter lembranças de seu passado:
"Quando criança o padrasto de Mário o molestou e após esse terrível incidente pegou o menino e o levou para uma seita satânica onde foi oferecido como agradecimento por alguns bens que o seu padrasto tinha conseguido.
Mário foi ameaçado de morte se contasse alguma coisa para sua mãe.
Assim ele cresceu rodeado por espíritos malignos que também o possuía e dava o poder de realizar rituais destinados ao demônio"


Em uma noite, depois de dois dias da morte de Elaine ele achou um livro em sua casa que ensinava como se livrar dos demônios que estavam em seu corpo.

Leu algumas páginas e viu que o que ele precisava era um corpo que não estivesse morto há mais de cinco dias. Na mesma hora pensou em Elaine que continuava na banheira.
O livro dizia que o cadáver retornaria para a vida, mas com o demônio em seu corpo e a pessoa que estivesse viva estaria livre do mal.

Se arrumou e partiu para a casa onde Elaine estava.

Quase não consegui suportar o cheiro ruim que dominava o ambiente, mas foi em frente retirou o corpo que já estava se desmanchando e levou até o porão da casa.
Ascendeu algumas velas e fez exatamente o que o livro dizia: "Para se livrar dos maus espíritos é necessário comer um pedaço de pele do corpo para o qual se deseja transportar o espectro. Após ingerir a carne deve-se continuar a ler está página e derramar sete gotas de sangue sobre o cadáver."
E havia um alerta no final: "Após realizar o ritual saia rapidamente e tranque o local, porque o cadáver retornará à vida e estará possuído".

Mário muito calmo pega uma faca para cortar a pele de Elaine, mas acaba se cortando e algumas gotas de sangue caem sobre o cadáver.

Ele não percebe, mas já havia lido as páginas do livro.
Elaine pisca um dos olhos.

Mário segue o ritual, e ao fim após derramar seu sangue e comer a carne, Elaine começa a se mexer, ele sai rapidamente e tranca a porta do porão onde eles estavam.

Um barulho estranho vinha de baixo e ele curioso abre uma pequena fresta da porta do porão, quando Elaine falando com uma voz grossa começa a gritar muito.
Ela consegue morder um pedaço do dedo de Mário ele tenta se livrar dando golpes no rosto do que restou de Elaine, mas um líquido preto escorria pelo nariz, aparentava-se com sangue, mas era muito preto.

Mário se limpou e fez um curativo em seu dedo.

Elaine continuava olhando pela fresta do porão e gemia como se estivesse sendo torturada.


Mário entra no seu carro e corre para sua casa.

Dias após o incidente, Mário voltou a sentir um desejo incontrolável de telefonar para novas modelos.
Pensava que era apenas saudade do seu trabalho.

Depois de quase um ano, enterrava no quintal da mesma casa onde Elaine foi morta por duas vezes, a sua vigésima quinta vítima.
E ligou para Gisele, uma moça jovem que tentava ser modelo.

As aparições de Katrin Malen - o mistério da foto

Santem, Indonésia 1949
Investigações sobre a morte de Kur Hants são reabertas por jornalistas amigos do fotógrafo, o grupo que presenciou a cena do corpo dilacerado não se contentava com a hipótese de suicídio e muito menos assassinato com aquele grau de violência sem uma explicação lógica.
Na época o caso foi considerado assassinato pela polícia, arquivado e esquecido pelas autoridades, permanecendo apenas a lenda urbana do fantasma de Katrin Malen.
Hospital de Santem 1948
Horas se passaram o corpo de Kur já exalava um odor fétido, o sangue que ainda escorria da perfuração em seu peito, começava a escurecer, formando um grande círculo a sua volta, a cena tornou-se mais pavorosa ao ser observada pelo reflexo em um espelho muito grande e antigo que decorava o corredor.
Os olhos do fotógrafo estavam saltados, como se algo muito aterrorizante o tivesse afetado, sua alma parecia presa em seu corpo mutilado, algo extremamente atormentador pairava sobre o ambiente.
Os policiais e agentes que investigavam o caso no momento se atentaram a um detalhe que por pouco não passou despercebido, a mão direita de Kur estava repleta de sangue, entre suas unhas grandes, motivo de piadinhas entre os colegas, mas que ele pouco se importava, pois com elas era possível realizar muitas atividades artísticas no qual dedicava quase todo seu tempo livre, pintando lindos quadros e realizando trabalhos magníficos com as fotos que registrava eventualmente e durante seu trabalho, os peritos detectaram a presença de tecido da pele humana, tudo indicava naquele momento que o próprio Kur teria se violentado, provocando a própria morte.
O fato era intrigante, se o próprio Kur havia se suicidado onde então seu coração estaria e principalmente como haveria forças para tamanha brutalidade consigo.
As autoridades locais abafaram o caso na época, a lenda de Katrin Malen se espalhou por toda a região e em muito pouco tempo o mundo tomou conhecimento da tragédia.
Populares revoltados e indignados acreditaram que todo o mal provocado por Katrin mesmo depois de morte foi fruto de influências de sua mãe.
Uma grupo munido com pedras e tochas invadiu a casa de Enila no dia seguinte a morte Kur, agrediram a pobre mulher e atearam fogo na humilde residência. Enila presa e indefesa morreu aos gritos com o fogo dolorosamente possuindo seu corpo.
Algumas amigas tentaram impedir, mas foram agredidas verbalmente sendo acusadas de cumplicidade, todas elas assustadas correram e nunca mais foram vistas pela cidade.
Santem viveu momentos de pesadelo naqueles dias, Enila foi morta sem piedade e os responsáveis nunca foram punidos.
Após horas de espera o corpo de Kur foi removido, mesmo com buscas por todo o prédio seu coração não foi encontrado.
A câmera de Kur foi recolhida por Telman, um amigo, longe dos olhares investigativos das autoridades e posteriormente levada para sua casa na cidade de Estina, vizinha de Santem.
Muito se falou desde 1948, mentiras e mais mentiras foram ditas, mas uma única lenda se sobressaiu, tida como verdade, essa lenda distribuiu ao mundo o conto de que uma foto teria sido registrada, de fato foi, mas nunca ninguém teve acesso a não ser seu amigo que amedrontado nunca teve coragem de revelar o filme da câmera que permaneceu intacta em cima de um guarda-roupas antigo e não utilizado que ficava nos fundos da casa.
Telman se fechou em seu mundo e perdeu o contato com todos seus colegas de Santem, assustava-se cada vez que alguém citava o acontecimento ou até mesmo a lenda de Katrin Malen.
Os jornalistas que tentaram investigar o caso pouco descobriram sobre o mistério. Telman que isolado em outra cidade, recusava-se a atender qualquer pessoa, continuou vivendo de obras de artes, técnica que aprendeu com Kur.
Estina, Indonésia 1975
Telman já não lembrava a todo o momento da morte de Kur em 1948, mas suas obras tornaram-se obscuras e poucas eram vendidas. Telman faleceu em meio à miséria, poucas coisas mudaram ao longo dos anos em sua casa e a câmera de Kur continuava intacta.
O motivo de sua morte foi uma parada cardíaca sem qualquer explicação aparente enquanto finalizava seu último quadro, uma pintura nebulosa de uma boneca que parecia ser segurada por uma mão branca e jovem.
A notícia logo se espalhou, pois Telman era bem conhecido apesar de sua aspereza com as pessoas.
Faila, uma das jornalistas envolvidas na investigação de 1949, tomou conhecimento e seguiu para Estina em busca de algo que pudesse quebrar de uma vez por todas as lendas que rondavam a morte de Katrin Malen.
Dois dias depois os móveis e todos os bens de Telman começaram a ser retirados da residência e levados para um leilão da cidade.
Faila agora era uma jornalista muito bem sucedida e com uma boa quantia em dinheiro conseguiu arrematar a tão sonhada câmera e algumas das últimas pinturas de Telman.
A câmera de Kur estava embalada e muito bem protegida por um saco plástico ainda recoberto de pó mesmo após a limpeza realizada.
O que mais interessava Faila era o filme que permaneceu intacto por todos estes anos, mesmo sabendo do risco de estar estragado e nunca mais o mistério da morte de Kur ser revelado.
Faila recorreu a um amigo que possuía um estúdio módico de revelação em sua residência. Sabendo da importância do material Faila preferiu revelar cada foto pessoalmente e levá-las para análise em sua casa.
Faila assim o fez, preferiu nem observar as imagens, logo que ficaram prontas foram guardadas em uma pasta.
No caminho para casa Faila sentia fortes dores de cabeça, como nunca havia sentido antes, era algo que a incomodava demais e parecia que seu organismo estava cansado, como se tivesse praticado longas horas de exercícios físicos.
O relógio marcava 11 da noite, Faila finalmente analisaria as fotos tão misteriosas que há anos foram julgadas como lenda, muitos diziam que elas teriam sido reveladas e que uma estranha presença poderia ser vista nas imagens.
Tudo que era dito não passava de mentiras criadas por contadores de história. Nem a morte de Kur havia sido esclarecida.
Faila sentou em seu escritório, onde as pinturas de Telman repousavam inclusive a tenebrosa imagem da boneca, sua última pintura e uma caixa com uma boneca que veio junto com os quadros.
Algo ainda a incomodava, estava livre da dor de cabeça, mas o sentimento de cansaço permanecia.
Uma a uma as fotos foram analisadas, a nitidez já não era das melhores, muitas estavam borradas e infelizmente não poderiam ser identificadas.
Ao chegar às últimas imagens, que estavam boas, mas que em sua maioria revelavam apenas registros do prédio do Hospital, Faila teve um choque ao se deparar com a fotografia de Kur em frente ao espelho: com uma mão segurava a câmera e com a outra parecia abrir um buraco em seu peito. Apesar de a foto ser em preto e branco era possível notar o sangue em sua camisa branca.
Faila sentiu-se mal naquele momento e retirou-se do escritório, não acreditava que Kur teria se suicidado, era terrível imaginar a dor e os motivos que o levaram a fazer isso.
Após alguns minutos e vários copos de água, Faila retorna ao seu escritório e busca incessantemente pela foto que parecia ter sido tragada, misteriosamente desapareceu em meio a tantas outras folhas que permaneciam sobre a mesa.
Faila intrigou-se e resolveu dormir, pois ainda estava em choque com o que viu e principalmente com o mistério que acabara de desvendar.
Em seu quarto sentiu um estranho cheiro de fumaça, repentinamente um forte vento soprou do lado externo da casa, fazendo com que a janela emanasse fortes ruídos. A ventania logo foi possuindo a residência pelo lado de dentro até que um estrondo veio do escritório.
Faila assustada, cautelosamente caminhou para ver o que tinha acontecido e se deparou com o quadro de Telman, o da boneca, caído no chão.
Por alguns rápidos instantes seu olhar fixou-se na pintura, algo a chamava para dentro daquela estranha obra, já sentada no chão ficou paralisada com os olhos trêmulos, suas pupilas lentamente foram se dilatando, suas mãos incharam rapidamente, sentia-se sufocada, desesperada tentava se levantar, mas acabou caindo no chão do escritório.
Tentava emitir um grito de socorro, mas nada conseguiu fazer a não ser agonizar já sem reação alguma a única coisa que pôde ver foi um estranho vulto vagando pelo corredor, aparentemente uma menina. Deste ponto em diante nada mais viu a não ser a sombra da morte encobrindo sua visão.
Faila deixou registros do que estava pesquisando, sobre a sua escrivaninha duas folhas escritas à mão permaneceram intactas.
Uma semana depois o corpo de Faila foi encontrado em avançado estágio de decomposição. Peritos constataram morte por infarto, algo deveria ter provocado esse incidente já que Faila sempre foi extremamente sadia e nunca sofreu de mal algum de saúde.
Em sua residência foi encontrada uma estranha boneca, aparentemente muito antiga, mas pouca atenção foi dada a este objeto.
A autópsia de Faila assustou alguns médicos legistas, que encontraram seu coração muito escuro bem diferente de um infarto normal, ele parecia estar carbonizado.
Mais lendas caíram sobre o fantasma de Katrin Malen, a conto da foto proibida se espalhou novamente, nada continha os comentários da população da Indonésia, muito menos a velocidade com que as informações eram passadas.
Anos se passaram, as fotos da câmera de Kur foram recolhidas por um museu local, os relatos que Faila escreveu se tornaram segredo guardado a sete chaves junto com o quadro da boneca e a boneca encontrada em sua casa.
Sua morte foi dada como natural e ninguém mais tocou no assunto.
Nova York, Estados Unidos 1995
Henry um jovem estudante das artes ocultas há tempos tinha conhecimento da Lenda de Katrin Malen e muito planejava sua ida para a Indonésia, a fim de resgatar os vestígios reais da existência da menina bem como as famosas fotos que ficaram trancadas em um antigo baú.
A boneca encontrada, por ser muito antiga ficou exposta no museu como peça de apreciação e desejo de colecionadores, por ser única e praticamente não existir qualquer outro exemplar como aquele no mundo.
De tanto desejar Henry juntou um alto capital com sua organização do Ocultismo e conseguiu todos os objetos que desejava inclusive a boneca, após meses de negociação o museu concordou em vender tudo, pois estava em estado lamentável e necessitava de verba para conseguir se manter por mais algum tempo e nesse período ninguém mais acreditava na lenda Katrin Malen.
As fotos, a boneca e os relatos de Faila chegaram a Henry quase um ano após seu pedido ter sido realizado.
As fotos já não mostravam mais nada, além de borrões escuros e manchas estragadas pelo tempo e má conservação, apenas a de um corredor vazio focalizando uma porta estava em bom estado.
A boneca encontrada na casa de Faila permanecia da mesma maneira, trajando um vestido branco, cabelos longos e louros de tamanho médio e seu corpo era composto por um pano macio, o enchimento parecia não ser dos melhor e já não exalava um bom odor devido a idade.
Vasculhando entre as linhas daqueles papéis que um dia serviram de anotações a Faila, Henry descobriu o que uma das fotos mostrava. Faila descreveu com riqueza de detalhes a foto em que Kur se suicidava.
Faila explicou como adquiriu os objetos estranhos e um dos parágrafos citava que a boneca estava ao lado de Kur no dia de sua morte e que havia sido recolhida junto com sua câmera permanecendo guardada na casa de Telman e posteriormente comprada por Faila no leilão.
Henry era perito em artes gráficas na época e desejava coletar o material, realizar seus estudos e posteriormente concretizar suas conclusões com imagens e ilustrações de todos os acontecimentos desde o grande incêndio do hospital de Santem.
Com o passar dos dias Henry ficou fanático pelas buscas, queria de todas as formas encontrar uma resposta para a morte de Faila e principalmente desvendar o que poderia ter levado a morte de Faila.
Um mês se passou, Henry afastou-se de seu grupo de ocultismo e se dedicou em tempo integral a buscar informações sobre o passado de Katrin e todos aqueles que tentaram descobrir sua verdadeira história.
Henry morava sozinho, seu pai e mãe eram falecidos, a casa dele era repleta de artefatos religiosos e símbolos místicos o que tornavam o ambiente assustador para algumas pessoas.
O ano já era de 1996, Henry pouco saia de casa e dedicava todo seu tempo livre ao ocultismo, já havia abandonado a pesquisa sobre Katrin Malen até que em certo dia descobriu em velho livro, um ritual utilizado para invocar espíritos perturbados. Era algo diferente de tudo que ele já conhecia, talvez fosse aquele ritual a resposta para todas suas dúvidas.
Assim Henry tomou a decisão de realizá-lo na noite de sete de janeiro.
O foco de Henry era invocar o espírito de Katrin Malen, e tentar obter as respostas que tanto desejava. Para isto acontecer o livro dizia que sangue próprio deveria ser oferecido ao espírito em questão.
Henry seguiu a risca tudo que foi pedido, dezenas de velas iluminavam o ambiente, sobre a mesa da cozinha permaneciam alguns objetos religiosos, umas folhas e uma caneta.
As horas foram passando e Henry não conseguia invocar a tão esperada presença de Katrin, até que em certo momento, sua mão involuntariamente escreveu uma mensagem no papel que dizia: “Regresso por aquele que faz o que um dia fizemos”. Sem entender bem Henry encerrou o ritual, mas permaneceu intrigado com a mensagem que escreveu.
Naquela mesma noite, estranhos ruídos foram escutados na cozinha enquanto Henry dormia.
O dia amanheceu nebuloso, ao caminhar em direção a cozinha Henry apavorou-se vendo que todos os armários de sua cozinha estavam abertos, era algo que nunca tinha acontecido antes, muito pensativo vagarosamente fechou cada porta, imaginando o que poderia ter causado aquilo.
Dias foram se passando, o comportamento e Henry parecia mais estranho, cada vez se fechando mais para o mundo. Seus amigos já não correspondiam, sempre eram retribuídos com agressividade, mesmo aqueles que contribuíram para a compra dos objetos da Indonésia.
Vinte e cinco dias transcorreram da mesma forma, diversas vezes Henry foi surpreendido por estranhos acontecimentos em sua residência. Suas criações digitais já não eram mais as mesmas, apesar de passar horas em frente a um computador, pouco criava.
Em uma noite muito quente, Henry tentava de todas as maneiras criar algo único em seu computador, mas os latidos incessantes de seu cachorro e único companheiro o incomodavam demasiadamente.
Instantes de muita fúria foram se sobrepondo, até que em determinado momento Henry parecia diferente, algo o deixava trêmulo. Vagarosamente levantou-se de sua mesa, as gotículas de suor já eram visíveis em seu rosto. Caminhou até a parte externa onde seu cachorro continuava a latir.
As veias do rosto de Henry, um rapaz loiro com pele avermelhada, estavam saltadas e seu olhar era de fúria para seu animal.
Ao seu lado direito havia uma caixa de madeira com uma barra de ferro acima, Henry agarrou essa barra com muita força e apontou em direção do animal que continuava a latir, mas desta vez olhando para seu dono.
Henry nada notou, mas no momento em que observava seu cachorro um estranho vulto de estatura baixa, roupas pretas e um olhar profundo o observava de dentro da residência.
Os ruídos do cachorro eram de medo e raiva, Henry ergueu a barra com toda a sua fúria e acertou a cabeça do animal num golpe fatal sem ao menos dar-lhe a chance de reagir.
Ainda não satisfeito Henry, demonstrou sua raiva cavando um buraco no peito do cachorro, colocando a mostra seu coração que jorrava sangue por todo quintal.
Após assassinar seu tão querido companheiro, Henry com as mãos repletas de sangue, soltou a barra e caminhou normalmente para seu computador sem notar a estranha presença o observando.
Em frente ao computador mesmo sem lavar as mãos, Henry manchava todo o mouse e escrivaninha. Um estranho desejo tomou conta de seu ser. Vasculhou suas gavetas até que encontrou a foto do corredor do Hospital de Santem, a única restante da série de imagens que Kur registrou. Mesmo com as mãos sujas conseguiu digitalizar aquela imagem.
Seu olhar era fixo na tela do computador, enquanto isso atrás dele a presença não notada que vagava por sua residência nada mais era do que o espírito da própria Katrin Malen.

Henry estava sob o poder de Katrin, sem notar a menina o observando ele começou a criar montagens em seu computador, sobrepondo diversas imagens sobre a foto corredor, inconscientemente Henry recriou com perfeição de detalhes a imagem do espectro de Katrin Malen, mas algo ainda faltava e com certeza era a boneca.
Em outra de suas bagunçadas gavetas entre os badulaques místicos a boneca vinda do museu da Indonésia foi retratada nas mãos de Katrin como se fosse enforcada por uma fina linha.
A obra digital ficou pavorosa, mas Henry estava certo no que fez. Uma voz baixa, pausadamente repetia para que aquela imagem fosse propagada, mais pessoas deveriam tomar conhecimento da existência de Katrin Malen.
Henry ainda permanecia com a boneca em uma das mãos enquanto disparava a tenebrosa fotomontagem pela então recente criada internet.
Katrin continuava observando as atitudes de Henry e quando o último clique foi dado, as mãos geladas, brancas e com aparência decomposta do espírito da menina morta repousaram sobre os ombros de Henry.
Henry sentiu suas mãos incharem, uma estranha falta de ar tomava conta de seu corpo sem saber ao certo o que estava acontecendo, viu sua visão cair na penumbra, seu coração acelerar e em minutos nada mais sentiu, faleceu em sua cadeira, caindo posteriormente com a boneca segurada firmemente em sua mão esquerda.

Katrin se afastou lentamente e na escuridão do corredor da casa de Henry, desapareceu com um sorriso fúnebre e sarcástico em sua face macabra como quem comemorava a conclusão de uma difícil missão.

Dias depois a casa de Henry é arrombada por policiais que vieram a pedido de vizinhos que sentiam um forte mau cheiro e notaram a ausência do jovem.

A cena era chocante e nada diferente da morte Faila, a boneca foi recolhida por uma das policiais que ferozmente a rasgou e dentro do brinquedo escondia-se vestígios de tecido humano apodrecido por décadas, mas tudo indicaria que aquele seria um coração.

Exames posteriores indicaram que o coração era de Kur, desaparecido e considerado um mistério até os dias atuais. Uma dúvida no ar ficou: - Como aquele órgão foi depositado dentro do brinquedo? Havia mais alguém naquele hospital além de Kur.

Investigadores buscavam mais vestígios dentro da boneca quando um pequeno diário envelhecido caiu na mesa.

Mary uma linda jovem policial pegou o diário e na sua capa o nome da proprietária era bem evidente: “Katrin Malen”

O assassinato de Jéssica

Os lindos fios dos cabelos louros caíam sobre a pia do banheiro enquanto Jéssica os penteava cuidadosamente com sua escova preferida. Sua mãe logo a apressava para ir à escola, como sempre, estava atrasada.
O trânsito da cidade mineira de Boa Vista era muito tranqüilo para uma população de 150 mil habitantes.
Gorete a mãe de Jéssica tinha um temperamento amigável, mas era impaciente quando se tratava de esperar alguém, e como de costume, foi por todo caminho até escola dando sermões em Jéssica por seu atraso rotineiro.
O ano era de 1974 e Jéssica cursava a 8ª série do ensino fundamental, naquele mesmo ano se formaria e sua mãe havia lhe prometido pagar toda a formatura, um presente pelas excelentes notas do ano todo.
O dia de Jéssica e todos os alunos correu normalmente, repleto de lições difíceis, contas absurdas, fórmulas complicadas e muitas risadas com suas amigas. Tudo estaria normal a não ser pela chegada do novo inspetor de alunos, um rapaz de 30 anos que chamou a atenção de diversas garotas e em especial de Jéssica.
Dia após dia, Jéssica passava longos períodos observando Célio trabalhar, sua atenção desde então estava toda focada em um homem.
Jéssica já havia namorado, mas nada que fosse realmente bom para que se tornasse uma relação estável e duradoura.
As amigas de Jéssica já notavam a sua indiferença nas conversas durante a aula e também não gostava mais de passear pelo pátio durante os intervalos.
Pouco a pouco Jéssica foi ficando sozinha, dentro de si uma revolta foi se criando e tinha em mente um único desejo, conquistar o amor de Célio, sem o consentimento de sua mãe ela estava matando aulas e passava longos momentos à procura do Célio.
Jéssica era insistente naquilo que desejava e vagarosamente como uma doce menina foi tendo contato com o inspetor, fruto de noites em claro, viajando em seus pensamentos de adolescente apaixonada.
Meses se passaram e como toda boa escola que se prezasse os comentários nos corredores entre os alunos e também entre os professores logo se espalharam, mas a essa altura Jéssica e Célio já estavam próximos demais para, uma amizade incontrolável os possuía, ainda não havia acontecido nada em especial, mas tudo indicava que não demoraria.
Célio apesar da idade, tinha uma ótima aparência, era belo e isso encantava todas as mulheres com quem ele convivia, mas estranhamente não tinha ninguém e muito menos comentava seus relacionamentos, era uma pessoa fechada e estranha e ao mesmo tempo, atencioso e prestativo.
Já era agosto, as aulas transcorriam normalmente e Jéssica apresentava resultados ruins em suas provas, não era mais uma aluna aplicada, tão pouco uma boa amiga o que resultou em um isolamento de sua vida habitual.
Em setembro a amizade dos dois se tornou algo indestrutível, Célio já havia levado chamadas de seus superiores por deixar muitas vezes o trabalho de lado e dar atenção a Jéssica.
Jéssica por sua vez explicava insistentemente para sua mãe que a queda no rendimento escola era em função das difíceis matérias.
Gorete foi levando a situação de maneira a acreditar em sua filha, mas em seu interior sentia que algo estava errado.
Setembro já dava o ar da graça, em sua primeira semana e em uma tarde chuvosa os alunos foram dispensados mais cedo em função de manutenções na escola. Foi quando Jéssica viu ali um excelente momento para fica com Célio e assim fez.
Durante todo o restante da tarde os dois permaneceram juntos e bem atrás de um monte de carteiras velhas aconteceu o primeiro beijo.
O encontro dos lábios de dois apaixonados e reprimidos pela sociedade e pelas diferenças, ali se fez. Nada estava entre Jéssica e Célio.
Já era novembro e a paixão entre os dois estava cada vez mais forte, se encontravam escondidos quase todos os dias sem levantarem qualquer suspeita, pois Jéssica havia melhorado em suas notas e faltas e Célio não conversava com ela em horário de aula.
O tempo passou de tal maneira a fazer com que Célio sentisse desejos mais íntimos com Jéssica, que todas as vezes recusava e sentia-se de certa forma incomodada com situação, já que ainda era virgem.
Algumas semanas depois, as aulas estavam se encerrando e algo atormentava Jéssica, no próximo ano estaria em uma nova escola e não mais veria Célio com tanta freqüência, e uma decisão estava tomada: Ela iria se entregar ao Célio.
Tudo estava planejado com Célio e aconteceria após um dia de provas quando todos sairiam mais cedo.
O local era um antigo banheiro feminino, há muito tempo desativado devido a escola estar com poucos alunos e não haver necessidade de tantos lugares em funcionamento.
Jéssica teve sorte e a prova estava fácil, logo que concluiu todas as questões se apressou para ficar com Célio até que todos saíssem da escola.
Célio parecia nervoso e inquieto, logo chamando a atenção de Jéssica que o questionou sobre seu comportamento. Com a voz trêmula Célio disse que estava tudo bem e que estava apenas um pouco preocupado para que ninguém os visse.
Enfim, a escola tinha se esvaziado, o último aluno cruzou o portão que logo foi fechado por Célio.
Longe dos olhares de outros funcionários da escola, o casal correu para o banheiro. Célio teve o cuidado de trancar a porta, fato que chamou a atenção de Jéssica, mas que pouco se importou.
O clima entre os dois foi cada vez mais se aflorando, entre abraços e beijos Jéssica sentiu no bolso de Célio um objeto estranho, mas achando ser apenas o molho de chaves, continuou a acariciar seu namorado.
Célio tirou sua camiseta e pressionava Jéssica contra a parede, a menina parecia experiente e se deixava levar pelas atitudes de Célio.
Célio estava bastante excitado com a relação e sem pudor algum foi despindo Jéssica que naquele dia estava com roupas brancas.
Completamente nua Jéssica estava pronta para receber Célio por completo, quando uma série de atitudes bruscas começou a apavorar a garota.
Os dedos grossos e ásperos de Célio invadiam os órgãos genitais de Jéssica, com muita força ele tentava forçar a menina a se deixar levar pelos atos. Jéssica repudiava em certos momentos, mas era fortemente abraçada por Célio, imobilizando-a.
Uma forte dor seguida de ardência fez com que Jéssica gritasse e chorasse, principalmente quando notou que sangue escorria entre suas pernas.
Pedindo incessantemente para que Célio parasse, ela foi calada com os dedos vermelhos e repletos de sangue introduzidos em sua boca, fazendo com que o líquido da vida fosse engolido pela garota seguido de um beijo sádico.
Jéssica estava em pânico e sofria com as fortes dores, até que Célio invadiu seu corpo, uma mistura de prazer medo e agora ameaças estavam presentes naquele velho banheiro.
Célio tirou de seu bolso um canivete que usou como arma de ameaça para que a menina permanecesse calada e atendesse todos seus desejos.
Célio parecia realizado, era um desejo seu abusar de uma virgem e dela extrair liquido da vida para que entre os corpos, além do suor existisse a cor da paixão.
Por trás da personalidade doce e tímida de um simples inspetor, existia um maníaco, que guardava os mais torturantes e terríveis desejos.
Já no chão, deitou sobre a menina, concretizando seu ato de crueldade.
As paredes tinham sangue, assim como o chão, as roupas e os corpos dos dois.
Jéssica tentou reagir e chegou a ferir um olho de Célio, revoltado ele quis se vingar e antecipou o que tinha previsto para o final da relação.
Agarrou Jéssica pelo pescoço com apenas uma das mãos, enquanto com a outra segurava o canivete e cortava os lábios dela.
Ainda não satisfeito, ordenou que Jéssica pusesse a língua para fora e num golpe rápido arrancou a ponta. Jéssica ficou estática, e em choque mal podia gritar.
Seus sussurros de nada adiantavam e sendo empurrada para uma cabine junto a um vaso sanitário e sua única reação foi apertar compulsivamente a descarga, infelizmente em vão, pois no momento ninguém que estava por lá conseguiu ouvir, pois a distância era grande, tentou três vezes mesmo possuída por Célio.
Já fraca e sem reação desistiu de lutar pela vida, Célio decidiu acabar com tudo rapidamente. Agarrou a cabeça de Jéssica golpeando-a fortemente na beirada do vaso sanitário.
Jéssica desmaiou tamanha foi a força dos golpes que parte da louça do vaso se partiu.
Célio com seu canivete cortou a garganta de Jéssica, que inerte morreu pouco tempo depois.
Célio tratou de se livrar de marcas e provas, fugiu agilmente pulando o muro da escola.
O corpo de Jéssica ficou no mesmo local até segunda feira, quando algumas faxineiras notaram o estranho cheiro vindo do banheiro, pensando ser apenas algum vazamento de esgoto.
Apavoraram-se quando viram a menina morta com um olhar atônito de desespero, morreu sofrendo e sem ter quem a ajudasse.
Logo a mãe de Jéssica foi informada e em prantos acompanhou a remoção do corpo.
O enterro da menina foi marcado por muita dor e emoção.
A polícia procurou em vão pelo paradeiro de Célio, que mais tarde souberam que se tratava de um falso nome, mas sua verdadeira identidade nunca foi descoberta.
Semanas, meses e anos se passaram, em pouco tempo a escola cresceu bastante sendo necessário a reabertura do banheiro onde Jéssica havia morrido, mas algo naquela escola não era mais o mesmo.
Uma nuvem negra parecia que pairava sobre a escola, até que em um dia comum de aula, gritos de meninas foram ouvidos por todo o ambiente. Relatos davam conta de que após apertarem a descarga por umas três vezes uma menina apareceu diante dos seus olhos, completamente ensangüentada e pedindo ajuda.
O incidente aconteceu várias vezes, e somente no banheiro onde Jéssica fora assassinada.
O fato aconteceu apenas com alunas e a história se espalhou de forma assombrosa assim criando a “Loira do Banheiro”. Muitos ainda dizem que seu espírito vaga pedindo ajuda e que o suposto inspetor Célio ainda faz de jovens garotas suas vítimas.

Barulhos estranhos

Quando eu tinha 9 anos de idade, mudei para uma casa nova. Era uma casa de dois andares, pequena e não muito bonita, mas ben antiga. A minha mãe a havia comprado há alguns anos, mas até então só a havia alugado. Depois de uns dois meses, já havia conhecido os vizinhos, haviam muitas crianças lá, e me enturmado. Foi quando uma das vizinhas me perguntou: "Quem é que fica acordado à noite na tua casa?", "Ninguém", eu respondi, "Então como é que eu fico ouvindo barulho de porta batendo a noite toda? Eu contei o caso para minha mãe, que não deu muita importância. Eu também não ligava muito para isso, mas os vizinhos sempre diziam: "Como vocês têm coragem de morar aí?". Logo arrumamos uma empregada e essa sim morria de medo. "Quando eu estou embaixo ouço barulhos de gente lá em cima e quando estou em cima, ouço barulho embaixo", "Deve ser o cachorro", dizíamos, "Não, o cachorro fica deitado do meu lado". Ainda assim nunca ninguém se importou.
Um dia, no entanto, estávamos dormindo (minha mãe era solteira, então dormíamos eu, ela e meu irmão no mesmo quarto) quando ouvimos alguém bater à porta. Não era uma batida comum, era muito forte. Sabe quando alguém já está batendo na porta há muito tempo e, impaciente, bate ainda mais forte? Era mais ou menos assim. Minha mãe foi até a porta e perguntou quem era, não houve resposta. Mais duas vezes ela perguntou e ninguém respondeu. Eu, que sou judeu, já havia pegado meu sidur (livro de orações) e rezado vários salmos. Minha mãe, então, ligou para a empregada e perguntou se ela havia batido na porta. A empregada respondeu que não. Depois de juntar coragem, as duas saíram de seus quartos e foram ver o que era. A casa estava na mais absoluta quietude. Foi então que a minha mãe contou: o antigo dono daquela casa havia sido assassinado, aparentemente pelo seu parceiro. Desde então, a mãe, o irmão e a tia dele haviam ido morar lá, mas todos saíram com medo. Até que a minha mãe comprou a casa, mas todos as pessoas para quem ela alugava também saíam dizendo que viram coisas.
Nós moramos três anos nesta casa e, desde então, nunca mais tive experiências desse tipo. Particularmente, sou muito cético quanto a essas coisas. Os vizinhos no entanto, até hoje morrem de medo da casa.
Anônimo, Manaus, Amazonas. 

O mistério da mulher de branco

OBS: O conto é uma obra fictícia e não tem relação alguma com pessoas ou fatos reais, qualquer semelhança trata-se de uma coincidência.
Em noite de lua cheia ouvem-se gritos dentro do cemitério e dizem ainda que uma mulher vestida toda de branco sempre pega o primeiro táxi e segue em direção a esses gritos, todas as vezes misteriosamente, ela desaparece em meio aos túmulos.
Muito já foi dito sobre a lenda, mas seria isso apenas uma lenda ou de fato a temida mulher de branco viveu entre nós?
Começarei aqui a contar o que muita gente teme e com razão devem temer, pois o que perambula pelas ruas em diversos lugares nas belas noites de lua cheia não é uma visão ou uma alucinação, tenham cuidado, pois o mal toma as mais doces e inocentes formas.
Chamo-me Ramiro tenho hoje 32 anos, nasci no ano de 1976 exatamente no dia 29 de junho, regido sobre o signo câncer e fruto indesejado de uma relação. Meu pai sempre foi um bêbado, pouco se importava com a gravidez de minha mãe. Pelo menos foi o que me disseram.
Minha mãe era muito mística, acreditava no poder do sobrenatural uma vez que a origem da família dela se misturava com a cultura celta, trazendo deste povo diversos rituais que até hoje ninguém entende.
Perdi minha mãe logo que nasci, de princípio meus tios haviam me dito que era complicação de parto, mas pouco antes de minha tinha falecer, quando eu já tinha 18 anos ela me contou o que realmente aconteceu.
Era 29 de Junho de 1976 minha mãe estava grávida de mim a poucos dias de dar a luz, já que o programado era para dia 2 de julho em função da mudança da posição dos planetas.
Neste dia minha mãe, que se chamava Celeste, teve que ficar até mais tarde em seu trabalho.
Era uma noite bela de lua cheia, o relógio já indicava 10 da noite, muito tarde para voltar para casa sozinha, minha mãe Celeste decidiu tomar um táxi e retornar segura.
Numa rua próxima ao seu trabalho logo avistou um taxista e logo tratou de entrar no veículo e rapidamente passar o endereço de destino.
No caminho o motorista Joaquim foi descobrindo mais sobre a vida de Celeste, e notando seu amor por aquela criança que estava para nascer.
Joaquim foi desenvolvendo em sua mente desejos e mais desejos no corpo de Celeste, pois era uma mulher esbelta e bonita.
Ao chegar próximo de um cemitério, desligou seu veículo e disse a Celeste que teriam que descer, pois o carro estaria com problemas.
Celeste ficou assustada e quis ajudar Joaquim. Tudo não passou de um plano para que o motorista pudesse abusar da jovem mãe.
Joaquim logo que saiu do carro dominou Celeste ameaçando-a com uma faca. Celeste tentou gritar, mas Joaquim mostrou que não estava brincando e fez um corte no braço da jovem.
O motorista arrastou Celeste para dentro do cemitério, tapando sua boca com as mãos e logo a amordaçando com uma camiseta velha que possuía no táxi.
No escuro e tenebroso cemitério Joaquim espancou Celeste que sem conseguir reagir caiu ainda acordada sobre um túmulo abandonado.
Com suas mãos ásperas e grosseiras, Joaquim bruscamente introduziu na vagina de Celeste, encontrou o bebê mais a fundo e com voracidade agarrou-o e puxou para fora, rasgando a pele de Celeste, sem o mínimo de pena.
O belo vestido branco de Celeste foi manchado pelo sangue que escorria por todo seu corpo.
O bebê já estava em posição de parto, pronto para conhecer o mundo e foi retirado ventre de sua mãe. Celeste não conseguir esboçar qualquer reação em meio a tanta dor e tanto sangue que escorria por cima do túmulo.
A criança recém nascida sob circunstâncias tão trágicas e dolorosas sou eu.
Minha mãe ainda consciente foi abusada sexualmente e não agüentando os ferimentos e o desespero ao ver seu filho ser retirado daquela maneira acabou falecendo.
Joaquim me deixou ainda bebê do lado do corpo de minha mãe, acreditando que eu fosse morrer durante a noite, mas sobrevivi, pois fui encontrado logo pela manhã por funcionários do cemitério.
Joaquim foi preso pouco tempo depois e confessou tudo. O plano de assassinato foi armado pelo meu pai que era amigo do dono da empresa onde minha mãe trabalhava e também de Joaquim.
Meu pai era colega de Joaquim e ambos dividiam o mesmo ponto de táxi e nunca mais foi encontrado e eu por ironia do destino me tornei um taxista, na esperança de reencontrar minha mãe.
Eu sei que o que dizem sobre a temida Mulher de Branco é verdade, pois ela não cumpriu sua missão em vida.
Dia após dia tentei de todas as maneiras encontrar o espírito de minha mãe perdido entre os túmulos do cemitério até que desiste, mas até que um dia conheci um centro de umbanda que me ajudou e muito...
Realizamos vários trabalhos até que em uma noite de lua cheia assim como no dia do assassinato dela, eu tive a pior experiência de minha vida.
Eis que fui chamado para uma corrida de táxi próximo as 11 da noite, o local não era dos mais estranhos, mas também não era dos mais comuns. Muito próximo de uma velha fábrica abandonada, que por coincidência era onde minha mãe trabalhava.
Nunca vi nenhuma foto de Celeste, pois meu pai desapareceu com todos os objetos dela antes de fugir.
Em meio à escuridão eis que a cliente toda de branco e com um olhar profundo acompanhado de sua pálida pele me falou que precisava ir para casa. Prontamente lhe perguntei o endereço, mas ela apenas foi me indicando o caminho.
Próximo ao cemitério ela me pediu para parar e segui-la aí então notei que aquela misteriosa mulher poderia ser minha mãe.
Calado a segui e para entre os túmulos fomos. E sem pronunciar uma única palavra ela apenas indicou uma lápide onde constava o nome de minha mãe: Celeste.
O meu desejo estava realizado, mas eu não sabia o que estava para acontecer. Celeste não era mais a mesma, e os trabalhos que realizei fez com que seu espírito retornasse ainda mais voraz e em busca de seu bem mais precioso: Eu.
O espírito de minha mãe me olhava profundamente até que num instante muito rápido escutei um grito aterrorizantemente alto, profundo que atingiu o interior de minha alma, que senti ser sugada por uma força maligna. Sem forças cai, mas logo levantei e comecei a correr em direção ao táxi.
Aparentemente a temida Mulher de Branco, ou simplesmente minha mãe, havia desaparecido.
Apavorado acelerei muito, e depois de alguns minutos quando olhei pelo retrovisor vi Celeste no banco de trás e novamente um grito semelhante ao do cemitério foi emitido. Sem rumo e sem visão meu táxi capotou. Sofri um grave acidente e ainda me lembro do rosto de celeste me observando entre as ferragens do veículo até a chegada dos bombeiros.
Minha mãe busca minha alma, pois fomos separado de forma brutal, a tentativa de ela me levar foi em vão e infelizmente fiquei paraplégico. Em diversos rituais místicos consegui contato com seu espírito que repleto de maldade diz que me buscará eternamente.
Desde então me escondo, até que em um dia um telefone da polícia solicitou para que eu fosse até um necrotério, pois um corpo precisaria ser reconhecido. Ninguém menos que meu pai estava ali, um canalha que provocou todas estas tragédias, mas que minutos antes de sua morte disse meu nome aos policiais.
Meu pai faleceu de acidente de carro, muito parecido com o meu e dizia apavorado que sua finada esposa foi a culpada.
Celeste desde então vaga por inúmeros locais em busca de meu espírito e não descansará enquanto não me encontrar e até que isso aconteça ela continuará fazendo vítimas e mais vítimas que se arriscam em dar caronas ou abrir as portas de seus táxis em noites de lua cheia, pois ela só entra se for convidada.
Sei que sua vingança foi concretizada, só que ainda lhe falta algo: Eu.
Nunca serei encontrado, me recolhi em um local que ninguém nunca suspeitará e aos desavisados só desejo Boa Sorte, ela é má, não se engane!

Casa Mal Assombrada

Minha familia havia comprado um sitio muito antigo na cidade de Pinhal do Sudoeste, corria uma história na cidade de que a antiga dona da casa havia sido assassinada pelo seu ex-amante a punhaladas dentro de um dos quartos, por isso aquele sitio era assombrado, ninguém deu muita importancia ao facto, achavamos que era coisa de caipira. Já na primeira noite, eu que era completamente incrédulo passei a respeitar todas as lendas e hisória que o pessoal conta pelo Brasil afora. O sitio era bem grande e antigo com uma aparencia sinistra, tinha 4 quartos, a cozinha não era ligada com o casarão antigo, nem o banheiro, por isso a noite eu tive que dar a volta pela casa para conseguir tirar agua do joelho, neste momento pude perceber alguem parado próximo a um arbusto me observando, nem fui ao banheiro, voltei correndo o mais rapido que pude e enfiei-me em baixo dos lençóis, passando a ouvir varios ruidos pelo corredor, arranhando as paredes, e as vezes até uns gemidos de dor, até que de repente tudo ficou no mais absoluto silencio, ouvindo apenas os animais noturno. Quando amanheceu o dia não contei nada a ninguém. O dia estava correndo normalmente, vez ou outra, viamos algum animal andando pelas arvores ou colhendo frutos no chão, a tarde passou e a noite chegou. Eram aproximadamente 2:00hs da manhã, quando o barulho começou novamente, eu tremia todo de medo, a porta do quarto estava entreaberta, como não havia iluminação elétrica no sitio (o sitio era bem antigo, mesmo), minha mãe deixou uma lamparina no meio do corredor, isso fazia com que eu conseguia ver se alguém passava diante do meu quarto, quando percebi alguém andando em direção ao quarto dos meus pais, achei que fosse minha mãe, pulei da cama corri para o corredor, pois estava com medo e tinha um sofá velho no quarto dos meus pais eu achei que minha mãe deixaria eu dormir lá, já que esta seria nossa ultima noite naquele sitio velho e bizarro, assim que alcancei minha mãe no corredor eu a toquei pelo ombro, e tomei um susto enorme, não era a minha mãe, era uma outra mulher em estado de decomposição, no lugar de seus olhos, percebi apenas manchas de sangue, gritei e sai correndo em direção ao meu quarto, joguei-me em cima da cama e a figura monstruosa estava parada na porta do quarto olhando para mim, não me lembro de ter visto meu irmão, porém ouvi seu grito, chamando meu pai, quando olhei novamente em direção da porta, já não havia mais ninguém, segundos depois entraram meu pai e minha mãe no meu quarto, eu contei o que havia acontecido mas eles não se importaram muito, até o meu irmão dizer que havia visto alguem parado na porta do meu quarto, ele achou que fosse minha mãe, e a chamou, mas quando ela virou ele percebeu que não, ele viu que era uma mulher velha e feia com o rosto pálido que parecia que ela estava morta. Parece que quando meu irmão contou essa história, meus pais perceberam que não era pesadelo que eu tive, pois nunca ouvi casos de pessoas que partilham seus pesadelos. Nós ficamos com aquela casa cerca de 3 anos, até que de tanto eu não ir, meus pais resolveram vender o sitio.

A verdadeira história de Katrin Malen


Indonésia 1948

Após uma intensa reforma, o hospital infantil de Santem, iria ser reaberto. Passou por um forte incêndio no ano anterior, cujas causas até hoje são desconhecidas.
Kur Hants um conceituado fotógrafo alemão, entrou sozinho no prédio para registrar as mudanças do local e fazer uma matéria sobre a renovação do prédio após a tragédia.

Caminhou por vários andares, mas ao chegar ao último sentiu algo estranho, estava frio e sentia como se algo o observasse, mesmo com maus pressentimentos continuou seu trabalho.

Ao focar sua câmera para uma das portas que davam acesso à ala psiquiátrica, notou uma mancha na lente da câmera, ao limpá-la percebeu que não havia nada ali.

Ele movimentava seu equipamento, e a sombra parecia imóvel. Kur nunca havia passado por isso, pensou se tratar de alguma brincadeira, continuou a fotografar. Quando estranhos barulhos, que se assemelhavam de uma menina se debatendo contra a porta, começaram a ficar intensos, Kur correu pensando ser alguém em apuros.

Kur abriu a porta, algo violentamente atravessou seu peito, perfurando seu coração. A câmera caiu e por muita sorte não se danificou.


Cidade de Santem 1946

Enila, Ceron e Katrin, formavam uma família feliz, moravam em um humilde sítio, que com o avanço da cidade estava ficando cada vez menor e a situação financeira deles ficava cada vez pior.

Katrin gostava muito de seus pais, era uma menina encantadora de apenas 11 anos. Brincava sempre sozinha com os poucos animais da fazenda.


Enila era uma mulher muito justa e batalhadora, sempre conseguiu manter o equilíbrio na casa, mesmo passando por tantas dificuldades.

Depois de alguns meses a situação começou a se complicar, era época de seca, as plantações estavam morrendo e a única solução encontrada por Ceron foi vender um de seus cavalos.

Era uma tarde nublada Ceron amarrou o animal numa carroça, consigo levou algumas armas e pólvora para tentar vender no mercado da cidade.

Katrin pede para que ele traga uma boneca que ela tanta desejava, pois seu aniversário estava muito próximo. Muito triste e com pena de sua filha ele diz que irá tentar realizar o sonho da menina.
Várias horas se passaram, começou a trovejar, Ceron retornava para sua casa. Conseguiu vender apenas o cavalo, não achou comprador para o restante do material que levava.

Katrin avista seu pai, vindo pela estrada, muito contente e aguardando ansiosa por seu presente, corre e avisa sua mãe.

As duas aguardam na porta da residência, quando um forte raio cai pelas redondezas, o som do trovão foi tão forte que fez com que o cavalo se assustasse. Ceron perdeu controle das rédias, em pânico o animal tenta fugir, mas continuava preso à carroça.

Katrin e sua mãe tentaram correr para ajudar, mas a carroça vira, uma pequena faísca é produzida, acidentalmente a pólvora se espalha, causando assim uma enorme explosão.

Ceron gritava muito, seus pedidos de ajuda podiam ser ouvidos à distância. Mãe e filha nada puderam fazer a não ser assistir a morte dele.

Alguns objetos que estavam na carroça foram arremessados com a explosão, dentre eles estava a boneca que Katrin tanto desejava. Intacta, a menina encontra e abraçada ao seu novo brinquedo fica paralisada e parecia não acreditar que havia perdido seu tão amado pai.


As chamas arderam por mais de uma hora e se alastraram pelo capim seco, muitas pessoas tentaram ajudar. Nada se salvou a não ser a casa onde elas moravam.

Depois de algum tempo, Enila recebeu uma proposta de venda daquele local onde queriam construir um grande hospital. Sem pensar muito aceitou.

Compraram uma casa no centro de Santem e com o restante do dinheiro poderiam viver sossegadas, já que aquele local era muito valioso.

Após a morte de seu pai Katrin passou a ser uma menina triste e ainda mais solitária, pois pouco falava e nunca mais se separou do ultimo presente que recebeu dele.

Apenas um cachorro foi levado para a casa nova. A mudança foi difícil para as duas, Katrin sofreu aos prantos entrou em sua nova moradia.

Desde então seus trajes passaram a ser pretos, se fechou para o mundo. Renegou toda a ajuda que lhe foi oferecida.

Enila preocupava-se e seu único consolo era pensar que tudo aquilo não passava de uma difícil fase.

Um ano depois...
Katrin, nunca saia de casa, isto fez com que sua pele ficasse extremamente clara e pálida.

Todas as noites, Enila escutava Katrin conversar com alguém e ao espiar constatava que ela tinha a boneca como melhor amiga.

Numa noite, algo de estranho aconteceu, Katrin chorava muito e chamava por seu pai. Pensando em se tratar apenas de mais um sonho, Enila corre para ver o que estava acontecendo. Assustou-se ao encontrar a boneca suja de sangue, Katrin continuava a gritar, sua mãe a acalma e depois a questiona sobre a boneca, sem obter nenhuma resposta recolhe o brinquedo de sua filha e vai para fora tentar limpar.

Quando abriu a porta dos fundos, encontrou o cachorro morto, seu peito perfurado e com um vazio no local do coração.

Enila ficou apavorada com a cena, num primeiro momento pensou ter sido obra de algum assaltante ou pessoa mal intencionada.

Katrin acalma-se e vai dormir.

Devido ao susto, Enila nem se importa com a boneca suja, limpa e devolve para sua filha.

A notícia se espalhou e todos pensavam ser algum maníaco rondando a vizinhança.

Desde este dia a vida das duas tornou-se atormentadora, noite após noite, acontecimentos estranhos começaram a ocorrer na humilde casa.

Armários abriam misteriosamente, objetos desapareciam e sons estranhos deixavam o ambiente aterrorizante.

Enila não sabia mais o que fazer, sua única saída foi pedir para que sua irmã e sobrinha viessem ficar por um tempo na casa delas, pois com mais pessoas elas ficariam seguras.

Por dois meses a situação ficou calma.

O ano já era início do ano de 1947, o novo hospital da cidade iria inaugurar, muita expectativa rondava aquele povo, pois grande tecnologia foi utilizada naquele local.

Katrin continuava sendo a mesma menina calada e séria de sempre, nunca havia falado mais do que duas palavras com sua prima Malina, que tinha a mesma idade.


Malina sempre quis brincar com a boneca de Katrin, mas sempre foi rejeitada por ela.

Num domingo, todas vão dormir logo cedo. No meio da noite Enila sente um cheiro de fumaça, se levanta e depara-se com sua cozinha em chamas. Todos os vizinhos acordam e correm para ajudá-la.

Próximo a porta de saída encontram a boneca de Katrin, levemente queimada, mas sem grandes estragos. Enila estranha e decide jogar o brinquedo fora.

Após passar o susto, todos voltam a dormir.

No dia seguinte, Enila encontra Katrin dormindo com a boneca que ela tinha jogado fora.

Enila cala-se e começa a desconfiar de sua filha, pois ela era perturbada e misteriosa.

Em um dia que Katrin estava em outro cômodo da casa, Malina pega a boneca de sua prima e começa a brincar. Katrin retorna e encontra sua prima com a boneca. Revoltada, pela primeira diz uma única frase. "- Você irá se arrepender por isso!"

Malina solta o brinquedo e vai de encontro à sua mãe.

Naquela noite daquele mesmo dia, novos acontecimentos estranhos tiveram início desta vez quem gritava muito era Malina que dormia no mesmo quarto que Katrin.

Enila e sua irmã correm para ver o que estava acontecendo. O choque foi grande ao ver Malina morta e também com um buraco em seu peito. O olhar de Katrin era intenso, ficou parada em pé com a boneca em sua mão direita olhando para o corpo da menina. Suas mãos estavam sujas de sangue assim como a boneca.

Enila não conseguia acreditar que sua filha havia matado sua própria prima. Espanca a menina, que não teve nenhuma reação.

Katrin permaneceu dois meses acorrentada na cama, até que o novo hospital fosse aberto ao público.

A mãe de Malina foi embora e nunca mais deu qualquer notícia.

Enila chorava muito, mas internar Katrin era a única solução. A boneca foi mais uma vez retirada das mãos da menina.

Já internada no hospital, Katrin recusava-se a usar as roupas dos internos e continuava com seus trajes pretos.

Mais um mês se passou. Katrin estava piorando a cada dia, queria de qualquer forma sua boneca de volta. Os médicos acharam melhor que ela tivesse seu desejo realizado.

Enila assim o fez, no dia da visita quis entregar pessoalmente e ficar a sós com ela.

Depois de uma hora, os médicos acharam estranho o silêncio e a demora, abriram a porta da sala: Katrin havia matado sua própria mãe e com as próprias unhas arrancou seu coração e comia como se fosse um saboroso doce.

Os médicos ficaram abismados com o que viram. Katrin foi novamente amarrada e sedada.

A notícia se espalhou, todos na cidade temiam a menina e principalmente sua boneca, pois muitos acreditavam ser um objeto amaldiçoado.

Mais dois meses se passou, a aparência de Katrin era horrível, com muitas olheiras, cabelos negros e compridos.

Os médicos e enfermeiras a temiam, eram poucos os que chegavam perto dela.

Toda a equipe achou por bem retirar novamente a boneca de suas mãos. Neste dia a situação se complicou. Katrin dava gritos, e negava-se a entregar seu brinquedo.

Mesmo lutando, a boneca foi levada para o incinerador. No exato momento em que foi jogada no fogo o prédio do hospital também começa a arder em chamas.

Em segundos o fogo se alastrou, a ala das crianças foi atingida, ninguém conseguiu fazer nada. Centenas de pessoas morreram naquele dia.

Katrin também foi carbonizada, poucos se salvaram.

Mesmo com a grande tragédia, muitos se alegraram ao saber que Katrin havia morrido, pois assim davam por encerrada as ações macabras daquela menina.
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Um amigo de Kur, estranha a demora de seu amigo, ao procurar por todos os andares do hospital, encontra sua câmera caída e logo em seguida seu corpo, com uma grande perfuração no peito.
As fotos de Kur são reveladas, mas o temor foi enorme ao constatarem a presença de uma menina vestida de preto na foto. Muitos estudiosos se interessaram pelo assunto e acabaram loucos e internados em clínicas e hospitais onde juram ver a mesma menina da foto.

Os moradores de Santem, afirmam que o espírito de Katrin ainda vive. A ala onde ela foi internada acabou sendo desativada.


A lenda de Katrin espalhou-se pelo mundo, sua foto foi julgada como montagem e a verdadeira história desapareceu com o passar dos anos.

O único mistério não revelado e nunca descoberto, foi o poder que sua boneca exercia, mas ela nunca passou de um simples brinquedo. Katrin era má e a morte de seu pai fez com que nela brotasse poderes psíquicos que eram capazes de alterar o curso natural da vida.

Seu espírito permanece imortalizado em sua única foto, Katrin ainda vive na mente das pessoas que a observam por muito tempo.

Vivendo depois de morto

Ele se chamava Selvin, veio dos EUA para o Brasil há alguns anos atrás, estudar alguns possíveis casos de paranormalismo que estavam acontecendo no interior de Santa Catarina.
Mudou-se para um hotel, onde ficou hospedado por uns dois meses fazendo uma pesquisa.
Corriam boatos pela cidade que havia sido descoberto uma casa no meio de uma mata onde tinha ocorrido um assassinato em série no ano de 1925.
Curioso demais decidiu que no dia seguinte bem cedo iria até a cabana misteriosa.

Cinco da manhã.
O sino da pequena igreja toca, acorda e se veste com roupas resistentes. Sai rapidamente, antes que outras pessoas percebam. Ainda estava meio escuro, mas até chegar à mata o sol já teria nascido.

Um conhecido havia explicado como chegar na casa. Naquele momento se interessava mais em tirar fotos para divulgá-las posteriormente.
Entrou na mata e foi caminhando em direção ao sol. Ruídos estranhos pareciam o acompanhar, nem ligou pois poderiam ser pássaros ou lagartos.
Depois de uma hora de caminha encontrou a pequena cabana, meio que com medo decidiu entrar e fotografar o mais rápido possível..

Dentro da casa repara que tudo está muito velho e sujo, na sala encontra uma foto de um homem com um olhar vibrande que parecia lhe observar.

Começou a tirar as fotos, primeiro do lado de fora depois tirou do quadro e dos outros cômodos da casa, até aí tudo normal.

A máquina de Selvin era digital, então antes de ir resolveu dar uma conferida nas fotos.

Começou a olhar e tudo estava correto, mas percebeu algo estranho: o quadro não havia saído na foto, tudo estava lá: a parede a moldura a sujeira menos a foto do homem.
Olha para a parede e a foto estava lá, pensou que poderia ter ocorrido um erro e novamente fotografou. Para seu espanto o homem não aparecia na imagem.
Assustado decidiu ir para o hotel. Estava quase saindo quando escutou uma voz bem baixinha cantando, olhou para o quadro e o misterioso homem parecia sorrir ele. Ficou gelado na mesma hora e suas pernas amoleceram.

Mesmo assim resolveu chegar bem perto para passar a mão no quadro, e quando tocou sentiu uma mão em seu ombro, rapidamente se virou e encontrou o homem do quadro com uma enxada em suas mãos, começou a gritar por socorro mas o homem empurrou Selvin para um canto da casa, levantou sua arma e começou a cantar a mesma música que Selvin ouviu quando estava para sair da casa.

O homem olhou profundamente em seus olhos e disse dando risadas: "Agora é a sua vez!!!!"
Depois disso Selvin não viu mais nada.

A única coisa que ele vê hoje é a visão da porta da casa e a lembrança do homem todo ensangüentado sumindo no meio da mata com uma enchada apoiada nos ombros.

Selvin ficou preso no mesmo quadro onde o homem estava, e o único meio de poder sair de lá vai ser quando outra pessoa tocar a foto, assim ele poderá matá-la e aprisioná-la naquele maldito quadro.
Desta forma Selvin terá pelo menos a chance de vagar pela Terra como aquele que viveu após a Morte. 

Doces Sonhos

Nove e quinze de uma manhã ensolarada de terça feira, Jaqueline aguarda sentada em uma das poltronas da recepção do consultório médico do Dr. Tavares.
Suas noites estavam difíceis, pois a insônia predominava há semanas, seu belo rosto jovem de apenas vinte e cinco anos parecia cansado e doente. Provavelmente pela falta de descanso, ela vinha tendo algumas alucinações com vultos e imagens estranhas.
Aguardou por dez minutos, até que a paciente anterior abre a porta e sai da sala do médico.
Já muito inquieta e com sinais de irritação ela é chamada para a consulta.
Era a primeira vez que ela se tratava com o Dr. Tavares, aparentemente era um homem calmo e parecia gostar de sua profissão, o que causava estranheza era uma cruz invertida pendurada atrás da porta. Era muito pequena, mas como boa observadora, notara o objeto.
Disse para Jaqueline, que estes eram sintomas de um princípio de depressão, espantada ela pede um remédio, o médico diz para ela se dirigir para uma outra sala onde a enfermeira iria aplicar uma injeção que faria com que ela dormisse por um bom tempo até que retomasse suas forças.
Após ser medicada ela volta para o consultório, agradece o médico, e sente um certo incômodo, principalmente um pouco de dor em seu peito esquerdo onde possuía uma marca de nascença.

A injeção começa a fazer efeito por volta das duas horas da tarde, Jaqueline sente muito sono e segue para seu quarto onde poderia finalmente repousar.

Seu sono era profundo, mas alguns de seus sentidos permaneciam inalterados. Com o passar das horas, pesadelos começavam a se formar junto com alucinações demoníacas que faziam com que Jaqueline se mexesse muito na cama.

Na manhã seguinte Jaqueline acorda com uma forte dor de cabeça e sua marca de nascença doía. Nem se preocupou muito, pois pensava ser efeito do remédio.
Apesar de ter dormido por muito tempo ainda sentia-se cansada e com medo de algo que ela nem sabia ao certo do que se tratava.

Quase à noite, por volta das seis e meia da tarde, Jaqueline novamente sente sono e feliz por pensar estar curada segue para um bom banho, morava sozinha em uma bela casa muito próxima ao centro da cidade, o telefone toca, sai com uma toalha branca enrolada em seu corpo. Ao atender, nota que a voz era familiar, mas repentinamente o telefone ficou mudo.

Jaqueline acorda deitada na cama e enrolada em uma toalha amarela.

Sua memória estava falhando, chovia muito, ela estranha, pois antes de atender ao telefone estava uma bela tarde quente. Nem nota o fato da cor da toalha ser diferente.

Anda até a sala onde ao olhar para o relógio toma um susto ao ver que marcava cinco e trinta e quatro da tarde, muito confusa liga a televisão e assusta-se com o fato de já ter se passado um dia.
Preocupada e pensando ter desmaiado, marca uma nova consulta com o médico.

Nesta noite, a insônia voltara e Jaqueline nota que sua marca aumentara de tamanho.
Rápidas alucinações de pessoas pedindo ajuda vêem à sua cabeça.

Na manhã seguinte, já no consultório explica para o Dr. Tavares o que aconteceu com ela nos últimos dois dias. Ele diz que era perfeitamente normal, já que ela tomou um medicamento muito forte. Sobre os pesadelos e alucinações, dizia ele que eram apenas mais algumas reações.
Jaqueline com receio não comentou sobre as dores e o aumento de sua cicatriz.
Novamente a cruz invertida a incomoda muito.

Quando assinava sua ficha na recepção, sentiu-se mal e a lembrança de seu falecido pai vem a cabeça. A recepcionista preocupa-se, mas Jaqueline nega qualquer ajuda.

Jaqueline, sem dar muita importância para isso, entra em seu carro e vai até um supermercado fazer algumas compras.

Anda calmamente, realizando suas compras, por ser muito cedo o movimento era pequeno e ela tinha a impressão de ver vultos correndo entre as prateleiras. Sentia que alguém a vigiava e perseguia.

Compra tudo o que precisa e novamente volta para sua casa.

O sono retorna e Jaqueline deita-se para tentar dormir mais um pouco.

Morava sozinha, pois seus pais e dois irmãos haviam morrido em um acidente de carro quando voltavam da praia, felizmente Jaqueline trabalhava naquele dia e não pode acompanhá-los.
Dois anos já passaram, mas a lembrança deles ainda era viva em sua memória, Jaqueline acreditava em espíritos e em muitas noites sonhava que eles ainda estavam ao seu lado.

Nessa noite em especial, Jaqueline sonhara que estava nua em uma rua muito escura e sua mãe aparecia apontando para o ferimento em seu seio e logo após ela desaparecia e uma imagem que se assemelhava a de um demônio aparecia em seu lugar.

A família de Jaqueline era atéia e em algumas ocasiões seu pai procurou nas forças malignas a solução de seus problemas.

Jaqueline continuava a ter pesadelos, e sempre vinham acompanhados de imagens de demônios, em certo momento em seu sonho sentiu um forte sangramento proveniente de sua ferida no peito.

Assustada corria em direção a uma fogueira que não a queimava. Ao entrar em meio às chamas sente a presença do Dr. Tavares, no exato momento em que iria olhar de perto para confirmar sua suspeita, ela acorda.

O medo era real, ao abrir seus olhos depara-se com o médico na sua frente, suas mãos estavam amarradas na cama. Dr. Tavares realizava um ritual de magia negra.
Jaqueline gritava muito, mas infelizmente nenhum de seus vizinhos conseguiu escutar seus pedidos de ajuda.
Jaqueline chorava demasiadamente, pensava que seria estuprada ou roubada, mas o médico tinha outros planos para ela.

O dia amanhece, e Jaqueline continuava amarrada, Tavares dormiu no mesmo quarto e com muito cinismo explicou que conseguiu roubar de sua bolsa uma cópia da chave de sua casa.

Tavares rasga a roupa de Jaqueline, e dá início ao ritual do sacrifício, que duraria muitas horas ou até mesmo dias.

Um pentagrama é desenhado com um canivete em sua barriga, os gritos de dor e desespero foram abafados com uma amordaça.

O sangue escorria lentamente até o lençol, sua pele estava rasgada e queimava muito, pois pingos de vela foram jogados em cima dos cortes.

A cicatriz de Jaqueline parecia ganhar mais forma e tamanho, transformando-se em uma cruz invertida, símbolo do satanismo.

Tavares realizava algumas orações em uma linguagem estranha, Jaqueline sente algo estranho, sua visão lentamente escurece e uma forma demoníaca surge em meio à escuridão. Essa força das trevas parecia conduzir seu espírito a um lugar repleto de fogo.
Repentinamente Jaqueline volta a si, novamente sentido dores insuportáveis vindas da mutilação de um de seus dedos do pé.

Desejava a morte acima de qualquer coisa, pois aquilo era uma situação inimaginável.

Dois dias se passaram.

Jaqueline foi levada para um matagal, agonizando e sem forças ainda resistia às mutilações, quase todo seu corpo já possuía cortes e queimaduras, por pouco não sofreu uma grave hemorragia.

Muito fraca e sem voz por tentar gritar ainda insiste em perguntar o motivo daquilo. Tavares olha para Jaqueline e leva até seus lábios o sangue que escorria de seu abdômen. Sabendo que ela estava em seus últimos dias decide revelar a verdade:

Tavares e Mário, pai de Jaqueline, estudaram juntos na faculdade e descobriram o poder da magia negra. Renunciando a Deus, partiram para o lado do Demônio e conseguiram inúmeras conquistas.

O pai de Jaqueline prometeu sua filha mais velha às trevas se ele conseguisse um status social e reconhecimento da classe médica.
Numa semana após seu nascimento a menina foi marcada com a cruz invertida, em algum dia seria serva ao diabo que viria buscá-la.
Tavares também pediu dinheiro e sucesso e em troca, prometeu acabar com a família de Jaqueline, onde suas almas seriam transportadas para o inferno.
No dia antes do acidente, Tavares mexeu no motor do carro da família, provocando o acidente e morte de todos.
Jaqueline sobreviveu por vontade de Satã, pois para ela existiriam outros planos.


Jaqueline estava em seus últimos momentos, Tavares retirou a amordaça e em seu último suspiro olhou para o médico e mandou-o ir para o inferno.

Tavares riu e cravou uma faca no coração da moça, que nem teve como reagir. Morreu instantaneamente.

O médico teve uma surpresa quando reparou que os ferimentos do corpo de Jaqueline começaram a se regenerar. Lentamente ela retorna à vida, só que desta vez possuída por algo muito poderoso.
Com uma força descomunal arrebenta as cordas que a prendiam e agarra Tavares pelo pescoço. Uma voz grossa e medonha diz que chegou a hora dele pagar a dívida e seu lugar já estava reservado.
Tenta lutar, mas inutilmente consegue alguma coisa. Ele é enforcado.

Jaqueline foi enviada das trevas, para cobrar as dívidas de seu supremo, atrás de uma pessoa simples e aparentemente calma existia a mais confiável filha do demônio.


Vudu


Desde os tempos antigos a magia negra é utilizada por pessoas que desejam realizar o mal para seus inimigos. Bonecos, objetos pessoais, partes do cabelo são recolhidos para o ritual.
Na escola de Mirela, de apenas 16 anos, a professora de história pediu para que seus alunos fizessem um trabalho sobre antigos rituais. Vários temas foram passados e o preferido dela foi o Vudu. Já ouviu falar disto, mas nunca se interessou em pesquisar mais afundo. Junto com mais três amigos: Peter, Juliana e Andréia foram para a biblioteca juntar material para o trabalho.
A pesquisa foi frustrante já que nada de muito interessante foi encontrado, com isso decidiram ir para a casa de Juliana para procurar algo mais interessante na internet.
Foi tudo muito rápido, logo nas primeiras páginas de busca encontraram um site que parecia especificar bem o que eles queriam. Reuniram um bom número de informações, mas ainda queriam algumas imagens especiais.
Com um pouco mais de esforço acharam um site diferente e que chegava a dar medo em algumas pessoas.
Para entrar era necessário a inclusão de um cadastro no qual vários dados pessoais eram pedidos.
Peter quis demonstrar coragem e fez seu cadastro, em poucos instantes recebeu a confirmação no seu e-mail com seguinte mensagem:
"Bem vindo ao Vudu, novos caminhos serão descobertos a partir deste site. Você vai se impressionar com o que verá em nossas páginas.
Sua senha é o nome daquele que você ama ao contrário"
A interpretação desta mensagem poderia ser feito de diversas maneiras, Peter ficou pensativo e logo colocou o nome de uma menina de sua sala, escrito ao contrário. No site a senha foi inválida e de pois de dezenas de tentativas ele chegou em seu próprio nome que escrito ao contrário seria RETEP, tudo aquilo parecia uma brincadeira interessante e diferente.
Analisando o conteúdo do site acharam todas as dicas interessantes, e isto acabou despertando a imaginação deles.
O vudu poderia ser interessante para conseguir as coisas de maneira fácil e rápida. Mirela foi a primeira a se empolgar e logo estava querendo ¿brincar¿ com uma colega de sala de quem ela não gostava.
Peter, Andréia e Juliana não gostaram muito da idéia, mas por curiosidade aceitaram fazer o desafio.
No dia seguinte conseguiram pegar alguns objetos pessoais da menina e correram para a casa ligar o computador e novamente com o login e senha de Peter, conseguiram entrar no site, ali teriam instruções de como realizar o ritual.
Era algo novo e divertido. Seguiram passo a passo: Fizeram um boneco com argila e nele amarraram os objetos da menina. Depois de uma estranha oração, fizeram com o boneco o que eles desejariam que acontecesse com a menina.
No começo fizeram coisas simples, era bem divertido, no final de tudo Mirela brincou, duvidando do poder da magia, disse que iria arrancar a cabeça da boneca para ver se tudo aquilo era mesmo verdade.
Depois de tudo Peter voltou a checar seu e-mail e viu uma nova mensagem que estava escrito: "Vocês estão dentro do jogo, preparem-se para as novas etapas".
Aquilo parecia um spam, como de costume não deram importância.
No dia seguinte, na escola, não se falava em outro assunto a não ser a morte de Amanda, a menina que aquele grupo de amigos não gostava.
Ao saberem da notícia, Peter, Mirela, Andréia e Juliana ficaram impressionados e ao mesmo tempo preocupados, pois pensavam que seria culpa deles. A situação ficou ainda pior quando tomaram conhecimento do motivo de sua morte. Havia sido atropelada na tarde anterior e que seu corpo estava dilacerado, principalmente a cabeça que despregou do restante do corpo.
Os quatro amigos estavam apavorados, sentiam-se culpados pelo ocorrido.
Na escola, todos ficaram aterrorizados com os acontecimentos. Por estar difícil conseguir concentração, o diretor decretou luto e dispensou seu alunos.
Peter sugeriu que eles se reunissem de novo.
Novamente no site, Peter digitou sua senha, que por diversas vezes acusou como inválida. Checando seu e-mail leu novamente a mensagem sobre a senha, mas desta vez, foi interpretada de modo diferente. Pois ¿Amar ao contrário¿ significa odiar, e ao que tudo indicava a senha para a entrada no site teria mudado, e o nome seria então Amanda.
Todos estranharam este fato, e gelaram ao visualizar a página novamente.
As fotos do acidente de Amanda estavam on-line, as cenas foram tão fortes que logo Mirela e Juliana começaram a passar mal.
No rodapé da página, mais uma mensagem estava sendo exibida: ¿O Vudu agradece a atenção e o sucesso do ritual de vocês. Uma nova tarefa será passada em breve¿.
Peter tentava cancelar seu cadastro, mas a página dava erros constantemente. Todos ficaram intrigados e cada um decidiu ir para sua casa, marcaram um novo encontro na noite do dia seguinte.
Desta vez a situação ficou mais graves, pois as instruções do site diziam que cada um deveria fazer um boneco de si próprio. O medo foi maior que a coragem de deixar a brincadeira.
Os garotos estavam preparados para o ritual de vudu, reunidos em circulo e sentados no chão. O celular de Peter toca, ao atender uma voz estranha diz que a brincadeira iria começar e que receberia em seu e-mail várias instruções para concluir o processo.
Peter recebeu o primeiro e-mail, nele dizia que Juliana deveria apertar a perna de seu boneco. A menina obedeceu, e ao fazer isto sentiu uma enorme dor em sua perna.
Logo após isto, um novo e-mail chegou e desta vez pedia para que eles trocassem de boneco.
Novos e-mails foram chegando e a brincadeira continuava igual até o momento em que novas instruções diziam que Mirela deveria furar um dos braços do boneco que correspondia à Peter.
Mirela realizou o pedido, com uma agulha fez um orifício no braço direito do boneco. Instantaneamente Peter começou a sentir forte dores. Um machucado começou a se formar sobre a sua pele.
O garoto entrou em pânico ao ver o que acontecia com ele, Mirela chorava muito mas algo fazia com ela não parasse Peter começava a sangrar muito, os amigos ficaram desesperados, e misteriosamente ninguém conseguia se mexer. Os braços e pernas estavam imóveis.
A situação ficou desesperadora, o Vudu era pior do que eles poderiam imaginar. O que era para ser um simples trabalho de escola, tornou-se uma experiência mortal.
Pouco a pouco eles foram se mutilando. Nada e ninguém fazia com eles parassem.
O site de onde eles foram induzidos ao ritual, não podia ser acessado novamente. Sempre aparecia como inexistente.
Na roda, muito sangue permanecia no chão, um cenário pavoroso estava criado naquele ambiente.
Mirela, teve parte de seu rosto desfigurado, Peter perdeu seu braço, Juliana não poderia andar mais e Andréia ficou cega e sem movimentos na mão esquerda.
Um ano se passou os quatro amigos nunca mais se falaram. Cada um seguiu seu caminho.
Apenas um fato se tornou intrigante, a professora deles estimulava seus alunos aos trabalhos sobre vudu.
Tempos depois aquele mesmo site retornou, e várias pessoas diziam que ele pertencia à uma mulher muito inteligente que se dedicava a ensinar crianças.

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