pesquisa magos da luz

Pesquisa personalizada
-------------------

13 de mar de 2013

animais capazes de prever a morte

envie seu relato sobrenatural ou pergunta piresvale@gmail.com os relatos serão divulgado aqui -->
São animais capazes de prever a morte? Existem espécies que trazem má sorte? Muitas lendas urbanas envolvendo eventos trágicos, relatam animais como presságios de morte.
Corujas
Se uma coruja está pairando em torno de janelas ou pousou no telhado de uma casa, seus gritos anunciam em breve a morte de uma pessoa.
Coerente com isso, uma antiga lenda mexicana diz que "quando a coruja canta, o índio morre". Então, talvez relacionado a isso, é o fato de que, quando padres espanhóis chegaram na América Latina, difundiram a crença de que as corujas eram criaturas do mal, animais usados por demônios e bruxas e nos conciliábulos utilizados na noite escura. Esta lenda foi profundamente enraizada no imaginário popular, de geração em geração até aos nossos dias, após o que é relativamente comum para as pessoas, quando você vê uma coruja perto de sua casa insulte-a, ou grite para assustá-la.
Borboletas Pretas
Em muitas culturas politeístas (vários deuses) dos tempos antigos, acreditava-se que as borboletas pretas por causa de sua cor e condição dos animais que se alimentam à noite, estavam associadas com bruxas ou deuses do mal e foram usados ​​por eles para feitiços ou vingança.
Devido em grande parte à crença anterior, não muito tempo atrás, havia pessoas que, quando viram uma dessas criaturas chegar a sua casa, interpretavam a visita  como um anúncio de morte iminente entre os membros da família.
Galinhas e galos
Em certos setores da tradição popular espanhola, acredita-se que o galo é sinistro. Assim, os estudos de José Miguel de Barandiarán sobre a cultura basca, ele escreve as seguintes superstições que existem nos seguintes locais:
Em Ziga, "o galo cantando no estranho é mau agouro e para destruir a sua eficácia jogue um punhado de sal para a lareira. Nenhuma indicação é só a morte, mas prenuncio qualquer outra calamidade. "
Em Dohozti " O canto do galo anuncia que algo desagradável está para acontecer no bairro, geralmente disse que um vizinho vai morrer."
Além disso, acredita-se também que alguém vai morrer quando você escuta uma galinha imitando o som de um galo. 
Morcegos
Se um morcego bate à noite, com suas asas nas janelas da sala em que um paciente se encontra, ela irá morrer naquela noite.
Também ira morrer um paciente no mesmo dia, se você ver uma coruja branca.
Cães
Se ouvir um cão uivando durante a noite, ou latindo para o nada, é porque ele tem visto um fantasma.
Além disso, uma crença popular diz que se um gravemente doente dá a sua comida para um cachorro e ele aceita isso, então ira viver, enquanto que, se ele a rejeita, ele vai morrer.
Gatos
Os gatos têm sido associados à morte por séculos. Entre os antigos egípcios o gato era sagrado, a ponto de muitas vezes ser mumificados gatos com camundongos, quando um gato morria entrava-se em luto, raspando as sobrancelhas. 
Mais tarde, na Idade Média milhares de gatos foram queimados, porque eles acreditavam que eram animais de estimação de bruxas, o que certamente poderia ser possível, mas que não fez o gato um "animal do mal".
Agora, além da crença, o gato realmente parece ter algum sentido. Portanto, acredita-se que quando um gato esta olhando fixo para um ponto, onde não há nada, é porque ele está vendo um fantasma ou talvez um demônio (se a sua reação é muito forte). Mas a coisa mais perturbadora é a capacidade de prever a morte, e um exemplo disso é o gato Oscar , que era geralmente tímido, mas quando um paciente vai morrer, Oscar permanece junto ao paciente em enfermo.

Mitos argentino
Na Patagônia todos temem o canto do bacurau (um pequeno pássaro cinza) que abundam no sopé da Cordilheira dos Andes. Porque algumas lendas dizem que seu grito anuncia doença ou morte de qualquer morador.
Por todas as contas, a melodia do pássaro Chingolo Sad (ave comum pequeno, cinza e branco) é a voz de uma pessoa que perdeu uma aposta feita com o diabo, e como castigo permanece vagando para sempre, lamentando a dor do fracasso.
Cavalos
Quando um cavalo coloca seus olhos negros sobre uma pessoa em um cortejo fúnebre, ele está anunciando a iminente morte dessa pessoa.
Falcão
Havia uma superstição entre os antigos babilônios: quando um médico estava indo para uma casa para ver um paciente, se ele viu um falcão no céu do lado esquerdo, isso significava que o paciente que ele estava visitando iria morrer. O mesmo era verdade se passado um vaga-lume brilhando acima do paciente, da direita para a esquerda.
Cobras
Diz a lenda que se uma cobra aparece em um túmulo, é um sinal de que o falecido tenha vendido sua alma ao Diabo.

Nem a morte pode separar um amor (relato)

envie seu relato sobrenatural ou pergunta piresvale@gmail.com os relatos serão divulgado aqui -->
Por: Michelle

Esse relato que vou contar a vocês é de uma amiga que perdeu seu noivo a 4 anos atrás, em um acidente de carro.

Ela não acreditava muito em Deus, e muito menos em ''fantasmas''. Quando ele veio a falecer ela não dormia, não comia... não fazia nada! Entrou em uma tristeza profundo, uma depressão que acabou com ela, e os remédios pareciam que não faziam efeitos. Eu a chamava pra ir à igreja, mas ela recusava...
Foram tempos de sofrimento, até um dia ele aparecer pra ela.

Ela conta que estava no quarto lendo suas cartas, vendo fotografias, olhando suas coisas, relembrando dos bons momentos e as lágrimas começaram a cair, pois a dor havia passado, mas a saudade bateu forte. Quando de repente ela ouviu sua voz! Pensou que era coisa de sua cabeça e foi tomar banho, mas mesmo assim ouvia a voz dele a chamando...

Vestiu-se rapidamente e olhou pela janela... Ela morava em um sobrado e o quarto dela era em cima desse sobrado. Quando olhou, viu o seu noivo! Não acreditou e foi correndo chamar sua mãe, mas ela não estava lá, tinha ido ao mercado. Então voltou a olhar para fora e lá estava ele, parado, sorrindo, olhando pra ela!!!
Ela diz que sentiu uma paz muito grande, e não sentiu nenhum tipo de medo. Seu coração batia muito forte, e então ele falou:

- Deixa-me entrar?

Ela correu pra sala, que ficava em baixo, e ele entrou pela porta... estava com roupa social inteira branca, e sua pele brilhava muito, ele estava muito cheiroso, com um cheiro que ela nunca sentiu antes, ele trazia uma paz enorme... Ela o abraçou e beijou seu rosto, sentou no sofá e conversaram muitas coisas...

- Sim, se for você mesmo, pode entrar!

E fez várias perguntas à ele, como: onde nos conhecemos, qual é nossa música preferida... coisas que só eles sabiam. E ele respondeu todas.

Ela perguntou por que ele não tinha ido visitar ela antes, e ele revelou que ela não estava pronta, e que tinha que esperar esse momento.

Depois de um tempo juntos, ele disse que teria que partir. Ela começou a chorar e disse que não! Pediu pra ele ficar...

Ele respondeu:

- Chegou minha hora. Tenho que partir. É um longo caminho! Mas estarei sempre olhando pra você e cuidando de você. Não chore, não sofra mais, porque isso me atrapalha na caminhada. Eu quero ver você feliz e sorrindo! Um dia a gente vai se encontrar, enquanto isso, você faz boas coisas na Terra e acredite em Deus. Paz e luz na sua caminhada. Até lá! - e a beijou.

Ela o acompanhou até a porta... ''Ele deu um sorriso muito lindo, um sorriso de 'felicidades', e deu mais um beijo em minha mão, e disse: 'até logo'." - contou ela.

Contou-me com lágrimas nos olhos e um belo sorriso. Eu chorei junto com ela, mas choro de felicidade.
Ela diz que ainda sente seu cheiro, e quando ela me contou, eu também pude sentir! E senti uma grande paz. Sei que ele está junto a Deus, olhando por ela.

Agradeço a todos que leram, e em breve vou contar mais histórias minhas, da minha família e de alguns amigos.

Até breve!

Graça e paz.

Resultado da Brincadeira do Tabuleiro Ouija

envie seu relato sobrenatural ou pergunta piresvale@gmail.com os relatos serão divulgado aqui -->

Resultado da Brincadeira do Tabuleiro Ouija

A jovem peruana Blanca Yovana começou a demonstrar um comportamento estranho após brincar com seus amigos com o tabuleiro Ouija. O incidente ocorreu no distrito de Jaen, Peru.


11 de mar de 2013

Chuva de Carne na Sexta-feira da Paixão (relato)

envie seu relato sobrenatural ou pergunta piresvale@gmail.com os relatos serão divulgado aqui -->

Chuva de Carne

Virginia, Condado de Hanover, ano de 1850. Na Sexta-feira da Paixão, ocorreu algo inconcebível: choveu carne, literalmente. Charles H. Clarke, proprietário de terras naquela época, e alguns criados do seu amigo, o médico G. W. Basset -- autor da carta, endereçada a um colega, pela qual viria se tornar público este relato --, presenciaram, às 16h, quando uma pequena nuvem fez chover "vários pedaços de carne e de fígado", conforme a carta de Basset.
Todos os pedaços caíram apenas numa área menor que 4 ha, e eram tão bem formados, que não havia como não conseguir identificá-los. Segundo Clarke -- "cavalheiro de inteligência e afirmada credibilidade", de acordo com o médico -- , a nuvem deslocava-se do nordeste para o sudoeste. E os pedaços colhidos nos pontos mais distantes, acompanhando uma linha nordeste / sudoeste, estavam separados 25 passos de outro.
Depois de alguns dias, Basset foi à fazenda Farmington, onde ocorreu o fenômeno, para averiguar aquilo que o amigo lhe contara. Chegando lá, colheu por volta de 180g dos pedaços, sendo que somente um deles pesava por volta de 30 gramas. Acompanhado de uma outra testemunha, um tal de "sr. Brown" (a carta não precisa quem era essa pessoa), Basset, contando com a ajuda dos seus criados, recolheu de 15 a 20 peças, para uma análise posterior.
Não é sabido o que ocorreu com as amostras, pois na carta, Basset diz que enviaria uma parte a um colega seu, a quem chama de dr. Gibson (a carta não também não informa quem era essa pessoa), e que deixara uma parte da carne e do fígado conservados em álcool "para futura inspeção dos curiosos".
Há vários casos semelhantes a este no mundo todo -- inclusive um no Brasil, em 30 de agosto de 1968 na cidade de São Paulo -- ocorridos no século XIX (excetuando-se, claro, o brasileiro). Eles foram publicados em dezenas de jornais e revistas científicas daquela época, e em muitos casos, como este, as testemunhas eram pessoas dotadas de boa cultura.

A vingança de Nossa Senhora (relato)

envie seu relato sobrenatural ou pergunta piresvale@gmail.com os relatos serão divulgado aqui -->

A vingança de Nossa Senhora

Em um sítio no interior do estado de São Paulo, exatamente no município de Olímpia, aconteceu algo que poucos puderam explicar.... Era na parte da tarde, aproximadamente três horas, quando um mascate( Vendedor ambulante ) passou pela cede da fazenda, e pediu ao dono se podia oferecer seus produtos na colônia; o dono da fazenda permitiu que o mascate entrasse na colônia. O mascate consegui vender em uma das casas a imagem de Nossa Senhora; o filho do proprietário da casa foi avisar seu pai que estava na roça, que sua mãe havia comprado uma imagem. Quando o pai do garoto, ficou sabendo do acontecido, começo a xingar a santa, porque sua mulher havia gastado dinheiro com ela. No final da tarde, o pai do garoto retornou para casa, e começo a discutir com sua mulher, pelo fato dela ter gastado dinheiro com uma imagem de santa. Horas mais tarde, aproximadamente vinte e uma horas, o dono da fazenda foi chamado, pois os moradores da casa onde a santa estava, com exceção do garoto, ficaram totalmente loucos.

Este fato está documentado na antiga Santa Casa de Misericórdia de Ribeirão Preto, ocorrido aproximadamente no ano de 1965. Caso vocês precisem de testemunhas, eu tenho uma testemunha ocular deste fato.

O sítio mencionado acima, pertencia a família Meneghelli.


Qualquer dúvida, por favor, entre em contato.

Momo - O Monstro de Missouri (relato)

envie seu relato sobrenatural ou pergunta piresvale@gmail.com os relatos serão divulgado aqui --> 

Momo - O Monstro de Missouri

A primeira vez que se ouviu falar do Momo data de julho de 1971. Duas mulheres faziam um piquenique num bosque da cidade de Louisiana, quando viram um "meio-macaco, meio-homem", que exalava um cheiro terrível. A criatura saiu de um matagal e aproximou-se delas, emitindo um "leve ruído de gargarejo". As duas mulheres correram dali, se dirigindo ao carro. A criatura comeu os alimentos do piquenique e voltou ao mato. As duas registraram queixa na delegacia daquela cidade, mas só tornaram o fato público em 1972, depois que casos semelhantes foram declarados por outras pessoas.
Naquele ano, 1972, três crianças brincavam quando viram um animal em pé, ao lado de uma árvore. De acordo com as crianças, a criatura possuía de 1,80 a 2,10 metros de altura e possuía uma densa pelagem negra; carregava debaixo do braço um cachorro morto.
Edgar Harrison, pai das três crianças, viu, três dias depois, uma bola de fogo pousar atrás de um colégio, localizado do outro lado de sua rua. Cinco minutos depois, viu outra bola de fogo cruzar o céu, escutando em seguida um grunhido forte, provindo da colina Marzolf -- situada na redondeza da escola --, que parecia descer sobre os observadores, embora nada estivesse visível.
Algumas horas depois, Harrison e alguns amigos decidiram verificar, deslocando-se à escola. Ao passarem por um prédio antigo, sentiram um mau-cheiro, embora nada encontrassem.
Por mais duas semanas, várias pessoas disseram ter visto o Momo. Algumas delas ouviram vozes fantasmagóricas. Uma das vozes dizia "afastem-se da floresta" e outra pedia uma xícara de café.
A criatura recebeu o nome Momo por conta da abreviação americana de Missouri --  Estado onde houve as aparições --: "MO", e as duas letras iniciais de "monster" -- monstro, em português .

A Telepatia Salvou um Trabalhador (relato)

envie seu relato sobrenatural ou pergunta piresvale@gmail.com os relatos serão divulgado aqui -->


A Telepatia Salvou um Trabalhador

A Telepatia Salvou um Trabalhador

O soldador John H. Sullivan passou por uma experiência incomum. Em 14 de junho de 1955, quando soldava um cano de água em West Roxbury, bairro de Boston, a valeta na qual estava afundou de repente. Ele foi soterrado, ficando apenas a mão visível.
Thomas Whittalker, amigo e colega de Sullivan, trabalhava em outro local. Algo lhe perturbara a mente. Ele comentou com outro empregado que alguma coisa estava acontecendo em Roxbury. Whittaker resolveu parar com o trabalho e verificar o que estava acontecendo, para tirar o estranho pressentimento da cabeça.
Whittaker deslocou-se àquela região, fazendo um caminho que normalmente evitaria. Chegando ao local, Whittaker viu que um dos veículos de sua companhia estava no local, vazio e com o gerador funcionando. Aproximando-se cerca de 4 metros da valeta, primeiro percebeu que houvera acontecido ali um desmoronamento, logo depois pode ver uma mão aparecendo no entulho.
Vendo que o homem ainda estava vivo, Whittaker começou a cavar, pedindo depois auxilio aos Bombeiros. Rapidamente eles chegaram ao local para resgatar Sullivan, que estava seriamente ferido. Se o resgate demorasse um pouco mais ele teria morrido.

O soldador John H. Sullivan passou por uma experiência incomum. Em 14 de junho de 1955, quando soldava um cano de água em West Roxbury, bairro de Boston, a valeta na qual estava afundou de repente. Ele foi soterrado, ficando apenas a mão visível.
Thomas Whittalker, amigo e colega de Sullivan, trabalhava em outro local. Algo lhe perturbara a mente. Ele comentou com outro empregado que alguma coisa estava acontecendo em Roxbury. Whittaker resolveu parar com o trabalho e verificar o que estava acontecendo, para tirar o estranho pressentimento da cabeça.
Whittaker deslocou-se àquela região, fazendo um caminho que normalmente evitaria. Chegando ao local, Whittaker viu que um dos veículos de sua companhia estava no local, vazio e com o gerador funcionando. Aproximando-se cerca de 4 metros da valeta, primeiro percebeu que houvera acontecido ali um desmoronamento, logo depois pode ver uma mão aparecendo no entulho.
Vendo que o homem ainda estava vivo, Whittaker começou a cavar, pedindo depois auxilio aos Bombeiros. Rapidamente eles chegaram ao local para resgatar Sullivan, que estava seriamente ferido. Se o resgate demorasse um pouco mais ele teria morrido.

parece que ela nunca existiu.(relato)

envie seu relato sobrenatural ou pergunta piresvale@gmail.com os relatos serão divulgado aqui -->
Quando em minha adolescência, eu era uma garota que não possuía muitos amigos.
Era meu jeito. Eu não gostava muito de sair, e ficava mais em casa lendo, assistindo filmes e estudando.
Muitos achavam estranho minha atitude, mas eu não fazia por mal, eu gostava de ser assim.
Tudo começou quando certo dia na escola no horário do intervalo uma garota se aproximou de mim e começou a puxar conversa.
Ela era muito simpática e se mostrou muito amiga. Ela disse que se chamava Luiza.
Conversando, descobri que tínhamos muitas coisas em comum. Ela dizia que também não gostava muito de sair,e ficava mais em casa fazendo atividades, como ler livros e assistir filmes.
Devido à isso, e também à assuntos em comum, ficamos amigas, e começamos a nos encontrar na escola e conversar quando possível.
Apesar de construirmos uma bela amizade, ela se esquivava em me dizer onde morava. Sempre mudava de assunto.
Dizia apenas que morava perto de uma Igreja em outro bairro.
Talvez pela idade que eu tinha na época, não ligava muito para as coisas, e nem liguei em descobrir os detalhes de onde ela morava.

Uma coisa que eu notava, é que a Luiza só conversava comigo.
Nunca a vi conversando com outras pessoas na escola, mas como eu também era um tanto retraída, não dei muita importância para esse comportamento dela.

O tempo foi passando, e chegaram as férias.
No último dia de aula nós nos despedimos, e nesse momento senti uma tristeza muito grande nela.
Eu disse à ela que eu iria viajar, mas no retorno das férias nós nos veríamos novamente e então teríamos muito o que conversar.
Então ela apenas me olhou com um olhar de despedida e foi embora de cabeça baixa.

Eu fiquei muito triste com aquela cena. Não entendi muito bem o porque que ela se comportou daquela forma.
Fiquei até alguns dias com aquela imagem triste da minha amiga.
Naquele tempo nem todas as pessoas possuiam telefone, e os celulares nem existiam no Brasil, motivo pelo qual era mais difícil as pessoas se comunicarem, então não conversei mais com minha amiga especial durante as férias.

Alguns dias após o início das férias, viajei com meus pais, sendo que fomos passar algum tempo no sítio do meu avô no interior.
Lá era um lugar muito lindo e gostoso, o que fez com que o tempo passasse rápido.
Quando menos percebi as férias já estavam acabando.
Retornamos então para casa, onde passei o restante das férias, como sempre, lendo e assistindo alguns filmes.
Passaram-se alguns dias, e finalmente chegou o dia do reinício das aulas. E eu não via hora de rever minha grande amiga.
Quando cheguei na escola, procurei por ela, mas não à vi na entrada. Chegando o intervalo, também não à vi.
Então pensei que, como nem todos voltam no primeiro dia de aula, ela poderia também ter faltado.
Mas eu também não a encontrei no segundo dia de aula, e nem no terceiro.
Fiquei então preocupada e fui pesquisar nas salas de aula próximas. Mas não à encontrei.
Perguntei para os outros alunos sobre minha amiga, e perguntei se alguém à tinha visto, mas todos disseram que não conheciam ninguém com aquela descrição.
Eu fiquei preocupada e assustada ao mesmo tempo. Então recorri à secretaria da escola e perguntei sobre ela.
Na secretaria me perguntaram como era minha amiga.
E eu a descrevi com detalhes: "cabelos castanhos, olhos castanhos, pele branca, etc...."
E perguntaram seu nome, e eu disse que ela se chamava Luiza.
As pessoas da secretaria perguntaram se eu tinha certeza sobre o nome e descrição da minha amiga, e eu disse que sim.
Então eles me disseram que a única Luiza que estudava na escola, era uma garota da 5ª série.
Eu disse que não podia ser, pois a minha amiga disse que estudava na 7ª séria.
Fui então até a 5ª série e verifiquei eu mesma que a Luiza de lá não era minha amiga.
Procurei, pesquisei, perguntei, mas ninguém conhecia Luiza, minha amiga.
Eu fiquei confusa, em pânico e assustada, pois tudo indicava que a minha amiga Luiza nunca esteve na minha escola.
Eu nunca mais vi, encontrei ou tive notícias da minha amiga, e até hoje fico imaginando o que aconteceu, pois parece que ela nunca existiu.
Eu evito comentar isso com muitas pessoas, pois nem todos acreditam, mas foi real e aconteceu comigo.
O que será que foi aquilo? De onde veio minha amiga Luiza e para onde ela foi?
Hoje, com mais conhecimento e consciência, eu fico imaginando:
Será que a minha amiga veio de outra dimensão ou de outra época, e quando nos separamos nas férias ela voltou para o seu lugar de origem?
Acredito que nunca saberei a resposta.
Só sei que foi algo que me marcou profundamente, fazendo com que esse fato fosse uma experiência sobrenatural em minha vida, tendo sonhos com isso até hoje. Foi algo, conforme o site diz: "Além da Imaginação"!

a benzedeira (relato)

envie seu relato sobrenatural ou pergunta piresvale@gmail.com os relatos serão divulgado aqui -->
Um amigo de meu pai chamado Edgar, contou que quando era jovem, morava em um sitio afastado da cidade, portanto quando voltava do colégio, a noite, o caminho era muito escuro e assustador.
 Certo dia estava ele retornando como de costume, junto com suas irmãs, quando em um certo trecho do caminho, ele avistou uma bola e fogo vindo em sua direção, apavorado logicamente ele correu, mas segundo ele disse a bola aumentou a velocidade e o perseguiu, e quando o alcançou o fez desmaiar por alguns minutos.
 Suas irmãs o reanimaram e o levaram pra casa. Chegando lá ele contou aos seus pais o ocorrido, e como ele estava muito mal, com febre e quase desmaiando novamente, mandaram ele ir visitar uma senhora de um sitio vizinho, que era benzedeira (ou curandeira não me lembro bem).
Então ele foi, e chegando lá entrou na casa, sendo que suas irmãs que haviam ido acompanhá-lo, ficaram lá fora em um canteiro de flores.
Lá dentro, a senhora (benzedeira) disse o seguinte para ele:
- Faz os seguinte, pega essas ervas aqui leva apra casa, faz um chá e bebe tudo.
 Enquanto isso no quintal suas irmãs não resistiram e pegaram algumas flores, e em seguida eles foram embora.
Chegando em casa ele tomou o chá, sendo que logo melhorou.
Alguns minutos depois alguém bateu a porta e ele foi atender, era uma senhora que disse o seguinte:
- Voltem à casa da benzedeira e diga para suas irmãs devolverem na mão dela as flores que elas pegaram, senão você vai piorar novamente.
 Ele contou o acontecido a seus pais e suas irmãs, que perguntaram a ele se ele conhecia a mulher que tinha ido lá, ele disse que nunca a tinha visto.
Sendo assim foram até a casa da benzedeira e devolveram as flores, e ao mesmo tempo perguntaram a ela quem seria aquela mulher que havia feita a visita na casa deles, e ela respondeu:
- Aquela senhora morava nessa casa antes de mim, os meus poderes vem dela.
 Depois que ela disse isso eles foram rapidamente para casa e nunca mais voltaram lá.

cama maldita (relato)

envie seu relato sobrenatural ou pergunta piresvale@gmail.com os relatos serão divulgado aqui -->
O fato que vou contar ocorreu neste ano (2010), o que serviu para me provar que mesmo em tempos atuais, fenômenos sem explicação também podem acontecer.
Há 2 anos moro com minha esposa numa casa que antes tinha sido de sua falecida avó. Reformamos, pintamos, deixamos ela bonita, e perfeitamente habitável apesar de ser uma casa bem antiga.
Até o dia do fato ocorrido, apenas alguns barulhos vindos da cozinha era o que eu tinha pra mim como inexplicável, porém isso mudaria bruscamente.
Como eu e minha esposa saímos muito cedo para trabalhar, não dá tempo de fazer algumas coisas, arrumar a cama é uma delas, tanto que sempre que voltamos para a casa disputamos no par ou ímpar para ver que é que vai arrumá-la.
Um dia chegamos em casa, cansados pelo dia de trabalho, apostamos como sempre e eu fui o vencedor. Minha esposa se dirigiu para o quarto enquanto eu ia entrando no banheiro para tomar banho.
De repente ela me chama assustada lá do quarto, e ao chegar lá eu gelei ao ver a cama perfeitamente arrumada de um jeito particular com os travesseiros sobre a colcha e o cobertor dobrado nos pés da cama. Nunca havíamos arrumado a cama daquele jeito.
Ficamos parados olhando um para a cara do outro. Ninguém tinha acesso ao interior de nossa casa, ninguém arrumou a cama antes de sair, que explicação teria isso!
Depois de algumas horas, minha sogra chegou do trabalho e como mora próximo a nós, passou em casa para dar um “oi”. Contamos a ela o que aconteceu e ela pediu para ver como a cama estava arrumada.
Fomos até o quarto e pude observar no momento em que ela olhava para a cama a expressão de medo em seu olhar. Com a voz trêmula, ela nos disse, ainda olhando para a cama, que sua mãe, a falecida avó de minha esposa, antiga moradora da casa arrumava sua cama daquela mesma forma.
Como o fato foi recente, ainda estou tentando entender, digerir o que aconteceu, mas confesso não achar explicação alguma que não seja sobrenatural. Hoje em dia, quando chego em casa com minha esposa ambos corremos para o quarto, mas a cama nunca mais apareceu arrumada como naquele dia estranho.

recado mortal (relato)

envie seu relato sobrenatural ou pergunta piresvale@gmail.com os relatos serão divulgado aqui -->
Corria esse ano logo no seu início. Era o início da quaresma daquele ano, não me lembro exatamente o dia porém tive um sonho um pouco perturbador.
De terça para quarta feira da quaresma daquele ano, acordei com um pensamento pesado, sonolento, parecia que a minha mente estava escura, e que havia algo de ruim por dentro de mim, eu não estava bem comigo mesmo.
Enfim sai da cama, tomei banho, café, etc e sai de casa rumo ao meu trabalho.

No caminho, como em um filme, e em cenas de flash,  fui lentamente lembrando do sonho da noite anterior.
Sonhei que estava dentro de um cemitério, discutindo com a minha esposa a respeito de médicos e enfermeiros, uma discussão um tanto séria, e ao final eu acabei concordando com ela que se ela quisesse ficar dentro do cemitério, eu faria companhia a ela.  Em outro flash do sonho, eu já estava dentro de um grande mausoléu, de cócoras e  encostado na parede e de cabeça baixa, foi quando eu olhei para a minha frente e vi diante dos meus olhos "algo ou alguém" de pé, vestido com uma túnica preta  inconsútil, e a sua altura era de mais ou menos uns três metros, e  somente ficava a mostra a sua fisionomia branca, a qual me lembrava uma caveira, só que esta tinha olhos, e seus olhos estavam bem abertos e vivos com um verde cintilante, ora vermelho ora verde, e a túnica cobria todo aquele ser ficando somente a cabeça branca de fora, nem mesmo os seus pés eram-me visíveis.

Outro detalhe interessante era de que ela agia como se eu não estivesse ali, não deu a menor importância para mim, logo entendi que o negócio não era exatamente comigo.
Em outra parte do sonho, vi nitidamente a criatura principal juntamente com mais quatro comparsas só que os quatro eram de tamanho menor, porém, vestidos identicamente a criatura maior, patrulhando o cemitério, ou seja, os seus domínios e era como se a criatura maioral estivesse escoltada pelos quatro de tamanho menor.
Após isso, acordei, e foi aí que o pesadelo começou.
Quando cheguei no prédio em que trabalho, na Rua Mauá, em Curitiba, o mesmo me parecia mais escuro que o habitual, haja vista que o mesmo já é da cor negra.
As luzes do térreo também me pareceram estar da mesma cor do prédio, as do elevador idem. O ar começou a ficar pesado, e eu já sentia a dificuldade em respirar.

Quando cheguei no 17º andar, e entrei na minha ante sala, me deram a trágica notícia.
O meu superior imediato havia sido assassinado naquela mesma noite do meu sonho, com diversas facadas no pescoço, morrendo instantaneamente.
Depois da notícia, tudo pareceu voltar ao normal, aquele mal estar, o peso do ar, o sentimento ruim, e as nuvens escuras começaram a dissiparem-se.
Não vou dar maiores detalhes e nem nome  de pessoas, pois na época esse fato foi muito comentado aqui em Curitiba.
Obrigado pela oportunidade.

apartamento amaldiçoado

envie seu relato sobrenatural ou pergunta piresvale@gmail.com os relatos serão divulgado aqui -->

Ontem (07/05/2011) recebi um e-mail de uma amiga virtual muito assustada, o nome dela é Aline.
Até aquele momento eu tinha contato com ela só pelo msn.
Aline, como eu, também tem curiosidade sobre casos sobrenaturais.
Ela mora em São Paulo, bairro Jardim Analia Franco.
Faz exatamente 2 meses que ela se mudou do seu apartamento no 10° andar para a cobertura do prédio onde ela mora.
Os antigos donos da cobertura saíram do país para morar na Europa.
Ontem às 7 horas da noite recebi o e-mail: “Olá Cristopher, tudo bem?! Aqui é a Aline. Algo muito estranho está acontecendo no meu quarto… Faz dois meses que me mudei para este apartamento. De madrugada ouço barulhos estranhos. Eu estou com muito medo. Não sei se estou ficando louca ou se é apenas coisa da minha cabeça. Ontem falei com a minha mãe… Ela falou que iria chamar um pastor para fazer uma oração, mas até agora ele não veio. Gostaria de saber se você pode me ajudar? Esse é o meu número de celular para a gente entrar em contato: ####-#### Obrigada, Bej…..”
Ontem às 19:30' liguei para Aline e marcamos para nos encontrarmos no Shopping Analia Franco.
Cheguei lá 20:30' e ela já estava me esperando. Ela, muito nervosa, falou que não ia mais voltar para o apartamento.
Perguntei aonde ela ia ficar e ela respondeu que ia voltar para casa da mãe dela e ia tentar vender aquele apartamento o mais rápido possível.
Eu tentei acalmá-la e perguntei se eu podia dar uma olhada no quarto.
Ela falou que podia, mas ela não ia mais entrar lá.
Chegando no apartamento percebi que não tinha nada de anormal.
Ela, do lado de fora do apartamento, me perguntou se eu podia passar a noite lá.
Achei até estranho, mas como ela estava muito nervosa eu aceitei.
Perguntei para ela se ela confiava em mim, ela respondeu: “É lógico que sim!”… e me deu as chaves do apartamento, e falou que iria só voltar de manhã.
Olhei para o relógio e já era 22:30'. A Aline pegou seu carro e foi para a casa da mãe dela.
No primeiro momento pensei: “Essa garota é muito louca para dar a chave do apartamento dela.
Se eu fosse uma pessoa de má fé faria a limpa no apartamento…rsrsrs”.
Fechei a porta do apartamento e fiquei na sala até 23:30'.
Me levantei e desliguei todas as luzes do apartamento, só deixei o abajur do quarto dela ligado.
Passaram-se 2 horas e nada de estranho aconteceu.
Então resolvi ir para a cozinha.
Liguei novamente todas as luzes e fui fazer um café.
Olhei novamente para o relógio, era 2:35' da madrugada e ainda nada de estranho ou sobrenatural tinha acontecido.
Voltei para a sala e liguei a televisão para assistir um filme na Globo, não me recordo o nome do filme, mas era bem legal.
Acabei pegando no sono… 1 hora depois eu acordei, olhei para a televisão e ela misteriosamente estava desligada, até me arrepiei!
O telefone começou a tocar… fui atender e estava mudo.
Coloquei no gancho e novamente começou a tocar, atendi, falei “alô”, mas ninguém atendia.
Muito nervoso olhei novamente para o relógio: era 4 horas da madrugada.
O telefone parou de tocar. Todas as luzes que eu tinha ligado desligaram sozinhas.
O rádio relógio começou a tocar uma música antiga francesa.
As luzes do quarto dela começaram a piscar… me aproximei, olhei e vi vários gatos pretos mortos pelo chão!
Saí correndo do apartamento, assustado! Fiquei do lado de fora perto da piscina e liguei para a Aline, mas ela não atendia.
Precisei esperar até amanhecer para sair daquele local.
Às 6:00 horas da manhã a Aline ligou e falou que em menos de meia hora ela estaria lá.
Esperei ela chegar e contei o que tinha acontecido.
Ela falou que também tinha visto os gatos, mas estava com vergonha de contar, ela não queria ser chamado de louca ou algo parecido.

Às 7:00 horas da manhã de hoje liguei para meu chefe avisando que não ia trabalhar, que tinha de resolver alguns problemas.
Fui até a administração do prédio e perguntei se eles tinham algum contato com os ex donos do apartamento.
O senhor João, zelador do prédio, passou o número do celular do casal que morava lá.
Tentei ligar, mas sempre ficava fora de área, então fui procurar algum vizinho que os conhecia.
Dona Luiza, que mora mais tempo que Aline no prédio, conhecia esse casal.
Ela falou que o casal tinha perdido um filho recentemente e por isso decidiram sair do Brasil.
O casal era bem estranho, sempre andava com roupas escuras, o filho com depressão se matou com um tiro na cabeça há 4 meses.
Voltei para casa às 13:00' horas para tomar um banho e descansar um pouco.
Às 16 horas minha amiga Aline liga no meu celular e avisa que tinha mais coisas pra eu saber.
Voltei para o prédio… Aline disse que falou com um rapaz chamado Osvaldo.
Ele falou para ela que o casal que morava lá anteriormente era satanista e sempre faziam rituais de Magia Negra no quarto dela, e também falou que chegou a participar de um desses rituais macabros.
Eles usavam animais como sacrifício ao Demônio.
Ao certo não sei se essa história é verdadeira, mas a minha experiência no apartamento foi real!
Agora o apartamento está fechado.
Falei para a Aline que no dia 15 vou chamar um amigo pastor para fazer uma Oração no local e exorcisar o mal que está lá.
Acredito que dê certo.
Combater o Sobrenatural com o Sobrenatural.
Bom, essa foi mais uma história, precisamos de opiniões , que tal deixar a sua?

cemitério da cidadezinha (relato)

envie seu relato sobrenatural ou pergunta piresvale@gmail.com os relatos serão divulgado aqui -->
Essa história foi contada por meu tio..
Minha falecida avó, morava no interior do Maranhão.
Sua casa fica praticamente em frente ao cemitério da cidadezinha, onde nunca se viu nada de estranho, até nesse dia...
Para que todos compreendam melhor a história, vou entrar mais a fundo em alguns detalhes...
A casa fica em frente a BR 135*, na saída da cidade, não tem portão na frente, só uma varanda e, a maior parte dos vizinhos são parentes.
(* BR-135 é uma rodovia que liga o meio norte do Brasil (Maranhão) e termina em Belo Horizonte (Minas Gerais), sendo concorrente com a BR-040 entre o entroncamento das duas rodovias em Paraopeba e Belo Horizonte, em Minas Gerais.)
Pois bem, estavam sentados na porta da minha avó algumas pessoas conversando tranquilamente, quando ouviu- se gritos vindos do cemitério. Era o coveiro, que além dos gritos saiu correndo desesperadamente para o meio da Br, atravessou a estrada e caiu na porta da minha avó.
Esta e os outros socorreram- lhe rapidamente com um copo de água e abanos.
Depois que ele acalmou-se, contou- lhes o ocorrido.
Disse que estava a limpar em volta das lápides com um facão, tirando todo o mato que estava por cobrir as sepulturas, quando sentiu vontade de fumar um cigarrinho de palha.
Sentou- se em cima de um dos túmulos e colocou a facão de lado, fez o cigarro, fumou, descansou um pouquinho e quando procurou o facão com a mão, disse que o mesmo não estava mais ao seu lado, e quando ele virou- se viu um homem e uma mulher bem sujos e com as roupas bem velhas e rasgadas, quando ele reparou que seu facão estava na mão da dita cuja.
Olhou-a espantado e ela sorriu pra ele.
Ele disse que a boca dela estava podre, os dentes todos quebrados e o cheiro que exalava era muito forte.
Por isso ele havia gritado e saído correndo de dentro do cemitério.
Meu tio e outros homens resolveram voltar lá com o pobre coveiro que não queria de modo algum voltar ao local, mas necessitava buscar seus pertences...
Logo na entrada, tem uma tumulo daqueles que parece uma casinha, onde geralmente coloca- se mais de um membro da familia ( obs.: não lembro o nome do tipo de sepultura).
Meu tio conta que ela era todo fechadinha e que tinha duas janelinhas no espaçamento de um tijolo, e era todo revestida na cerâmica preta.
Quando o coveiro aproximou- se dela começou a gritar e quando ele armou- se para correr os homens agarraram ele e pediram para que ele se acalma- se e dissesse o que estava acontecendo.
Foiquando ele começou a gritar que a mulher que ele havia visto estava olhando para ele da janelinha da sepultura e estava sorrindo para ele.
O coveiro então perguntou se eles não estavam sentido um cheiro de podre.
Um deles olhou para dentro da janelinha e não viu absolutamente nada.
Eles pegaram as coisas do coveiro e saíram de lá apressadamente.
O pobre coveiro, depois de 12 anos de serviço, demitiu- se e passou alguns dias sem passar por lá.
Até que um mês depois, ao tenta atravessar a Br 135, um carro o atropelou e ele veio a falecer.

Será que tinha sido a morte tentando lhe avisar que sua hora estava próxima?
Isso não se sabe, mas até hoje essa história ainda é contada pelos moradores daquele região.


E aí? Você tem coragem de trabalhar de coveiro?

Vôo Noturno! (relato)

envie seu relato sobrenatural ou pergunta piresvale@gmail.com os relatos serão divulgado aqui -->

Campo dos Afonsos no Rio de Janeiro
Era época da Revolução de 1932 no Brasil.
A situação era bem calma na Escola de Aviação Militar do Campo dos Afonsos no Rio de Janeiro (Coordenadas GPS: Latitude / Longitude = 22°52'38.74"S, 43°23'6.21"O) naquele mês de Outubro.
Depois de um longo dia de treinamento, o silêncio entre os hangares era de certa forma, até perturbador.
A madrugada estava fria e os soldados não tinham muito o que fazer, além de conversar.
Enquanto o soldado Orlando conversava com o corneteiro Lima, o silêncio foi quebrado por alguns gritos de pavor.
Viram então que um companheiro de regimento corria em direção da guarda de segurança.
Ele estava completamente fora de si, suava abundantemente e tinha perdido a fala.
Pensando que ele tivesse enlouquecido, os soldados levaram-no para a enfermaria.
Depois de tomar uma dose de calmante, ele conseguiu contar o que havia visto:
"Desembarquei na estação Marechal Hermes, e como já era mais de meia-noite, resolvi cortar caminho por um atalho.
Quando cheguei na pista do aeroporoto da base militar, perto do depósito de gasolina, vi um avião Morane 147 pousando.
Para mim o fato pareceu estranho, não por ser de madrugada, mas porque hoje não havia nenhum vôo noturno programado.
Avião Morane 147 utilizado na época
da Revolução de 1932 no Brasil

Mesmo assim resolvi aproximar-me para dar ajuda.
Um oficial desceu do avião, então olhei mas não o reconheci.
Elle vestia um cacacão azul, óculosno alto da cabeça e divisa de primeiro-tenente.
Fiz uma continência, sendo que eele respondeu e me pediu um cigarro.
Dei-lhe meu maço e, quando risquei o fósforo, percebi que nãohavia nenhum avião na pista.
Pressentindo alguma coisa de anormal, estendi-lhe meu fósforo e pude ver nitidamente seu rosto descarnado.
Sei apenas que, quando percebi que ia desmaiar, corri em usca de socorro.
Nunca tinha visto nada daquele tipo".


A partir daquele dia ninguém mais usou o atalho que ligava a estação com o aeroporto escola.

A Batalha de Los Angeles! (relato)

envie seu relato sobrenatural ou pergunta piresvale@gmail.com os relatos serão divulgado aqui -->
Seriam os fatos mostrados em filmes de cinema sobre invasões alienígenas, simplesmente ficção?"
Será que mesmo após tantos avistamentos de OVNI's e relatos sobre acontecimentos envolvendo visitantes de outros mundos, ainda existe dúvida de que isso é uma realidade em nosso mundo?"
O fantástico acontecimento descrito a seguir é sobre um fantástico contato com naves alienígenas, e que foi verídico!

Foto publicada na capa de todos os jornais dos Estados Unidos com a notícia sobre a Batalha de Los Angeles, mostrando os holofotes dos militares apontando para os OVNI's.
Imagem (filtrada) do ponto central iluminado pelos holofotes no dia da Batalha de Los Angeles, mostrando um estranho objeto voador "OVNI" naquela posição.


Na noite de 24 de fevereiro de 1942, vários moradores de Los Angeles ficaram espantados quando viram estranhos objetos lvoadores uminosos pairando sobre os céus da cidade, o que provocou pânico e medo.
A histeria foi geral, e muitas ligações foram feitas para os serviços de emergência.
Pouco tempo depois a cidade de Los Angeles foi tomada por tropas militares, sendo que o comando geral ordenou que fosse efetuado um “apagão geral” na cidade, com o objetivo de tentar facilitar a localização e identificação dos misteriosos objetos voadores.
Segundo a Aeronáutica, os objetos se locomoviam a em torno de 300 km/h.
Em seguida, a Brigada de Artilharia da Marinha posicionou suas armas (canhões anti-aéreos cuja munição são cargas explosivas de 6kg) e começaram a meter chumbo grosso nos objetos.
Mais de 1400 tiros foram disparados, e apesar disso os objetos voadores não foram abatidos e nem tão pouco danificados.
Cinco pessoas morreram de ataques cardíacos durante o drama, e vários carros e prédios foram danificados pela munição anti-aérea que eventualmente caiu na cidade abaixo.
Manchete do "Los Angeles Examiner" comentando sobre a fantástica "Batalha Aéres em Los Angeles"

No dia seguinte as afirmações das autoridades foram conflitantes.
Alguns alegaram não ter havido nada, além de um “alarme falso provocado pelo nervosismo da guerra”, sem comentar nada sobre a identidade dos misteriosos objetivos voadores.
Outros falaram que eram balões japoneses, sem explicar como é que balões se movimentariam a 300 km por hora e não foram derrubados pela pesada artilharia anti-aérea disparada.
Após mais alguns comentários sem nexo, os militares decidiram que a desculpa oficial seria que os objetos eram aeronaves japonesas designadas para sobrevoar o céu de Los Angeles, com o objetivo de causar medo em solo americano e abaixar a moral do país.
Bom, sobre a parte de causar medo, eles acertaram. O que continuou não fazendo sentido é como é que os tais aviões sobreviveriam várias horas de bombardeamento pesado sem fazer manobras evasivas de qualquer tipo, permanecendo em suas posições.
Questionado sobre o incidente, eEm nota, o governo japonês negou qualquer tipo de envolvimento com o misterioso acontecimento ocorrido, e mantém sua posição até dos dias de hoje.
Esse incrível caso ficou registrado na história Ufológica mundial e suas repercussões foram tão grandes, que até foi feito um filme com base nesse fato, chamado de “A Batalha de Los Angeles”.

Será que após tantas "visitas" de OVNI's fotografadas e relatadas por testemunhas, eles não estariam já entre nós?

8 de mar de 2013

AMOSTRA GRATISNET: consulta médium visionaria gratis

AMOSTRA GRATISNET: consulta médium visionaria gratis: ---------------------------------   Vidente Gratis br.videncias-online.com/Horoscopo Escolha uma carta e dir-lhe-ei a sua previsão p...

-->

7 de mar de 2013

Corpo Astral em Ataques Ocultos

envie seu relato sobrenatural ou pergunta piresvale@gmail.com os relatos serão divulgado aqui -->

Uso do Corpo Astral em Ataques Ocultos

A expressão “corpo astral” vem da idade média, e foi originalmente empregada pelo astrólogos da época, numa tentativa de explicar de que maneira a influência dos astros agia sobre a substância física. Segundo eles, o corpo físico mantinha dentro de si uma duplicata de matéria astral, isto é; de matéria sutil do mesmo tipo das influências irradiadas pela esfera celeste (da qual a Terra, naturalmente, era considerada o centro), e era através do impacto destas influências transmitido pelo corpo astral ao corpo mais grosseiro que os astros influenciavam a vida humana.

A astrologia caiu em descrédito durante o Século dezenove, que foi o século de grande avanço do pensamento materialista; mas o desenvolvimento da física e da química tem levado os cientistas modernos a aceitarem a possibilidade de radiações muito sutis serem transmitidas continuamente através do espaço sideral. As experiências com fotografia áurica, iniciadas pelos russos, indicam que todo corpo vivo está rodeado de uma aura de energia, de uma gama vibratória visível ao olho físico; e modernos biólogos começam a admitir a influência do movimento aparente do sol, e do movimento real da lua, sobre a vida na superfície do nosso planeta, inclusive a vida humana.

Os iniciados, entretanto, nunca tiveram dúvidas quanto à existência do “corpo astral”; apenas, eles vão mais além: o assim chamado corpo astral compõe-se de diversas estruturas, cada qual de uma determinada gama vibratória, e cada qual com uma determinada função. Os hindus, e principalmente os budistas, tem feito uma análise muito aprofundada dos veículos de que se compõe o “corpo astral” dos místicos medievais do ocidente.

Certas pessoas tem um “corpo astral” mais desenvolvido que o normal, seja devido ao treino deliberado, seja devido a herança genética, seja às influências magnéticas do local onde vivem ou das pessoas com as quais entram em contato. Por exemplo: iniciados treinados, principalmente se são de um alto grau, mas não de um grau suficientemente elevado para terem aniquilado o Ego,[1] possuem personalidades intensamente magnéticas, perturbadoras para pessoas sensíveis que não estão acostumadas à presença de força psíquicas em estado de tensão. Em circunstâncias nas quais aspirantes já de certo desenvolvimento ampliam a consciência dos veículos internos mais facilmente, aqueles que não estão preparados podem ser extremamente perturbados pela vizinhança constante de um iniciado. Portanto, ocultistas avançados que, sem terem ainda alcançado total equilíbrio e aniquilação de seus poderes, permitem a profanos a entrada em seu círculos, e estão sendo imprudentes e até indiscretos; mas não podem, com justiça, serem acusados de abusarem de suas faculdades. Eles emanam força involuntariamente, devido à sua alta carga interna. Os iniciados de maior adiantamento[2] sempre vivem afastados da multidão, pois eles não apenas precisam de isolamento para seu trabalho, como sua influência produz uma reação psíquica violenta em profanos.

Faz algum tempo, aquela colega nossa a quem já nos referimos, tendo alcançado o trabalho correspondente ao Grau de Philosophus da A\A\, estabeleceu uma Abadia de Thelema num local que não especificaremos, onde seus discípulos imediatos podiam ir para retiros e treinos mágicko. Um de seus Neófitos, muito bem intencionado, tendo conhecido um homem que se dizia interessado em psiquismo, solicitou permissão para trazê-lo em sua companhia para uma visita. Como já dissemos antes, nossa colega é extremamente confiante, e consentiu na visita de um profano. As condições eram especiais, pois segundo o Neófito, seu conhecido estava a beira de um colapso nervoso, e talvez a atmosfera da Abadia o auxiliasse a se recuperar.

O profano era uma pessoa extremamente sensível, escrupulosamente limpa, e com uma acentuada repugnância por sujidade de qualquer tipo. Suas simpatias especiais em psiquismo eram teosofia e as obras de Max Heindel. Ele seguia uma dieta estritamente vegetariana e era extremamente meticuloso em seus hábitos. Sua obsessão pela limpeza pessoal e a de seu meio ambiente, seu vegetarianismo, que ele declarava decorrer de uma profunda repugnância pela violência e pelo sangue, e seu incessante interesse por misticismo haviam impressionado o Neófito como sintomas de espiritualidade. Infelizmente, quando nossa colega consentiu na visita, ela ainda não sabia destas características do visitante, que teria reconhecido imediatamente como sintomas de um temperamento sadomasoquista extremamente reprimido.

Quando o visitante, a quem chamaremos de Sr. N., chegou à Abadia, ocorreu um curioso incidente. A Abadia possuía um jardineiro, o qual por sua vez possuía um cachorro, viralata extremamente amigável e pachorrento, cuja ocupação favorita além de coças as pulgas era dormitar em frente ao portão. N., tendo saltado do taxi que o trouxera da estação, e pago o preço da viagem, agachou-se ao lado do animal para acariciá-lo.

O cachorro levantou-se de um pulo e saiu ganindo com o rabo entre as pernas para os fundos do quintal, de onde não saiu até a hora do almoço, para grande espanto de seu dono, que nunca vira o animal proceder assim. O Jardineiro declarou mais tarde que desde o primeiro dia desconfiara de N., por causa da reação do seu cão ao contato com o visitante.

Fora este incidente inicial, N. causou excelente impressão ao pessoal da Abadia, inclusive a nossa colega, a qual não estivera presente a sua chegada, e só soube do caso com o cachorro alguns dias depois.

Era um homem quieto, bem comportado, de palavras comedidas, inteligente e culto. Suas opiniões sobre ocultismo, em muitos pontos, diferiam radicalmente daquelas do pessoal da Abadia, mas não houve qualquer atrito durante o dia. O visitante declarou-se encantado com a Abadia e seus habitantes, e expressou desapontamento apenas pelo fato de que lhe haviam reservado um quarto separado: ele supusera que iria dormir no mesmo quarto que o Neófito responsável pela sua vinda. Nossa colega explicou-lhe delicadamente que o Neófito tinha que dormir sozinho, pois estava executando certas práticas que faziam parte de seu programa de treino, e N. pareceu ficar conformado com a explicação.

Naquela noite, o Neófito acordou de um profundo pesadelo, sentindo, como escreveu em seu diário, “um peso que lhe oprimia o peito”. Mesmo depois de acordar e levantar-se, parecia-lhe como se atmosfera do quarto estivesse impregnada de uma influência doentia. Ele executou os rituais de banição próprios do seu grau e voltou a adormecer sem mais incidentes.

Na manhã seguinte, entretanto, durante o café ele mencionou seu pesadelo, e para seu espanto os outros membros da comunidade declararam em peso que eles, também, haviam experimentado pesadelos durante a noite, com exceção de nossa colega. É claro que, nas circunstâncias, começaram a comparar o que havia acontecido com cada um. Os pesadelos tinham sido do mesmo tipo, inclusive a sensação de opressão no peito. No auge da discussão, N. que se havia retorcido irrequieto em sua cadeira desde o primeiro instante em que se mencionara pesadelos, protestou muito nervoso:

- Por favor, não falem dessas coisas tão mórbidas que eu fico com mal-estar!

Em deferência ao visitante, o assunto foi encerrado; mas nossa colega, para quem a paz da comunidade era muito importante, uma vez que estava sob sua responsabilidade, sentiu que a Abadia estava sob alguma forma de ataque; não era normal que todos seus estudantes tivessem tido o mesmo pesadelo, e isto na mesma noite. A única influência nova na casa era a de N., portanto, ela resolveu ficar de olho nele. Conforme ela comentou mais tarde, não lhe ocorrera ainda que os acontecimentos pudessem ser causados por ele; era simplesmente que a entrada de um profano representava uma quebra no círculo.[3]

Naquela noite, uma das Probacionistas da Abadia, sentindo um premonição, percorreu a casa inteira na hora de dormir, experimentando portas e janelas para ver se estavam bem trancadas. Ela encontrou-se com N. (que vinha do banheiro) num corredor, e este perguntou-lhe o que estava fazendo.

- Estou com a impressão de que há uma influência hostil nos rondando – explicou a moça. –Um ladrão, ou alguma coisa assim.

N. deu uma risada.

- Sua bobinha! Não adianta trancar as vias de entrada, o perigo está dentro da casa. Vá para seu quarto e feche a sua porta à chave.

A Probacionista, entretanto, continuou seu trabalho de verificar se estava tudo bem fechado, e ao retirar-se para seu quarto não trancou a porta; isto era coisa que nunca fora necessário na Abadia, onde a privacidade de cada um era respeitada com o máximo de rigor. Apesar disso ela passou uma noite normal, não experimentando qualquer pesadelo.

O mesmo, entretanto, não ocorreu com o Neófito responsável pela vinda de N .. Por volta das duas da madrugada ele experimentou o mais terrível pesadelo que já tivera na sua vida, e acordou suando frio, como se alguém o estivesse forçando a se manter deitado, ou jazesse sobre ele. Ao sentar-se no leito ele viu distintamente a cabeça de N. flutuando no ar aos pés da cama, diminuindo rapidamente de tamanho, e arreganhando os dentes ferozmente como numa ânsia de mordê-lo. “ Foi a coisa mais maligna que já vi até hoje”, ele escreveu mais tarde em seu diário. Em vez de tentar pegar de novo no sono, ou de executar os rituais de banição, o Neófito sentiu-se tão abalado que saiu do quarto e foi bater a porta de sua superiora, nossa colega, que também estava experimentando uma noite inquieta, embora não tão desagradável, e acordou facilmente de seu sono. Ela ouviu com atenção o relato do Neófito e depois fez-lhe diversas perguntas pertinentes. Como resultado, o Neófito revelou que N. tinha recentemente lhe feito uma proposta homossexual, que fora polidamente recusada.

Entre Thelemitas, naturalmente, homossexualidade não é vergonha nem crime, apenas um ato de escolha pessoal. Nossa colega não ficou chocada pela revelação de que N. tinha tais apetites, mas a situação estava agora esclarecida.

- Vá dormir! Disse ela ao seu discípulo – e deixe isso comigo.

O Neófito voltou ao seu quarto, sentindo-se bastante aliviado. Nossa irmã esperou que ele fechasse a porta e traçou astralmente um pentagrama no centro do umbral, apontando para fora. Então retirou-se aos seus aposentos, onde executou uma prolongada adivinhação pelo Taro.

O Neófito passou o resto da noite tranqüilo, com um profundo sono reparador.

Na manhã seguinte, o aspecto de N. à mesa de café era chocante: estava profundamente pálido, suas mãos e lábios tremiam continuamente. Nossa colega, observando-o, perguntou aos circunstantes como haviam passado a noite. Desta vez, constataram que as mulheres, embora com sono inquieto, não haviam tido nenhum pesadelo; mas dois rapazes declararam que haviam novamente experimentado uma sensação de peso e desconforto sobre o peito.

- Apenas sobre o peito – disse nossa colega, não sem malícia – ou também sobre alguma outra parte do corpo?

Neste momento N. levantou-se tão bruscamente que sua cadeira foi arremessada ao chão.

- Parem com isso! – ele gritou, puxando os cabelos. –Parem de me torturar!

Enquanto os circunstantes, com exceção de nossa colega, o contemplavam boquiabertos, ele ejaculou uma série de acusações frenéticas e disparatadas contra a companhia. Eles o estavam perseguindo e insinuando coisas sobre ele. Voltou-se para o Neófito responsável pela sua presença na Abadia e acusou-o de crueldade, frieza e zombaria. Finalmente debulhando-se em lágrimas, saiu correndo da sala e foi trancar-se em seu quarto.

A situação seria cômica se não fosse patética. Os circunstantes se entreolharam consternados. Uma das moças começou a rir, e parou tão subitamente quanto começara. Os olhos se voltaram para a cabeça da comunidade.

- N. está passando por uma Ordália iniciática – disse nossa colega. –Não se preocupem, deixem isso comigo.

Enquanto a congregação terminava o café da manhã com menos conversa e mais gravidade que de costume, nossa irmã foi a cozinha, encheu um vasilhame de água onde dissolveu um pouco de sabão, fez certos sinais e pronunciou certas palavras, e foi até o quarto ocupado por N., onde traçou no centro limiar da porta um pentagrama apontando para dentro.

Normalmente, com a passagem do sol acima ou abaixo do horizonte, a força magnética desses sinais se dissolve e é necessário refazê-los. Mas a sensibilidade de N. era tal que ele não saiu do quarto até a manhã do dia seguinte, quando nossa irmã foi pessoalmente buscá-lo.

É desnecessário dizer que a comunidade dormiu tranqüilamente aquela noite, sem quaisquer incidentes.

Durante o dia seguinte nossa irmã teve uma longa conversa com N.. Este fora educado numa cidadezinha de Minas Gerais como rigoroso católico, sua família sendo fanaticamente religiosa. Na adolescência, havia sido mandado para um seminário, onde, como infelizmente é comum, fora condicionado a homossexualidade por um de seus receptores. Embora a família tivesse desejado que N. seguisse o sacerdócio católico romano, tal não aconteceu porque quando o rapaz tinha dezoito anos foi descoberto em flagrante com seu preceptor em atividade sexual. O preceptor, como acontece, acusou N. de tê-lo tentado e insistido na relação, e o infeliz seminarista foi forçado a sair do estabelecimento em desgraça.

Nossa colega, baseada em suas conversações com N. e na longa adivinhação pelo Taro, chegou as seguintes conclusões:

N. era um temperamento sensível e impressionável, que talvez não tivesse tido tendências ao homossexualismo de berço, mas fora condicionado a este tipo de atividade por um padre devasso. O choque de ser expulso do colégio o antagonizara com a Igreja Romana, pelo que ele se ligara ao tipo de misticismo emocional e elementar que mais se assemelha ao Romanismo, isto é a teosofia de Max Heindel, sem ser exatamente cristão. A atividade homossexual exacerba tendências ao sado-masoquismo e provoca um desenvolvimento anormal do corpo Etérico. Na atmosfera altamente carregada da Abadia, o corpo astral de N. se exteriorizara inconscientemente durante o sono, e procurara satisfazer seus apetites frustrados pela recusa do Neófito em ter relações com ele. Na primeira noite todos haviam sido atacados, com exceção de nossa colega, cuja aura era demasiadamente forte para ser afetada; mas na Segunda noite, tendo feito sua escolha magnética, o astral de N. atacara apenas homens mais jovens, começando pelo Neófito que o atraíra.

Quando a situação foi explicada a N. por nossa colega, ele sentiu-se extremamente consternado por sua conduta. Nossa colega tranqüilizou-o, apontando que ninguém é responsável por seus atos a não ser depois que se torna cônscio deles.

N. ficou a Abadia durante mais uma semana, benquisto por todos; mas toda noite nossa colega tomou a precaução de selar o umbral da porta do visitante com o pentagrama traçado com água e sabão, apontando para dentro, a fim de impedir que o astral de N. se exteriorizasse durante o sono e saísse para “assombrar” o resto dos habitantes.[4]

O exemplo que acabamos de dar, trata-se de um ataque astral inconsciente. É preciso que as pessoas compreendam que cada um dos nossos “veículos” ou planos de consciência, se assim preferimos, tem seu próprio “quartel general” de controle, análogo ao celebro físico. Ponderemos, por exemplo, a maneira como nossas funções fisiológicas são normalmente executadas sem qualquer necessidade de intervenção da mente consciente. O sistema nervoso reflexo se encarrega da manutenção da saúde física, deixando as faculdades volitivas conscientes livres para executarem outro tipo de trabalho. Pensemos, por exemplo, o que seria a nossa vida se tivéssemos de respirar conscientemente para viver! Este, aliás, é um fenômeno que às vezes ocorre na prática de Pranayama.

Há pessoas que tem um corpo astral extremamente desenvolvido, como resultado de herança genética, ou treino involuntário, ou treino deliberado. Se tais pessoas não mantém o corpo astral sob controle, ele tenderá a divagar além do corpo físico, o que é bastante perigoso. Assim como no caso de N. seu corpo astral, estimulado pelas práticas homossexuais, depois dinamizado pela atmosfera magnética carregada da Abadia, exteriorizou-se para procurar satisfazer os apetites reprimidos de seu dono, pode acontecer que o corpo astral, divagando a esmo no astral, seja atacado, e até mesmo capturado, por uma influência hostil. Isto acontece freqüentemente com os praticantes do espiritismo, principalmente os Kardecistas, que não tomam a mínima precaução mágicka para testar ou selecionar as influências às quais permitem acesso a seus veículos e a seus locais de trabalho e moradia. A aura de certos médiuns espíritas, em conseqüência, é um poço de imundície astral. O que é pior, sua influência malsã é infecciosa. Sentimentalismo piegas, negativismo emocional, receptividade mórbida são apenas alguns dos seus efeitos. Doenças nervosas, da pele, lesões do sistema muscular e da espinha dorsal, falta de concentração mental, tendência ao exagero, ou à mentira, e até ao roubo, são outros efeitos da mediunidade imprudente. As exceções são pouquíssimas. Homens e mulheres de um alto grau de verdadeira pureza pessoal e firmeza de caráter tem auras que inibem as entidades mais baixas, principalmente se eles selecionam cuidadosamente seus associados, como ocorre no candomblé legítimo. Mas infelizmente, tais casos são a exceção e não a regra.

Se a aura de um sensitivo faz parte de um corpo astral desenvolvido por herança genética,[5] e a pessoa não exercita nem domina seu veículo sutil, este tenderá a divagar no astral e a freqüentar as correntes magnéticas com que adquiriu afinidade em existências anteriores. Em certos casos, o corpo astral pode estar mais desenvolvido que as faculdades volitivas do corpo físico na existência presente, e fenômenos semelhantes ao de dupla personalidade podem ocorrer. Do ponto de vista iniciático, isto é altamente indesejável, mas alguns médiuns e “psíquicos” se orgulham de uma tal situação.

Em certa ocasião, um indivíduo que desejava adquirir dominação psicológica sobre nós, declarou-nos que conversava freqüentemente com o nosso Ente Mágicko, o qual “lhe dava conselhos”.

- Talvez isso possa ocorrer, nós lhe replicamos, mas se meu Ente Mágicko, lhe disser para fazer coisas que contradigam o que eu lhe digo quando estou em meu corpo físico, você não estará falando com meu “Ente Mágicko” coisa nenhuma, e sim com algum elemental ou demônio tentando me personificar.

O cavalheiro em questão, vendo o tiro lhe saiu pela culatra, afastou-se de nós. Descobrimos mais tarde que se tratava de um hábil vigarista, especializado em explorar a megalomania de pseudo-místicos; usava um nome falso e já extorquira enormes quantias em dinheiro de diversas “sociedades ocultas” brasileiras.

A técnica desta particular vigarice baseia-se em que a maioria dos ocultistas não tem a mínima concepção do que é realmente o caminho Iniciático. Tais infelizes mais que depressa aceitam a idéia de que seus “Entes Mágickos” são capazes de aparecer a “seus discípulos” à sua revelia e sem seu conhecimento consciente. Aí, o “discípulo” começa a dizer ao “mestre” o que este supostamente lhe disse enquanto estava se manifestando magicamente. Antes que o “mestre” perceba, estará atacando as coisas que o “discípulo” lhe diz que ele disse nas “visões”. Desse momento em diante, o verdadeiro “mestre” é o “discípulo”.

O que deve ser claramente compreendido é que as faculdades humanas que representam a Individualidade, à Volição, e a Compreensão espirituais estão completamente acima de qualquer manifestação astral. Elas estão além do Abismo, e o corpo astral não existe além do Abismo.

Como diz O Livro da Lei, cap. I, 8-9:

O Khabs está no Khu, não o Khu no Khabs.

Adorai então o Khabs, e vede minha luz derramar-se sobre vós!

O Khabs é a “Estrela”, isto é, a centelha do Fogo Divino em cada ser humano, seja homem ou mulher. O Khu é o termo que os antigos egípcios usavam para descrever o Ente Mágicko do Iniciado. Este Ente Mágicko, que corresponde ao “Corpo de Glória” do místico cristão, consiste na purificação e harmonização de todos os veículos inferiores. É este Ente Mágicko que é dissolvido voluntariamente pelo Adepto Exempto ao cruzar o Abismo.

Identificando-se com o Khabs, o Iniciado ativa o Ajna Chakra, que corresponde a Hadit no sistema hindu. Como resultado, a Energia Cósmica se concentra no Sahasrara, que corresponde a Nuit, e a Luz das Estrelas se derrama sobre o Iniciado.

Até a etimologia dos termos hindus para os “éteres” mais sutis, Adhi e Anupadaka, se assemelha aos termos egípcios correspondentes, Had e Nu. Isto sugere que ambas as correntes iniciáticas tiveram a mesma origem num passado mais longínquo, talvez na legendária Atlântida ou na legendária Mu

Isto é um assunto que só pode ser de interesse aos historiadores. O que nos concerne, na prática, é a absoluta necessidade de controlar o corpo astral, e mentê-lo sempre sob domínio daquelas faculdades em nós que representam a nossa Verdadeira Vontade.

Iniciados de corpo astral muito desenvolvido, mas de baixa ética, podem ser muito perigosos, não só para os profanos como para outros Iniciados. Os leitores não devem julgar que um corpo astral bem desenvolvido é sinal automático de alta espiritualidade; isto seria o equivalente de supor que um halterofilista de enormes músculos é necessariamente uma pessoa de elevados sentimentos e nobres intenções. Citaremos um caso bastante ilustrativo, da experiência de uma iniciada da antiga Aurora Dourada, atualmente reformulada como a Ordem Externa da A\A\.

No primeiro ano deste século, Aleister Crowley, que subira rápidamente nos Graus da Aurora Dourada, instituiu um exame mágicko da Ordem e seus “chefes” e, tento chegado a conclusão de que a organização perdera seus laços com os planos espirituais destruiu-a ocultamente.[6]

Uma das poucas pessoas de valor que ainda estavam ligadas à Aurora Dourada na ocasião era Violet M. Firth, mais conhecida de ocultistas pelo seu pseudônimo de Dion Fortune. A Sra. Firth escreveu uma série de artigos para uma conceituada revista de ocultismo inglesa, descrevendo as manobras espúrias de falsos iniciados, mas sem se referir diretamente à Aurora Dourada, a qual era seu único contato com Magick e misticismo naquela época.

Infelizmente para a Sra. Firth, seu grau era muito abaixo do de Crowley, e ela começou a experimentar estranhas sensações de ameaça e de pressão oculta. A seguir, começou a ter experiências de clarividência involuntária. Isto era alarmante, pois iniciados treinados não tem experiências psíquicas involuntárias a não ser em circunstâncias muito fora do normal. Um médium kardecista pode se alegrar de ver subitamente a fisionomia de um “falecido” lhe aparecer à frente; um ocultista treinado interpretará o fenômeno como uma quebra naquela separação que sempre deve ser mantida entre os diversos planos de consciência. Como disse a própria Srs. Firth, ao relatar sua experiência: “No método pelo qual eu fui treinada somos ensinados a manter os diversos planos de consciência estritamente separados, e usamos uma técnica específica para abrir e fechar os portais. Em conseqüência, a gente raramente experimenta um psiquismo espontâneo: nossas visões se assemelham às de um cientista usando um microscópio para examinar materiais previamente escolhidos.”

As experiências anormais da Srs. Firth se avolumaram ao ponto em que, no seu estado normal de vigília, ela começou a ver faces demoníacas aparecerem e desaparecerem de relance, a qualquer momento, e quando ocupada com qualquer assunto. Neste ponto, ela já começara a suspeitar que estava sob ataque, e corretamente atribuiu o ataque à série de artigos que havia publicado denunciando abusos em fraternidades pseudo-ocultistas; mas ela não identificara ainda o atacante, e mais tarde escreveu: “Qual a minha surpresa, então, ao receber uma carta de uma pessoa que eu considera minha amiga, e pela qual eu sentia o máximo respeito, uma carta que não me deixou em qualquer dúvida quanto à fonte do ataque que eu estava sofrendo, e quanto àquilo que eu poderia esperar se continuasse a escrever meus artigos!”

A pessoa em questão, cujo nome a Sra. Firth não revelou em seu relato, era a esposa do pretenso “chefe” da Aurora Dourada, denunciado por Crowley, o qual usava, indevidamente, o nome de “MacGregor Mathers” (mencionado em “Liber LXI”, A Lição de História, sob o Mote S.R.M.D.) Moina Mathers, irmã do filósofo francês Henri Bergson, tomara as dores do marido no conflito deste com Crowley. Tanto ela quanto Mathers pouco podiam fazer contra Crowley, um iniciado de grau muitíssimo mais elevado que o deles; [7] mas o caso de Dion Fortune era outro. Como ela mesmo escreveu: “Posso dizer com toda mínima suspeita de que esta pessoa estava envolvida nos escândalos que eu estava denunciando. Evidentemente eu tinha me metido em assuntos bem mais graves do que pensara.”

Muitas críticas podem ser feitas a Dion Fortune, mas coragem de brigar (exceto com Crowley, a quem ela nunca compreendeu, mas cujas obras copiou descaradamente, e a quem ela instintivamente respeitava) nunca lhe faltou. Meditando sobre a situação, ela chegou a conclusão de que a publicação dos seus artigos era necessária, e lhe fora inspirada pelos Vigilantes Invisíveis. A série de artigos já estava completa, mas havia sido apenas parcialmente publicada; ela poderia ter impedido que a publicação continuasse.

Ela decidiu permitir que a série se completasse. [8] Continuando a citar o seu relato:

“O Equinócio de Primavera tinha chegado. Devo explicar que esta é a mais importante época do ano para ocultistas.[9] Grandes marés de forças estão fluindo nos Planos Internos, e são muito difíceis de manipular. Se vai haver perigo astral, usualmente a situação eclode nesta época. Há também certas reuniões que ocorrem no Plano Astral, e muitos ocultistas a elas comparecem fora do corpo físico. A fim de fazer isto, temos de nos colocar numa espécie de transe, e então a mente fica livre para viajar. É costumeiro pedir a alguém que entende destes assuntos para ficar de guarda ao lado de nosso corpo físico enquanto este está vazio, a fim de impedir que ele sofra algum dano.[10]

Continuando ela diz: Em via de regra, quando estamos sofrendo um ataque oculto a gente se conserva a qualquer custo no estado normal de consciência, e dorme durante o dia e permanece desperta e meditando quando o sol está abaixo do horizonte. Mas, como o azar ocasionalmente impõe, eu estava obrigada a sair numa viagem astral nessa ocasião.[11]

Minha atacante sabia disso tão bem quanto eu. Portanto, executei meus preparativos com todas as precauções de que pude lançar mão: reuni um grupo de discípulos cuidadosamente selecionado para formar o círculo de guarda, e selei o local da operação com cerimonial costumeiro. Eu não tinha muita fé nesta ultima precaução nas circunstâncias, pois minha atacante era de um grau mais alto que o meu,[12] e poderia passar por quaisquer selos que eu sabia impor. Mas ao menos, os selos me protegiam contra forças mais baixas.

“O método de executar estas viagens astrais é altamente técnico, [13] e não posso aqui me estender sobre o assunto.

Na linguagem da psicologia, trata-se de auto-hipnose através de um símbolo.[14] De acordo com o símbolo escolhido, nós obtemos acesso a diferentes seções do Invisível. O iniciado treinado, portanto, não vagueia pelo astral como um fantasma perturbado, mas vem e vai através de corredores definidos.

“A tarefa de minha inimiga, portanto, não era difícil, pois ela sabia a que horas eu teria de fazer esta viagem, e o símbolo que eu teria que usar para deixar meu corpo.[15]

Por isto eu sabia que teria que enfrentar oposição, embora não soubesse de que forma esta oposição apareceria.

“Essas viagens astrais são na realidade sonhos lúcidos em que nós retemos todas as nossas faculdades de escolha, poder de vontade, e discernimento. As minhas sempre começam com uma cortina de cor simbólica,Y através de cujas dobras eu passo. Assim que eu passei pela cortina nessa ocasião, vi a minha inimiga esperando por mim, ou se outra terminologia for preferida, comecei a sonhar com ela. Ela me apareceu nas vestimentas completas do seu grau, que são magníficas. Barrando minha entrada, foi logo dizendo que por virtude de sua autoridade ela me proibia de utilizar esse corredores mágickos." Repliquei que não admitia o direito dela me barrar apenas porque estava pessoalmente zangada comigo, e que eu apelava para os Chefes Internos, aos quais tanto ela quanto eu estávamos obrigadas. Então começou uma batalha de vontades na qual experimentei a sensação de ser arremessada pelo ar e de cair de uma grande altura, e me percebi de volta a meu corpo. Mas meu corpo não estava onde eu o havia deixado, e sim num amontoado no canto mais afastado da sala, onde tudo estava derrubado e espalhado como se lá estivesse explodido uma bomba. Através do fenômeno de repercussão, a luta astral aparentemente se comunicara ao meu corpo físico, o qual dera cambalhotas em volta do aposento enquanto o agitado grupo de guardiões retirava a mobília de sua passagem!

A experiência me deixara um pouco intimidada, pois não havia sido agradável. Admiti para mim mesma que fora derrotada, e que havia sido expulsa com sucesso dos caminhos astrais; mas compreendi também que se eu aceitasse esta derrota minha carreira oculta estaria terminada. Assim como uma criança que acaba de cair de um cavalo de ser recolocada imediatamente na sela, ou jamais terá coragem de cavalgar de novo, senti que eu tinha que encetar novamente minha viagem astral a qualquer custo. Assim, disse aos meus discípulos que se acalmassem e reformulassem o círculo, porque nós tínhamos que tentar de novo; invoquei os Chefes Secretos, e exteriorizei-me novamente. Desta feita houve um combate rápido e duro, e atravessei a barreira. Tive a Visão dos Chefes Interno, e regressei.

A luta estava terminada. Nunca mais experimentei qualquer problema. Mas quando tirei minhas roupas a fim de ir dormir naquela noite, minhas costas estavam muito doloridas, e com uma lente examinei a pele num espelho. Do pescoço à cintura eu estava coberta de arranhões, como se estivesse estado nas garras de um gato gigantesco.

Contei esta história a alguns amigos, ocultistas experientes, que no passado haviam estado associados à pessoa com a qual eu tive este problema, e eles me disseram que ela era bem conhecida por este tipo de ataque astral. Um amigo deles, após uma alteração com ela, tivera um experiência exatamente similar; ele ficara coberto de marcas de unhas afiadas. Nesse caso a pessoa ficara doente durante seis meses e tinha se afastado completamente do Ocultismo.”

Dio Fortune, ou Violet M. Firth, prossegui seu relatório desta experiência mencionando a morte misteriosa de uma moça, encontrada nua nos rochedos de uma praia irlandesa em circunstância que indicavam que estivera fazendo uma invocação mágicka. Seu corpo estava coberto de marcas semelhantes, e ela também estivera associada a Moina Mathers.

Mas aí já saímos do terreno do ocultismo para entrar no das fofocas. Tanto a Srs. Mathers quanto a Srs. Firth já morreram faz tempo, e tais marcas continuam a ocorrer. O autor destas linhas já as descobriu sobre seu corpo após ataques mágickos. Elas decorreram da dilatação excessiva, com conseqüente hemorragia, dos vasos capilares periféricos. A hemorragia deixa marcas semelhantes a arranhões. Não precisamos, portanto, atribuir ataques astrais à alma de Moina Mathers, ou à infeliz família dos felinos. As marcas são realmente, o resultado de repercussão de pressão etérica sobre o corpo físico; mas decorrem normalmente de qualquer tipo de luta psíquica, a qual produz o fenômeno de “stress” no organismo carnal.

[1] Um paradoxo aparente do trabalho iniciático é que nós começamos por nos fortificarmos e desenvolvermos ao máximo possível e terminamos por destruir o castelo fortificado que erigimos.

[2] De Dominis Liminis a Adeptus Minor principalmente.

[3] Explique-se: uma comunidade mágica está normalmente defendida, não só pelos rituais de banimento que são feitos diariamente, como também pelos rituais de invocação. A atmosfera psíquica atinge portanto um estado de alta tensão; a defasagem entre a vida anímica da comunidade e a gama vibratória normal fora da comunidade é muito grande. Nestas circunstâncias, uma influência discordante só pode manifestar vinda de fora se tiver algum foco de afinidade dentro do círculo. Esta é a origem da lenda de que um vampiro só pode penetrar numa casa com o consentimento de alguma pessoa que se encontra lá dentro.

[4] A finalidade do sabão era prover um fixador para o magnetismo: a água pura é excelente condutor, e por isso não acumula. Ela poderia ter usado sal, ou alguma outra substância; mas o sabão serve tanto quanto qualquer outra, e é mais barato. Como já dissemos, para que a proteção seja constante, é necessário renová-la após o pôr e nascer do sol, ocasiões em que a atmosfera magnética de qualquer local sofre radicais alterações.

[5] Usamos a expressão “herança genética” onde outros poderiam dizer “trabalho em encarnações passadas”. Não vem ao caso aqui qual das duas expressões descrevem melhor os fatos. Pois na prática o resultado é o mesmo. Não estamos interessados no problema, se é que é problema, da sobrevivência da alma. Estamos bastante interessados, porém, no que a “alma” faz em sua presente existência.

[6] O iniciado que assim proceder, tem de assumir o Karma da organização destruída e criar, no plano físico, uma nova organização que preencha a lacuna deixada pela outra e não sofra dos vícios e defeitos dela.

[7] Embora Mathers se gabasse de ser Adeptus Major, e reclamasse igual dignidade para a esposa, ambos não haviam ultrapassado o Grau de Practicus, enquanto Crowley já era Dominus Liminis, mesmo antes de receber “Liber AL”

[8] Esta decisão, em face de uma ameaça pessoal cuja gravidade ela não subestimava, foi que possibilitou sua passagem ao Grau de Zeladora.

[9] Este tipo de asserção categórica demonstra o pouco desenvolvimento oculto de Dion Fortune, que naquela existência nunca passou à Ordem Interna. Tanto os equinócios quanto os solstícios são importantes. Mas ocorre que as estações do ano são opostas nos dois hemisférios. Exemplo: o dia de “Corpus Christi” do catolicismo romano é um antiquíssimo festival pagão do hemisfério norte, e corresponde a primeira lunação que segue o Equinócio de Primavera naquele hemisfério. Mas no hemisfério sul, o Equinócio de Outono cai na época que corresponde ao Equinócio de Primavera no hemisfério norte, e vice-versa. O “Natal” que corresponde ao Solstício de Inverno, deveria ser celebrado em junho no hemisfério sul, e não em dezembro, e “Corpus Christi” no sul deveria seguir setembro, para que esses festivais pudessem realmente corresponder às forças mágicas que eles deveriam comemorar.

[10] Esta precaução é desnecessária para iniciados que alcançaram o Adeptado, mas é útil nos graus mais baixos, e principalmente aos aspirantes.

[11] Novamente, esta cautela só parece útil nos graus mais baixos. Nos graus mais elevados, a pressão hostil é benvinda, pois depura o astral de seus elementos mais grosseiros; e acima do Abismo, a concepção de “mal” ou “bem” per todo significado. A pessoa que tenta “atacar” um Mestre do Templo, por exemplo, vê sua corrente repercutir sobre si mesma, por motivos que lhe seriam claros se apenas ponderasse o simbolismo qabalístico do Grau.

[12] Esta asserção totalmente errônea comprova o baixo grau de desenvolvimento de Dion Fortune. É simplesmente inconcebível que uma membra do Grau de Adepto, que a Srs. Matheres afirmava (com seu marido) possuir, agisse de forma como a Srs. Matheres agiu nesta ocasião.

Moina Matheres era, como a Srs. Firth, apenas um Neófito: porém mais forte e mais experiente magicamente do que a colega.

Não se deve jamais confundir aptidão mágica com progresso espiritual. Os Graus da A\A\marcam estágios de perspectiva na evolução da raça; poderes mágicos ou místicos são apenas detalhes do processo. É por isto que está declarado que qualquer ser humano pode, a qualquer momento, reclamar o Grau de Magister. Mas quem faz isto imediatamente atrai para si aquele Ordálio que é chamada de Segunda Morte.

Toda esfera da Árvore da Vida dos Qabalístas contém em si uma espécie de projeção da árvore inteira, assim como todo ser humano contém em si o potencial genético da humanidade inteira. O progresso em cada grau, portanto, reflete e amplia o progresso na Árvore inteira. A visão central do Neófito chama-se a Visão do Sagrado Anjo Guardião. A pessoa que experimenta esta Visão, que corresponde a Tiphareth de Malkuth (isto é, reflete a experiência de Tiphareth na Esfera de Malkuth) pode confundi-la, se deixar-se afetar pelo Ego anormalmente estimulado pelas práticas, com a Visão de Tiphareth de Tiphareth, que é chamada de Conhecimento e Conversação do Sagrado Anjo Guardião e é tão belamente descrita em Zanoni, de Bulwer-Lytton.

Quem experimenta a Visão Central de Malkuth e se deixa iludir com a idéia de que experimentou a Visão Central de Tiphareth, naturalmente deixa de progredir. Tenta executar as Operações do Adeptado, em vez de se dedicar mais às Operações de Neófito, que levam à passagem do Grau de Zelator. Tal era o caso de Moina Mathers e seu marido; a vaidade egóica levou-os a se perderem nas esferas ilusórias do baixo Astral, onde as Sephiroth estão refletidas em formas demoníacas.

Arriscando sua vida, sua saúde psíquica, e até sua razão humana, para atingir o Centro vibratório da organização a que aspirava, Violet M. Firth, sem saber, estava executando justamente o tipo de operação que a levaria ao Grau de Zelator – com o involuntário auxílio de sua inimiga, e ex-colega.

[13] A realidade, é extremamente simples, e Dion Fortune está apenas se dando ares exotéricos. A única condição sine qua non é que a pessoa obtenha um legítimo contato mágico com a corrente cujos símbolos está manipulando.

[14] Esta asserção errônea é outro fruto do baixo grau iniciático da autora. Hipnose é um fenômeno do Manas Rupa, ou Corpo Mental, e pode ocorrer sem que outros veículos sejam afetados. Esta confusão quanto aos diversos planos de consciência é muito comum em quem nunca praticou Ioga e Magia de forma sistemática. Isto quer dizer que o encontro seria feito através de um símbolo provido por Mathers, e a uma hora determinada por este para “visitar” os Chefes Secretos em um Templo Astral. Ora, já que Mathers não tinha mais acesso aos “Chefes”, tendo-se perdido no astral, as imagens dos “Chefes” presentes a essas reuniões eram apenas imagens astrais formuladas pelo próprio Mathers, com o auxílio inconsciente dos que acreditavam nele.

[15] A formação de imagens astrais é facílima; daí o grande perigo de nos iludirmos nesse plano. Nossos piores inimigos ali são os nossos preconceitos e a nossa vaidade.

Por outro lado, a pureza de intenção e uma aspiração genuína podem elevar uma mera imagem astral à categoria de um laço mágico com os verdadeiros Chefes Secretos. Este foi o caso de Dion Fortune nessa ocasião.

Y Isto é, uma cor magicamente em harmonia com o símbolo invocado.

" Presunção da Neófito. Nada há que proíba uma Estrela humana de ir aonde quiser, a não ser o seu próprio desenvolvimento interno. Em verdadeiro Ocultismo não há “segredos”: há apenas verdades que, por mais simplesmente que sejam explicadas, não podem ser compreendidas sem vivência e preparo.

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *

Marcadores

Follow by Email

Recent Posts

Postagens populares

Minha lista de blogs